Navi exibe filmes premiados em Festival

O Núcleo de Antropologia Visual (Navi) retoma suas sessões semanais, às quintas-feiras, no auditório Rio Negro (IFCHS), das 12h30 às 14h, com debates ao final de cada sessão, exibindo os filmes premiados do 1º Festival do Filme Etnográfico do Pará, ocorrido em novembro de 2017.

Nesta quinta-feira, dia 15 de março, serão exibidos os documentários ‘Las hojas que envuelven las plazas’ (legendado) e ‘O caminho das pedras’, com a participação nos debates da antropóloga da Ufam, professora Maria Helena Ortolan.

No dia 22 de março, será a vez do filme longa-metragem ‘Ama-San’, falado em japonês, com legendas em português. Trata-se de uma prática milenar no Japão, mergulhos no mar, para a busca de pérolas e moluscos, pelas Ama-San.  No final da sessão, debate com representante do curso de Língua Japonesa.

Dia 05 de abril será exibido o documentário ‘A terceira margem’.  Um trânsito atribulado entre dois mundos, Kaiapó e Funi-ô, põe em cheque a ruptura da cultura indígena dianteda invasão branca e a evolução dos conceitos de antropólogos e indigenistas ao longo de 60 anos.

São filmes que tratam de figuras/personagens, povos, comunidades, captados por realizadores da Amazônia e do estrangeiro, com olhares buscando estabelecer diálogo entre culturas e que mereceram os prêmios: Melhor Filme Etnográfico de Curta-Metragem ‘Las hojas que envuelven las plazas’, de Liliana Sayuri Matsuyama Hoyos (Colômbia, 2014, 10 minutos); Melhor Filme Etnográfico de Media-Metragem ‘O caminho das pedras’, de Alexandre Nogueira e Fernando Segtowick (Pará, 2016, 22 minutos); Melhor Filme Etnográfico de Longa-Metragem ‘Ama-San’, de Claudia Varejão (Portugal/Suíça/Japão, 2016, 112 minutos); e, como Menção Honrosa do Júri, o prêmio ao documentário ‘A terceira margem’, de Fabian Remy (Brasil, 2016, 57 minutos).

‘Las hojas que envuelven las plazas’ descreve o processo de cultivo, preparação e transporte de folhas de bananeiras cultivadas por famílias camponesas e indígenas do sul do Tolima, Colômbia e levadas aos mercados locais e municipais. Este é um mercado que teria desaparecido, se não fosse pela persistência das famílias que o fazem possível. Os mercados públicos e a compra e venda das folhas de bananeira tecem uma rede que pode ser considerado um patrimônio cultural da cidade.                   

‘O caminho das pedras' lança seu olhar sobre a comunidade quilombola do Acabatal, um retrato de 300 anos de luta pelo direito à terra na Amazônia. Situada em Ananindeua (PA), os descendentes de escravos tentam sobreviver, ao mesmo tempo, que a comunidade sofre com ameaças da expansão imobiliária, violência e falta de infraestrutura.