No Dia dos Professores, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), por meio do Instituto de Ciências Exatas (ICE), promove de 15 a 17 de outubro, a I Feira Amazonense de Matemática. Realizado em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas do Amazonas (Ifam), o evento busca estimular o estudo da ciência e reconhecer o papel dos professores para o desenvolvimento do país. A Feira ocorre no Centro de Convivência da Ufam, no setor Norte do campus universitário.

Com edições realizadas em vários estados brasileiros, pela primeira vez o Amazonas se insere também na lista dos estados que investem na popularização do conhecimento matemático. Um dos coordenadores da edição amazonense, o professor do Departamento de Matemática da Ufam, professor Francisco Feitosa destaca a importância da Feira para a área. “A iniciativa partiu da Ufam em trazer para cá esse movimento das feiras de matemática. Convidamos as instituições parceiras, apresentamos o projeto e todos apoiaram a ideia”, expôs. “O principal objetivo é estimular o estudo da matemática e socializar práticas pedagógicas. São projetos desenvolvidos por professores em suas escolas e hoje é o momento de socialização”, explicou.

A partir disso foi formada a comissão organizadora e feita a seleção dos 62 trabalhos participantes da primeira edição da Feira. O primeiro dia do evento tem exposições de estudantes do ensino fundamental de 6º ao 9º ano de escolas públicas de Manaus e região metropolitana. Na terça-feira, 16, participam estudantes do ensino médio e na quarta-feira, será a vez dos trabalhos de ensino superior e ensino médio técnico. Ao final de cada dia, os melhores trabalhos serão premiados.

Presidindo a mesa de abertura da Feira, o reitor da UFAM, professor Sylvio Puga, ressaltou parabenizou os professores presentes e também os estudantes que apresentam trabalhos nos estandes do evento. Em pronunciamento, o gestor declarou ser a educação o caminho para levar um país ao desenvolvimento, mais ainda no contexto da chamada quarta revolução industrial, a qual necessita ainda mais de profissionais capacitados.

“O futuro do nosso país está calcado na educação. E isso é a história dos países mais desenvolvidos que diz. Todos fizeram a sua revolução educacional e todos investem muito em educação porque sabem que ela é a mola propulsora para o desenvolvimento econômico, tecnológico, científico de uma nação. Então, o que seria de um país sem um professor?”, declarou.

Cristiele Nunes é estudante da Escola Estadual Alfredo Fernandes e apresenta em seu estande o trabalho sobre fractais, ramo da geometria que trata das formas de objetos além da geometria tradicional euclidiana. “Eu sempre gostei de matemática. Ela está presente em todos os lugares, então, é necessário a gente saber sobre ela. A matemática é muito legal quando você tem o domínio dela”, conta a estudante que pretende ser engenheira civil. “A matemática me ganhou porque a engenharia civil envolve muito cálculo”, comenta a aluna que foi elogiada pelo público pelo desempenho na exposição.

Professor de matemática há sete anos, Antônio Moreira, revela que ensinar matemática é um desafio que precisa ser superado diariamente e que isso requer dedicação e estudo por parte dos docentes para que possam ajudar os estudantes a compreenderem a importância da ciência. “É gratificante ver o público elogiar o desempenho dos nossos alunos. Não é sempre que isso acontece, mas quando ocorre, não tem preço”, disse o professor sobre a participação de seus alunos na Feira. “No Dia do Professor esse é o melhor presente”, revelou o docente.