Nota de Falecimento – Professor Iury Carlos Bueno

A Universidade Federal do Amazonas comunica com pesar o falecimento do professor Iury Carlos Bueno, vice-coordenador do curso de Jornalismo do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (Icsez), onde atuava nas áreas de fotografia e arte.

O professor era doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Puc-SP), mestre em Estudos de Linguagens pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

O corpo será velado nas dependências da Funerária Bentes, localizada à Rua Governador Leopoldo Neves, 571, Centro, em Parintins.
 
A direção do Icsez informa ainda que as atividades acadêmicas do Instituto estão suspensas no dia de hoje, 19 de setembro, e as atividades administrativas de atendimento ao público funcionarão até 12h.

A Ufam se solidariza com a família e os amigos do professor neste momento de luto.

Termo de Notificação nº 10/2018

A Fundação Universidade do Amazonas, representada pelo Pró- Reitor de Administração e Finanças, manifesta intenção em aplicar as penalidades previstas no artigo 5°, IV, a, e no artigo 6° §4°, ambos da lei nº 12.846, de 1º de Agosto de 2013, à empresa Mayanne Thayara de Araújo Cruz - ME, por fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, o caráter competitivo de procedimento licitatório público.

Aberto prazo para defesa de 30 (trinta) dias para apresentação de Defesa, a contar da publicação da presente notificação, conforme consta no artigo 11 da lei n° 12.846/2013, com vistas franqueadas aos autos para fins de direito.

Raimundo Nonato Pinheiro de Almeida

Laboratório da Ufam desenvolve novos dispositivos de armazenamento de energia com base em grafeno

 
Por Sebastião de Oliveira
Equipe Ascom

 

"Na prática, o grafeno é o material mais forte, mais leve e mais fino capaz de armazenar energia de forma rápida e limpa", diz pesquisador.

Em breve espaço de tempo, dispositivos com armazenamento rápido estarão substituindo baterias comuns. É o que garante a  pesquisa 'Materiais voltados para o armazenamento de energia em supercapacitores', desenvolvida no Laboratório de Eletroquímica e Energia (LEEN) do Departamento de Química da Universidade Federal do Amazonas (DQ/Ufam).

O foco da investigação é desenvolver dispositivos que armazenem energia de forma limpa e rápida. Conforme explica o coordenador do PPGQ e da pesquisa, professor Leandro Pocrifka, tudo teve início durante seu doutoramento na Universidade Federal de São Carlos (UFSC). A partir de 2010, a linha de pesquisa teve implementação na Ufam, com o desenvolvimento dos supercapacitores, dispositivos elétricos capazes de armazenar energia em um curto período e propor um longo tempo de fornecimento de energia, comparado ao modelo de carregamento atual.

Os supercapacitores, esclarece o docente, em decorrência da alta capacidade de armazenar energia, têm maior duração do que uma bateria de Íon-Lítio, as utilizadas, por exemplo, em aparelhos celulares. Para ele, os supercapacitores podem substituir ou ser acoplados às baterias atuais, melhorando o seu desempenho.

“Os materiais utilizados em laboratório são os mais variados, como por exemplo, óxidos metálicos, polímeros condutores e materiais à base de carbono,Os mestrandos Brenner Lima e Aluísio CordeiroOs mestrandos Brenner Lima e Aluísio Cordeiro grupo em que está inserido o grafeno e cuja aplicação variada. Ele pode ser desenvolvido como material para dispositivo de  armazenamento de energia de excelente custo-benefício", informa o pesquisador.

O professor explica ainda que existem diferenças entre as baterias convencionais (produzidas do Íon-Lítio) e aquelas formadas por supercapacitores. Estas últimas têm a capacidade de armazenar energia em um curto período de tempo, propondo um período maior de fornecimento energético.

Capacitores eletroquímicos no cotidiano

"Os supercapacitores utilizados na pesquisa são constituídos de grafeno, material derivado do carbono, um excelente condutor de eletricidade e um produto estável do ponto de vista térmico", explica o professor, segundo quem o grafeno é constituído por uma folha extremamente fina e originada da grafite. "Na prática, esse material é mais forte, mais leve e mais fino", enumera as qualidades.

O grafeno utilizado na pesquisa vem sendo preparado por meio de dois métodos, que o docente denomina de rotas: a eletroquímica e a física. Segundo o professor Pocrifka, a pesquisa utiliza um dispositivo de ponta que pode ser muito bem empregado pela indústria visando ao mercado consumidor. "O carregamento da bateria de um celular, demoraria certo tempo, no entanto, com o novo dispositivo, o tempo para carregamento seria em poucos minutos", comenta o professor. Em outras palavras, a alta capacidade de carregamento dos supercapacitores pode auxiliar em tarefas cotidianas, por exemplo, para carregar sistemas que precisam de certa quantidade de energia em curto espaço de tempo.

Outro exemplo foi citado pelo aluno do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PPGCEM), Aluísio Cordeiro, integrante da equipe de pesquisadores. Para o discente, a autonomia em sistemas solares, atualmente, é limitada, o que pode conduzir à ineficiência desses sistemas. "No entanto, a utilização do grafeno em alta densidade energética aumenta a durabilidade do sistema, assim como a dissipação de calor e energia", explica.

Integrando a equipe há menos de um ano, o aluno do Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ), Brenner Lima, destaca a utilização do grafeno em aparelhos hospitalares. “Quando houver queda de energia, por exemplo, será possível usar uma série de supercapacitores para manter os equipamentos hospitalares em funcionamento”, aponta o mestrando.

O discente comenta que, no futuro bem próximo, veículos como carros elétricos serão equipados com esses sistemas de armazenamento de energia, cuja aplicação tem sido cada vez mais recorrente. "Em nível mundial, grandes empresas realizam o aprimoramento do grafeno, porém, no Brasil, ainda são poucas as instituições voltadas ao desenvolvimento e à aplicação desse tipo de material", completa Lima.

Ao centro, professor Leandro Pocrifka Ao centro, professor Leandro Pocrifka Processos elaborativos

O grafeno é um produto de ordem nanométrica derivado do grafite. A estrutura original da grafite tem forma multilaminada. O grafeno, por outro lado, é apenas uma lâmina isolada da estrutura original.

Aluísio Cordeiro explica que o grafeno possui características especificas. “Por possuir a estrutura laminar (2D), esse material possui alta condutibilidade elétrica e ao mesmo tempo, grande capacidade de armazenar energia", expõe.

Assim, o que o diferencia o grafeno de outros materiais são as altas resistências mecânica (sendo 200 vezes mais resistente que o aço) e térmica (suporta altas temperaturas sem apresentar  modificações estruturais, ao contrário do Cobre), a estabilidade e a durabilidade (bem superior ao Lítio utilizado nas baterias de celulares). "Essas qualidades fazem do grafeno um material promissor no campo de dispositivos de armazenamento energético”, comemora o pós-graduando.

De acordo com o discente, o material é adquirido a partir da síntese do grafite que, acoplado a um método físico, produz um pó que pode ser aplicado na composição de um dispositivo. Em seguida, é feita a aplicação direta no armazenamento energético. A obtenção de outro formato desse material é feita pelo método eletroquímico.

Vantagens dos supercapacitores

O professor assegura que o consumidor, ao adquirir um celular, geralmente tem problemas de aquecimento com o passar do tempo. Já com a aplicabilidade do grafeno no dispositivo, esse tipo de problema será sanado, pois a bateria conseguirá carregar em baixas temperaturas.

O coordenador ressalta que a pesquisa pode se tornar algo comum e possível. “Nós já tivemos visita de empresas do ramo da telefonia móvel com interesse nesses materiais, porque eles estão sendo aplicados em alguns lugares fora do país”, pontua Pocrifka.

O futuro energético

Nas últimas décadas, a comunidade científica tem se preocupado com as fontes energéticas, bem como as maneiras de se armazenar energia. Os dispositivos de armazenamento de energia, atualmente disponíveis no mercado, possuem um alto custo de produção por serem fabricados com materiais não-renováveis e já com certa escassez no planeta.

"Além disso, os materiais utilizados em dispositivos elétricos atualmente são agressivos ao meio ambiente, a exemplo do Lítio, do Cobre, do Manganês e dos íons Sulfatos, gerando uma preocupação a mais em relação ao descarte correto dos dispositivos compostos por esses materiais", assegura o professor coordenador da equipe.

“Por todas as suas qualidades, o grafeno entra nesse cenário como potencial substituto do que hoje conhecemos em termos de carregamento energético, uma vez que pode ser obtido de forma laboratorial, é inofensivo à natureza, possui ótima capacidade de armazenamento e excelente condutibilidade elétrica, sendo altamente adaptável a qualquer sistema, resistente e bastante flexível”, finaliza o docente.