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  • Inscrições abertas entre os dias 27 de maio e 13 de junho de 2019

  • As inscrições estão abertas até o dia 6 de junho

  • Segunda retificação no edital. Inscrições vão até 5 de junho

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Professor Pontes Filho lança obra ‘Logospirataria na Amazônia’ pela editora Chiado de Portugal

Por Sebastião de Oliveira
Equipe Ascom

Publicado pela Editora Chiado, de Portugal, a obra Logospirataria na Amazônia’ contém 318 páginas, distribuídas em cinco capítulos, cuja autoria é do professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas (FD/Ufam), Pontes Filho. A Assessoria de Comunicação (Ascom) esteve conversando com o professor após lançamento da obra em Portugal. Veja a entrevista na integra:

ASCOM: Do que trata o livro ‘Logospirataria na Amazônia’? Este é um novo conceito? O que é e qual o impacto da logospirataria?

Pontes Filho: O livro trata da ocorrência da logospirataria na Amazônia e seus predatórios impactos na região. Procura responder questões centrais: O que se entende por logospirataria? Quais os impactos resultantes da logospirataria na Amazônia brasileira? Investiga a incidência da logospirataria e seus principais impactos na região, considerando as populações tradicionais, a biodiversidade e a crescente escassez de recursos ambientais. Sim, pode ser considerado um novo conceito no campo sócio-jurídico, ou seja, oriundo da área das ciências sociais e jurídicas. A logospirataria se evidencia com os impactos que produz, a partir do levantamento da realidade socioambiental, com a constatação de processos e situações concretas de pilhagem de recursos naturais e socioambientais, apropriação indevida de conhecimentos tradicionais associados ao uso da biodiversidade, e a exploração irregular do trabalho humano, impactando nocivamente a bio e sociodiversidade. Os processos logospiratas quase sempre envolvem corrupção, violência, crimes, espoliação do trabalho, saques irracionais de recursos da natureza, privação e violação a direitos. No caso, a pesquisa e os estudos se ocorreram tomando por base e a partir de fatos e eventos de logospirataria verificados na Amazônia brasileira.

ASCOM: Qual o objetivo da obra?

PF: Apresentar uma nova abordagem e linha de estudos de processos predatórios e aniquiladores da biodiversidade e das culturas na Amazônia; propondo medidas para prevenir e combater os mesmos. Produzir análises do nocivo movimento dos processos logospiratas na realidade amazônica. Em face disso, buscar medidas para promover maior reação e enfrentamento à logospirataria naturalizada ou institucionalizada na região antes que seja tarde demais. Recursos naturais, biológicos, culturas, conhecimentos e sociedades tradicionais na Amazônia dependem desse atento e permanente combate à logospirataria na Amazônia.

 

ASCOM: Qual a importância de discutir o tema - logospirataria na Amazônia? Como está a situação atual?

PF:É especialmente relevante debater o tema e os problemas gerados pela logospirataria na Amazônia, sobretudo com vista a manter o que ainda resta de diversidade biológica e sociodiversidade na região, bem como a preservar a qualidade do ambiente amazônico como um todo, essencial não só ao país como ao planeta. Isso implica em ampliar a compreensão do que representa a Amazônia em termos de diversidade de recursos naturais, biológicos e culturais, atento às características ambientais ainda existentes, sobretudo considerando o atual contexto de crescente escassez de certos recursos e no qual a região é constantemente pressionada e ameaçada com projetos de intervenções logospiratas, medidas exploratórias e atividades econômicas capazes de aniquilar a qualidade do meio ambiente amazônico, sociedades nativas e comunidades tradicionais. A logospirataria movimenta, opera e também resulta dos impactos de negócios socioambientais irresponsáveis, intervenções e atividades exploratórias que visam fins meramente pragmáticos e mercadocêntricos, não cumprem a função social da ordem econômica nem observam cuidados básicos da atividade para com a meio ambiente e suas populações. Por todos esses aspectos, é fundamental discutir a logospirataria na Amazônia.

 

ASCOM: Qual o público do livro?

PF:Os leitores que se interessam pela Amazônia e pela compreensão dinâmica da logospirataria e seus impactos nocivos na região, em especial, estudantes, professores, pesquisadores e profissionais do direito e cientistas sociais que trabalham e lidam com problemas socioambientais na Amazônia.

 

ASCOM: Quais as contribuições se espera dar à academia e à sociedade com o livro?

PF: Uma modesta contribuição para o aprofundamento de estudos, de pesquisas e ao enfrentamento de problemas decorrentes da logospirataria na Amazônia, como também colaborar com a compreensão, o diálogo e a prevenção de consequências decorrentes da logospirataria. A sociedade amazônica precisa compreender para saber lidar com os problemas, tensões e graves danos que a logospirataria tem historicamente imposto à região.  Nesse sentido, procura a obra contribuir com o desenvolvimento da pesquisa sobre os processos logospiratas, levantar os problemas decorrentes na realidade amazônica e colaborar para a formação de quadros com vistas ao desenvolvimento regional. Esse é também um aspecto relevante à sociedade nacional e planetária, pois todo o mundo se beneficia com a preservação da Amazônia.

 

ASCOM: Onde o interessado poderá adquiri-lo? 

PF:O livro poderá ser adquirido em sites de livrarias parceiras da editora Chiado, tais como: livraria Cultura, Martins Fontes, Saraiva, Galileo e outras, além do site da própria Chiado editora.

 

ASCOM: Algo mais a comentar sobre a obra?

PF: O livro resultou de uma longa jornada constituída de várias experiências, pesquisas, erros e acertos, aprendizagens e continua dedicação ao estudo sistemático da problemática da Logospirataria na Amazônia. Embora a obra exponha algumas considerações conclusivas, elas não são um ponto final ao estudo e à pesquisa dos problemas expostos na mesma. Pelo contrário, não há qualquer pretensão quanto a produzir uma “verdade final” sobre o objeto de estudo. Na realidade, apesar de todo o empenho, trata-se apenas de uma contribuição para ver, ler e tentar compreender processos tão impactantes sobre o universo amazônico. Por isso, não há um caráter definitivo na pesquisa sobre o assunto: a porta foi apenas aberta. A jornada que implicou no livro foi bastante exigente e, nesse sentido, não é uma obra qualquer, mas fruto de uma intensa caminhada de pesquisa, reflexão e elaboração da tese. Esse trajeto se faz perceber na produção escrita. É uma obra que propõe a oportunizar o diálogo – ir ao encontro do que se está por pesquisar, por descobrir, por revelar.

 

ASCOM: Obrigado professor pela atenção.  

 

 

 

PCU promove II módulo do curso de 'Avaliação de Imóveis'

 

A Prefeitura do Campus Universitário (PCU) promove o II módulo do curso ‘Avaliação de Imóveis’, realizado em parceria com a Pró-reitoria de Extensão (Proext) e da Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp), de 06 a 10 de agosto, das 18h30 às 22h, na sala 13 do bloco Professor Nelson Ribeiro Porto, localizado no primeiro prédio da Faculdade de Tecnologia (FT), setor Norte do Campus Universitário.

Este módulo da capacitação abordará  o tema ‘Tratamento por Fatores’ e será ministrado pelo engenheiro civil e docente da Ufam, Marcus Vinícius de Vasconcelos Paiva.O objetivo do curso é instruir os participantes em relação às bases para atuação na área de avaliação de terrenos, seja a aplicabilidade destinada a empresas privadas ou órgãos públicos. De acordo com a Progesp, diretrizes estão de acordo com as normas técnicas da ABNT NRBR 14.653-2. Acesse o link.

Inscrições e vagas

Ao todo, 55 vagas serão disponibilizadas, sendo 20 reservadas para Técnico-administrativos Educacionais (Tae) da Ufam, 15 para docentes da Universidade, 10 para estudantes finalistas de um dos cursos de Engenharia ou de Arquitetura e Urbanismo e, por fim, 10 vagas para instituições parceiras interessadas. Para participar, é necessário inscrever-se previamente até o dia 03 de agosto:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfYQy4sywhrkHQpRKoeHHkV_qfrgPMfb7VUvfEbZnDHmdFfhQ/viewform

Módulos seguintes

O próximo módulo do curso discutirá o ‘Tratamento por interferência estatística’ e o último, Módulo IV, discutirá o ‘Método de custos de reprodução’. Cada etapa descrita possui carga horária de 20h.

Reitores da Ufam e UEA se posicionam sobre veto

 
 
A Amazônia conta com as instituições de ensino superior públicas como canal de desenvolvimento, pesquisa e inovação. O assunto volta à pauta de discussões nacional em virtude de Lei sancionada do governo federal que trata sobre a utilização de recursos provenientes da Lei de Informática.
 
Os reitores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), professor Sylvio Puga e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), professor Cleinaldo de Almeida Costa estiveram na manhã desta quinta-feira (14), na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) para se posicionarem sobre a questão dos investimentos em infraestrutura física nos institutos e universidades públicas, a partir de recursos provenientes da Lei de Informática. O assunto veio à tona por ocasião da conversão da Medida Provisória 810/2017, que foi sancionada como Lei (13.674) na última segunda-feira, dia 11, e que alterou a forma de aplicação desses recursos em itens como aquisição, implantação, ampliação ou modernização de infraestrutura física e laboratório de pesquisa e desenvolvimento de Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), entre outros artigos. O fato gerou dúvidas na comunidade científica e política e, por isso, transformou-se em objeto de reflexão por parte dos atores envolvidos.
 
A ida dos reitores atendeu a um convite dos deputados da ALE-AM, formalizado pelo deputado Serafim Corrêa (PSB), que desejavam entender os fatos no sentido de que também possam ajudar as universidade públicas do Amazonas e, desta forma, impedir maiores danos ou prejuízos para essas instituições. 
 
Para o reitor da Ufam, Sylvio Puga, elementos técnicos fundamentais para o entendimento e a discussão do assunto foram claramente apresentados aos deputados amazonenses. Ele destacou que a ampliação do número de laboratórios impacta diretamente no processo de capacitação de alunos e de professores, impulsionando, inclusive a formação de capital intelectual.
 
"Cada aluno, mestre e cada novo doutor formado na nossa região poderá contribuir diretamente para o desenvolvimento da Amazônia. Para que possamos atuar dentro de um planejamento estratégico, os recursos da Lei de P&D são fundamentais", sintetizou.
 
O reitor da UEA, professor Cleinaldo de Almeida Costa, destacou a importância da sociedade saber sobre a união de forças das universidades públicas amazonenses no sentido de 'brigar' pelo recurso que essas instituições podem receber, via Lei de Informática, com vistas às pesquisas e desenvolvimento científico. Detalhar o quê pode ser investido em áreas administrativas dentro desses projetos e laboratórios também é outra necessidade dentro da Lei de P&D.
 
"É fundamental que a Lei torne-se clara e que tanto as universidades quanto as empresas entendam perfeitamente sobre as possiblidades de aplicação desses recursos de modo que o número de laboratórios possa ser ampliado e que as empresas tenham total segurança nos investimentos realizados. O Amazonas precisa liderar a quarta revolução industrial e é justamente para isso que esses recursos servirão. O recurso gerado por trabalhadores amazonenses precisa ser aplicado aqui mesmo, nas nossas universidades, gerando emprego, renda, ciência de ponta e investindo diretamente em benefícios para os cidadãos", declarou o reitor da UEA.
 
O deputado Serafim Correa informou que a ALE-AM irá encaminhar um documento para a Presidência da República com vistas a esclarecer todas as dúvidas existentes e para que não haja prejuízos para as universidades públicas amazonenses.
 
"Eu entendo que o governo federal deva disciplinar essa questão dos investimentos em áreas administrativas ligadas umbilicalmente aos laboratórios das universidades. A ALE-AM se manifestará à Presidência da República para que seja reeditada esta Lei, de forma que não haja dúvida sobre o que está posto e que o Amazonas não deixe de ser contemplado", destacou Serafim.
 
Ainda na ALE-AM, os reitores da Ufam e da UEA declararam que estão fortalecendo sua união e, ainda, juntamente do Instituto Federal do Amazonas (IFAM) para trabalhar situações conjuntas, inclusive de cursos, parcerias, co-tutela de forma que os alunos, professores e servidores técnicos de cada uma dessas instituições possa ser beneficiados. Em breve, as instituições formalizarão os detalhes dessa grande parceria.

ACESSO RÁPIDO