Icomp inova no empreendedorismo digital com criatividade e inovação

Demonstrativos de trabalhos de pesquisa dos graduandos do Icomp surpreendem com modelos de negócios criativos e inovadores.

Na nona edição, o Workshop de Inovação: startup e empreendedorismo digital (WISE), promovido pelo Instituto de Computação da Universidade Federal do Amazonas (Icomp/Ufam), reuniu graduandos dos cursos do Icomp, que compartilham experiências na área do empreendedorismo digital. As ações do evento ocorreram no auditório do Instituto e no Centro de Convivência do Setor Norte do Campus Universitário.

Demo Day: um leque de experimento e inovação  

Protótipos de aplicativos, resultados de pesquisas, emplacaram em soluções criativas em chamaram atenção do público que circulava no Centro de Convivência da Ufam. Pequenas empresas exibiram para o público suas inovações e alunos de graduação iniciaram suas atividades explorando inovações do mercado.

O aluno do 8° período do curso de Engenharia de Computação, William Robert, desenvolve a Startup Smart Totem William Robert, à direita,da Startup Smart Totem .William Robert, à direita,da Startup Smart Totem .que está vinculada a disciplina Sistema Distribuídos. O discente integra uma equipe de três sócios e explica que a ideia surgiu a partir da necessidade de alunos e do público em geral de solicitar informações quanto à localização de dependências no campus, principalmente departamentos, auditórios, dados sobre calendário acadêmico e outras informações básicos de referência. Segundo ele, a startup está voltada para os calouros que estão iniciando o curso e não tem informação sobre a Universidade.

“A referência foi, basicamente, o totem de shopping, como aquele que realiza a localização de lojas, supermercado, restaurantes e outros. Associando essa ideia a tecnologias mais recentes (inteligência artificial e reconhecimento de voz), foi possível criar um protótipo semelhante”, comenta o discente.

Davi Calebe, 27, estudante do curso de Ciências da Computação, realizou demonstração da startup PetHouztel, junto com seus três sócios. Ele relata que quando alguém viaja e não tem lugar para deixar seu pet de estimação, fica difícil cuidar e, a partir daí, se criou a ideia, facilitando para as pessoas encontrar lugares de  hospedagem.  Analisando o mercado, Calebe percebeu que existem empresas restritas apenas em hospedagem de cães e gatos e, sua startup traz o diferencial, ampliando a clientela que cria outros animais.  

Sócios da Startup PethouztelSócios da Startup Pethouztel“Nós sabemos que em nossa região, existem pessoas que criam, além desses animais, macacos, hamster, cobra, coelho, tartaruga, aves exóticas da região e outros. A startup surgiu dessa necessidade”, disse Taína Almeida, aluna do curso de Ciências da Computação e sócia da startup PetHouztel, que aliado a isso, percebeu a expansão do mercado de pet em Manaus. “O mercado de pet não se resume somente a gato e cachorro, mas existem outras criações”, completa Almeida.       

Uma programação diversificada

A programação do WISE se concentra em apresentações de representantes de startup conhecidas e de sucesso, convidados especialistas, como os da empresa Samsung, que desenvolveram o tema “Economia criativa”. Simultaneamente, ocorreram as apresentações de protótipos de aplicativos  denominado Demo Day (em inglês significa: Dia de Demonstração).

Nessa segunda parte da programação, no Centro de Convivência, o público presente pode consultar as soluções desenvolvidas pelos pequenos empreendedores, assim como discutir e tirar suas dúvidas com relação ao processo de construção dos aplicativos.    

O coordenador do evento, professor Eduardo Couto, explica que no workshop estão envolvidos somente alunos da Professor Eduardo CoutoProfessor Eduardo Coutograduação. “Mas isso não impede que possa haver interação com alunos de mestrado e doutorado”, disse o docente.   

Dentre as palestras que ocorreram no evento, o professor destaca o estudo de caso da Startup Comuni, que realiza a relação de serviços entre condomínios. De acordo com Couto, as palestras tiveram o objetivo de mostrar ao aluno as etapas para se criar aplicativos, desde sua gênese até a difusão do produto no mercado.  

Para Couto, criar aplicativos se tornou fácil, pois há um grande número de pessoas voltadas para isso. “O desafio é criar inovação, inserir inteligência, ter algoritmo robustos. É nesse aspecto que a formação acadêmica faz a diferença do profissional que se gradua na Ufam. Por conta disso, ele pode utilizar técnicas inovadoras e criativas, pois, o graduando absorve o conhecimento para construir soluções inovadoras de ponta, inteligências que podem ser vendidas em qualquer lugar do mundo”, completa o professor.