UFAM titula primeira turma de especialistas em Enfrentamento à Violência Doméstica

A UFAM, em parceria com a Secretaria de Justiça do Amazonas (Sejus), promoveu, na noite da última segunda-feira, 17, no auditório da Escola de Administração Penitenciária (Esap), a cerimônia de titulação dos 70 alunos do curso de especialização lato sensu em Políticas de Enfrentamento à Violência Doméstica, oferecida pela universidade. 

Voltado para a qualificação de agentes de promoção, defesa e também de técnicos e estudiosos da área de ciências sociais aplicadas, o curso teve duração de 18 meses e foi ministrado pelo corpo acadêmico da universidade, dentro da estrutura da Esap.

O curso teve, ao todo, 14 módulos, abordando entre os diversos temas, os aspectos da violência doméstica no Estado, a situação atual, históricos, contextos, possíveis causas, as políticas existentes e as perspectivas futuras para o enfrentamento do crime.

Dos 70 profissionais inscritos no curso de especialização, 30 vagas foram disponibilizadas exclusivamente para servidores da Sejus e outros 40, aos demais interessados da área de ciências sociais aplicadas.

Representante da turma, a agora especialista em Políticas de Enfrentamento à Violência Doméstica, Lindalva Martins, afirmou estar gratificada pela oportunidade de aprender a lidar, de modo mais técnico com a temática da violência doméstica. “Solucionar um caso de violência requer conhecimento, tecnicidade. Certamente, teremos melhores resultados quando nos depararmos com uma ocorrência que nos exija intervenção”, garantiu. 

Secretário adjunto da Sejus, José Bernardo da Encarnação, afirmou estar satisfeito com a realização do curso e que a promoção da especialização não é a primeira, nem será a última das parcerias promovidas junto à Ufam. “Precisamos estar capacitados para lidar com as demandas diárias e a violência tem sido uma grande preocupação, pois é fruto de relações sociais”, afirmou.

Em sua fala, a reitora da UFAM, Márcia Perales, reiterou a preocupação de as instituições de ensino e formação estarem preparadas para enfrentar a violência. “Estamos na busca incansável pela excelência acadêmica, mas nenhum esforço valeria senão reconhecêssemos que estamos organicamente ligados à sociedade”, disse.