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Dia Mundial da Visão - Doenças oculares podem avançar silenciosamente e causar perda irreversível da visão

Escrito por ascom.ufam | Publicado: Sexta, 09 de Outubro de 2026, 11h36 | Última atualização em Sexta, 09 de Outubro de 2026, 12h28 | Acessos: 88

Especialista alerta para a importância do diagnóstico precoce e explica como os olhos podem revelar sinais de outras condições, como diabetes e hipertensão arterial

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Doenças como o glaucoma podem avançar silenciosamente e comprometer a visão inclusive antes  dos primeiros sintomas. A condição, que provoca danos progressivos ao nervo óptico, está entre as principais causas de cegueira irreversível. No Dia Mundial da Visão, celebrado em 8 de outubro,  alerta-se para a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento oftalmológico, mesmo quando não há alterações na visão.

“O glaucoma é uma doença silenciosa. Muitas vezes, ele é detectado durante a consulta oftalmológica, quando avaliamos o nervo óptico, o fundo do olho e a pressão intraocular. O paciente pode não apresentar nenhuma queixa”, explica o oftalmologista Ranieri de Sena Alfaia, do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV-Ufam), vinculado à HU Brasil.

O histórico familiar é um dos principais fatores de risco. Pessoas com casos de glaucoma ou outras doenças oculares hereditárias na família devem informar essa condição durante a consulta e manter acompanhamento adequado.

Outras doenças causam alterações na visão

A avaliação oftalmológica vai além da capacidade de enxergar. Durante o exame de fundo de olho, é possível identificar alterações nos vasos sanguíneos que podem estar associadas ao diabetes e à hipertensão arterial, inclusive em pessoas que ainda não apresentam sintomas visuais. “O diabetes pode provocar alterações nos vasos sanguíneos da retina. Às vezes, conseguimos identificar essas alterações no exame oftalmológico até mesmo em um paciente que ainda não tem o diagnóstico da doença. A hipertensão também pode provocar alterações que aparecem no fundo do olho”, explica o especialista.

Uma das complicações do diabetes é a retinopatia diabética, que pode evoluir sem sintomas nas fases iniciais e comprometer a visão. Alterações na superfície ocular também podem levantar suspeitas de doenças reumatológicas, indicando a necessidade de investigação complementar.

Envelhecimento e sinais de alerta

Com o avanço da idade, algumas alterações oculares tornam-se mais frequentes, como a catarata, caracterizada pela perda de transparência do cristalino, lente natural dos olhos. A condição costuma surgir principalmente após os 60 anos e provocar embaçamento progressivo da visão. “A pessoa pode perceber como se houvesse uma fumaça ou 'nuvem' na frente dos olhos, um embaçamento que não melhora simplesmente com a troca dos óculos”, explica ele.

Dor ocular intensa, vermelhidão acompanhada de alterações visuais e perda repentina da visão são sinais que exigem atenção imediata. Entretanto, mesmo sem sintomas, a avaliação oftalmológica é importante para identificar precocemente as chamadas doenças silenciosas. “O acompanhamento oftalmológico deve ser periódico. Pacientes que usam óculos, têm alguma doença ocular ou histórico familiar de problemas de visão precisam de atenção especial. Em alguns casos, fazemos avaliações a cada seis meses”, orienta o oftalmologista.

De acordo com o médico, na infância, os exames ajudam a detectar alterações que podem comprometer o desenvolvimento visual, como a ambliopia, conhecida como “olho preguiçoso”. Já em adultos, a frequência das consultas deve considerar idade, histórico familiar e condições de saúde.

Outro cuidado envolve o uso prolongado de telas. Segundo o especialista do HUGV-Ufam, a atenção contínua a celulares e computadores reduz a frequência das piscadas, favorecendo o ressecamento dos olhos e o desconforto visual. “Quando estamos muito atentos à tela, piscamos menos. Isso aumenta a evaporação da lágrima e pode provocar ressecamento e desconforto. Nas crianças com miopia, o uso excessivo de telas também pode contribuir para a progressão do grau”, explica o médico.

Atendimento no HUGV-Ufam

O Serviço de Oftalmologia do HUGV-Ufam faz consultas e tratamentos para diferentes condições oculares, incluindo erros refrativos, catarata, glaucoma, doenças da retina e alterações que demandam cirurgia plástica ocular.

Entre os procedimentos estão cirurgias de catarata e glaucoma, além de aplicações intraoculares de medicamentos indicados para certos casos de retinopatia diabética. Todos os atendimentos acontecem via encaminhamento e regulação pela rede pública de saúde.

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Texto de Emiliana Monteiro e edição de George Miranda  | Editado por Ascom/Ufam

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