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Licenciatura indígena em Políticas Educacionais e Desenvolvimento Sustentável conquista conceito 4 na avaliação no MEC

Escrito por ascom.ufam | Publicado: Quarta, 30 de Setembro de 2026, 11h24 | Última atualização em Quarta, 30 de Setembro de 2026, 12h18 | Acessos: 191

Processo compreende a análise de documentos acadêmicos e administrativos produzidos na Ufam e reuniões com docentes, TAEs e discentes de diversos setores, além uma visita virtual in loco

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O curso de Licenciatura em Políticas Educacionais e Desenvolvimento Sustentável da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), vinculado ao Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), recebeu o conceito quatro na avaliação realizada pelo Ministério da Educação (MEC). A conquista é um marco na retomada dessa graduação, que foi ofertada pela primeira vez em 2009, já formou 295 profissionais e tem hoje 232 discentes em formação.

O processo avaliativo que culminou na atribuição da nota quatro à licenciatura ocorreu entre os dias 14 e 16 de setembro de 2026. Antes, contudo, houve um trabalho contínuo e articulado entre a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Proeg) – particularmente por meio da Procuradoria Educacional Institucional (PEI) e do Departamento de Apoio ao Ensino (DAE), a coordenação do curso, a Comissão Própria de Avaliação (CPA), a Biblioteca Setorial do Setor Norte, a secretaria do IFCHS e a Comissão Setorial de Avaliação (CSA) do Instituto.

De acordo com a titular da Proeg, professora Camila Lopes, o êxito obtido representa um avanço para a Universidade e, em particular, implica reconhecer o trabalho de profissionais e setores que somaram para tal resultado. “A Procuradoria Educacional Institucional, por exemplo, atuou na reformulação do Projeto Pedagógico do Curso e na construção da autoavaliação e do acompanhamento do curso”, aponta a pró-reitora de Ensino de Graduação.

Também para o coordenador da licenciatura, professor Nelcioney Araújo, é fundamental atribuir o mérito à atuação integrada da Reitoria, da Proeg e dos docentes e técnico-administrativos em Educação (TAEs) que fizeram parte da equipe que preparou tudo com foco nas dimensões consideradas pelos instrumentos de verificação do Inep/MEC.

Preparação dedicada

A fim de formar um juízo integral a respeito da situação do curso, as avaliadoras do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) realizaram uma visita virtual in loco (com uso de recursos tecnológicos de georreferenciamento) e reuniões virtuais, além de analisarem um conjunto de documentos produzidos na Ufam.

Para citar alguns exemplos, a comissão avaliadora do Inep/MEC recebeu arquivos contendo desde o novo Projeto Pedagógico do Curso, aprovado em 2025, até regulamentos dos laboratórios usados pelo curso e a relação dos respectivos equipamentos. Estrutura curricular contendo ementas e bibliografias de cada disciplina por semestre; atas de criação, portarias de nomeação de livro de atas das reuniões de colegiado; relações de livros e periódicos usados no curso e constantes no acervo da biblioteca; composição do corpo docente; componentes curriculares; número de vagas solicitadas e outros regulamentos internos foram também enviados para apreciação.

“A preparação contou com a organização e a disponibilização das documentações do curso, de informações sobre os docentes participantes, de regulamentações, relatórios de estágio, trabalhos de conclusão de curso, entre outros materiais”, relaciona o coordenador da graduação. “Participaram das reuniões, além de titulares e representantes dos setores já citados, aqueles que são essenciais para a própria existência e continuidade do projeto: discentes, docentes e o Núcleo Docente Estruturante do Curso”, completa o professor Araújo.

As reuniões com o Inep tiveram as seguintes participações: discentes – Adão Francisco Henrique, Aelson da Silva Gomes, Alípio Lino Lourenço, Cleunice Apolinário Venceslau, Edivan Farias Evangelista, Gilberto Garcia Filho, Greth Jane Araújo Ferreira, Luiz Henrique da Silva Valentim, Rigoberto Assis Maranhão, Ronaldo da Silva Apolinário, Sônia Bitencourt Fontes e Tiane Custódio Paiva; docentes – Débora Pinheiro dos Santos, Dorinethe dos Santos Bentes Rolim, Josimar Ramos Marinho e Raimundo Nonato Pereira da Silva; e NDE – Nelcioney José de Souza Araújo (presidente), Auxiliomar Silva Ugarte e Davi Avelino Leal.

Além da expectativa

“É importante lembrar que o curso já havia respondido a um Protocolo de Compromisso junto ao MEC, em função do desempenho aquém na avaliação passada. Então, esta nota quatro de agora revela o cumprimento das obrigações que a Ufam e o curso assumiram para superar as deficiências apontadas e ir além. Durante a reunião final com a Proeg e a coordenação do curso, as avaliadoras expressaram que o ponto alto da visita virtual in loco foi a reunião realizada com os graduandos, quando os estudantes indígenas pontuaram a importância da formação para o município de São Gabriel da Cachoeira e para a transformação em suas trajetórias formativas e profissionais”, ressalta a professora Camila Lopes.

“Tendo em vista a nota obtida e as sugestões anotadas, as perspectivas se pautarão, em primeiro lugar, no término do curso e na colação de grau das turmas Baniwa, Tukano e Yegatu, previstas para o ano de 2030 quando nós acreditamos que o Campus da Ufam em São Gabriel da Cachoeira já estará em pleno funcionamento”, aponta o coordenador do curso. Ainda segundo o professor Nelcioney Araújo, toda a demanda futura dos povos indígenas do Alto Rio Negro passará a ser atendida de forma integral pelo novo Instituto da Ufam naquela cidade e esse curso de licenciatura terá cumprido o seu propósito.

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