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Pesquisadora do MIT visita Manaus para desenvolver estudo sobre arquitetura e clima na Amazônia

Escrito por ascom.ufam | Publicado: Sexta, 04 de Setembro de 2026, 12h13 | Última atualização em Sexta, 04 de Setembro de 2026, 12h13 | Acessos: 164

A pesquisadora do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Sylvia Jimenez, esteve em Manaus no mês de agosto para trabalhar o tema "Telhado Duplo como Estratégia de Adaptação ao Calor de Conhecimento Local", projeto que está em andamento há pouco mais de 14 meses e é resultado do trabalho anterior que o Núcleo de Arquitetura Moderna na Amazônia (Nama), da Ufam, e o City Infrastructure EquityLab (Ciel), do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), vêm realizando nos últimos cinco anos.  

Trabalhar o tema em Manaus, segundo Jimenez, implica atuar em várias escalas e disciplinas para capturar a resposta do telhado duplo, uma característica tradicional de construção presente em regiões tropicais do mundo, analisando-o como estratégia de adaptação ao calor por meio de uma abordagem de métodos mistos. “Isso inclui investigação qualitativa, pesquisa de arquivos, análise estatística quantitativa e modelagem de cenários futuros com um modelo do edifício calibrado. Considere a cidade muito ativa, com um importante legado histórico e investimentos em infraestrutura, cujo crescimento exponencial se reflete em dificuldades de mobilidade, no equilíbrio entre áreas verdes e áreas permeáveis a enchentes, e em outras formas de vida na Amazônia, altamente dependentes da navegação fluvial. Vivenciá-los é muito mais enriquecedor do que apenas conhecê-los; além disso, trabalhar com colegas acadêmicos da Ufam ampliou as oportunidades de alcançar os objetivos de pesquisa e obter apoio em pouco tempo”, revelou Sylvia.

Como parte do seu trabalho acadêmico de doutorado, Jimenez pesquisa sobre como planejar ações para combater o calor urbano nas cidades do continente, por meio de planejamento, infraestrutura e edifícios. “Em particular, Brasil, Amazônia e Manaus possuem instrumentos de planejamento que já abordam a ação climática e o calor urbano; são necessários planos de reflorestamento e de planejamento transversal, por meio dos diferentes ministérios e órgãos municipais, para a mitigação do calor extremo e do calor urbano. As respostas estão no planejamento da cidade; considero-as melhores a partir dos cidadãos e para os cidadãos, de acordo com os atores locais, a academia e a população em geral. É importante reconhecer o papel de Manaus no contexto local, como a maior cidade não apenas da Amazônia brasileira, mas também da região. Assim, o planejamento em Manaus é um tema importante de análise de políticas públicas não apenas para a região, mas também para as cidades amazônicas do continente”, avalia. 

Sobre o campus da Ufam em Manaus, a pesquisadora afirma: “Achei o campus muito espaçoso, como tudo no Brasil, tem uma escala maior do que as outras cidades, e bastante completo. A qualidade arquitetônica dos edifícios me surpreendeu positivamente, pois funcionam bem apesar da alta umidade e do desgaste na Amazônia, considerando os desafios de manutenção. Isso me levou a pesquisar o trabalho do arquiteto brasileiro Severiano Porto, após estudar a adaptação de edifícios ao clima de áreas tropicais e subtropicais”, disse. “Estar na Ufam foi, sem dúvida, uma experiência especial. Acredito que os serviços aos alunos são muito bons e, embora possam sempre ser aprimorados com mais investimentos, há esforços para manter o bem-estar tanto dos alunos quanto dos professores, especialmente no que diz respeito à infraestrutura desenhada para o lugar e o contexto”, completou. 

Esta não é a primeira vez que Jimenez visita Manaus, ela já esteve aqui há alguns anos para trabalhar em um projeto do MIT sobre cidades na Amazônia por três anos. “É a primeira vez que me dedico exclusivamente à pesquisa aplicada em Manaus por 14 meses, por quase cinco semanas ininterruptas, na Ufam, graças a duas bolsas de financiamento do MIT e a um prêmio: oLloyd and Nadine Rodwin Travel Grant e o CIS PhD Student Grant, incluindo o prêmio Jeanne Guillemin 2026 Prize para pesquisadoras em temas internacionais. Pretendo retornar no inverno de 2027 para poder compartilhar resultados parciais com a comunidade acadêmica e o departamento de planejamento do Implurb”, revelou. 

Sobre Sylvia Jimenez

Sylvia Jiménez Riofrío é doutoranda no Departamento de Estudos e Planejamento Urbano do MIT, com especialização em Urbanismo Avançado pelo MIT Norman B. Leventhal Center for Advanced Urbanism (LCAU), onde é bolsista da Fulbright e do LCAU. Seus interesses de pesquisa abrangem indicadores de sustentabilidade do ambiente construído — tanto na escala da edificação quanto na urbana — e seus impactos na saúde e no bem-estar humanos.

Sylvia é formada em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura, Design e Artes da Pontifícia Universidade Católica do Equador (PUCE), onde atuou como professora associada, diretora de faculdade e coordenadora do programa de Mestrado em Urbanismo. Com pós-graduação em Desenvolvimento e Planejamento pela University College London e uma bolsa do Banco Interamericano de Desenvolvimento, seu trabalho acadêmico tem explorado a arquitetura passiva, a análise climática, a iluminação natural e o conforto térmico em diferentes escalas, com ênfase no conforto e na saúde humana.

Ela colabora há mais de dez anos com organizações de base, do setor público, acadêmicas e multilaterais, integrando equipes de pesquisa multidisciplinares. Atualmente, é pesquisadora principal no Centro de Pesquisa em Saúde para a América Latina (CISeAL-PUCE), atuando na iniciativa "Healthy Homes for Healthy Living" (Casas Saudáveis ​​para uma Vida Saudável).

 

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