Delegação brasileira é destaque na Olimpíada Internacional de Linguística
Realizada em Bucareste, na Romênia, a Olimpíada Internacional de Linguística (IOL em inglês) reuniu jovens do ensino médio de mais de 45 delegações de diversos países na busca por medalhas de ouro, prata e bronze. Ao final dos oito dias de competição, o time liderado pelo professor da Ufam, Eduardo Cardoso Martins, da Faculdade de Letras, conquistou a prata e o bronze em modalidades individuais. O evento ocorreu de 26 de julho a 2 de agosto, sendo a sua 23ª edição.
Os destaques do Brasil foram Felipe Barros, com a prata, e Levi Matias, com o bronze, ambos da equipe Brazil Rosa, liderados pelo professor da Ufam. Houve também duas menções honrosas para Luísa Guntert e César Augusto Carvalho, da equipe Brazil Cravo. A competição é feita nas modalidades individual e por equipes. O objetivo é que os participantes respondam corretamente às provas apresentadas no tempo devido.
“Um problema de linguística dos mais clássicos consiste em um conjunto de dados sobre uma língua. Esses dados podem ser apresentados de diversas formas, desde frases traduzidas ou palavras com as traduções em ordens baralhadas ou o tipo sistema de escrita, enfim. E cabe ao falante entender os fenômenos que acontecem nessa língua, por exemplo, dizer que uma letra faz tal som, a frase significa tal coisa, e se diz isso dessa forma, e a partir disso, conseguir resolver as tarefas que exigem que o competidor tenha entendido a língua”, explica o ganhador da medalha de bronze.
Sobre a participação em uma competição internacional, Levi incentiva outros estudantes a seguirem o mesmo caminho. “Eu participei também de olimpíadas em outras áreas, mas nenhuma foi tão legal quanto essa. Foi bastante gratificante para mim, porque o processo foi bastante intenso. E na IOL em si, foi a primeira viagem internacional que eu fiz para outro continente, dormindo fora do Brasil, e lá eu conheci um monte de gente nova, de lugares novos. A atmosfera da IOL faz você esquecer que está numa competição, às vezes, e é incrível”, revelou.
O Brasil competiu primeiro na IOL em 2011 e participou de 13 edições. As equipes brasileiras têm 21 medalhas no histórico (3 ouros, 7 pratas e 11 bronzes), 2 troféus de bronze, 3 prêmios de Melhor-Solução, 18 menções honrosas e uma menção honrosa em competição por equipes. “O resultado da IOL reflete um intenso trabalho da Olimpíada Brasileira de Linguística (OBL) que desenvolveu um treinamento intenso durante várias semanas. Essa é uma experiência muito enriquecedora para a os estudantes, tanto academicamente quanto pelo aspecto cultural e social, porque não é somente uma competição de alto nível, é também o convívio com muitas culturas, línguas e amizades que ficarão para a vida toda” afirmou o professor da Faculdade de Letras, Eduardo Cardoso Martins.
“Nosso objetivo é atrair esses estudantes de alto rendimento para a Universidade Federal do Amazonas por meio das Vagas Olímpicas, que ainda serão implementadas no próximo ano. As escolas de Ensino Médio do Amazonas, públicas e privadas, ainda participam pouco das Olimpíadas Científicas em todas as áreas do conhecimento, então temos um enorme potencial ainda não descoberto ou incentivado nesse tipo de competição acadêmica. Além disso, as olimpíadas são um grande campo de atuação para o desenvolvimento de Pesquisa e Extensão universitária, a fim de demonstrar os impactos positivos dessa metodologia ativa na Educação Básica em geral”, completa o docente.

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