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Ufam integra evento internacional, na Itália, com trabalho sobre cultura popular e emergência climática em Manaus

Escrito por ascom.ufam | Publicado: Quarta, 12 de Agosto de 2026, 10h28 | Última atualização em Quarta, 12 de Agosto de 2026, 12h27 | Acessos: 301

A “International Summer School – Natural Hazards and Cultural Heritage” de 2026 foi realizada pela Alta Scuola – Associazione Scientifica nas cidades medievais de Orvieto e Todi

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Com o trabalho “Ponta Branca: Resgatando uma cultura popular em tempos de emergência climática em Manaus” (tradução livre), pesquisadores vinculados ao Núcleo de Arquitetura Moderna na Amazônia da Universidade Federal do Amazonas (Nama/Ufam) contribuíram para o debate internacional sobre riscos naturais e patrimônio cultural, promovidos pela ONG Alta Scuola – Associazione Scientifica. A defesa do estudo ocorreu durante a quarta edição da Escola de Verão Internacional, entre os dias 19 e 26 de julho de 2026, na Itália.

O trabalho é de autoria dos docentes do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Tecnologia (FT) Marcos Cereto e Aires Fernandes e dos discentes Djalma Castelo Branco e Guilherme Augusto Souza. Fernandes e Castelo Branco representaram o grupo na Itália. A abertura da Escola de Verão foi na cidade medieval de Orvieto e o encerramento em Todi, lugar com as mesmas características, ambas localizadas na região italiana da Úmbria.

Conforme resume o coautor Aires Fernandes, o estudo aborda as relações entre cultura popular, território e transformações ambientais em Manaus, discutindo efeitos das mudanças climáticas sobre espaços tradicionalmente associados ao uso das águas e às práticas culturais. “Apresentar um trabalho desenvolvido a partir de Manaus permitiu colocar questões locais em diálogo com pesquisadores e estudantes de diferentes países. É importante perceber que temas como mudanças climáticas, patrimônio, cultura e relação com a água assumem características particulares na Amazônia e, em paralelo, integram uma discussão que hoje é global”, argumenta ele.

Como resultado, a apresentação ajudou a inserir questões específicas da realidade urbana e ambiental amazônica num ambiente internacional de discussão a partir do diálogo com diferentes experiências relativas a patrimônio cultural, riscos naturais, paisagem, ocupação do território e desafios decorrentes das mudanças climáticas.

De Ponta Branca para o mundo

O lugar da Ponta Branca foi, durante muitos anos, um espaço de lazer e de encontro da população, ligado às águas do rio Negro e a práticas que fizeram parte da memória da cidade. A partir desse caso, tornou-se mais claro como as transformações urbanas e ambientais alteraram a relação da população com aquele espaço e, consequentemente, a sua relação imediata com a água. A discussão emerge num contexto em que esta região enfrenta eventos cada vez mais extremos, com períodos de cheia e de seca que afetaram não só o ambiente, mas as práticas sociais e culturais.

O trabalho levou ao debate internacional uma questão que é ao mesmo tempo ambiental, urbana e cultural: como preservar e recuperar estas relações entre população, território e água num contexto de mudanças climáticas cada vez mais intensas. “A proposta foi muito bem recebida pelo público do evento, sobretudo pela possibilidade de discutir a emergência climática a partir de uma realidade concreta da Amazônia”, sintetizou o professor Fernandes.

Intercâmbio acadêmico e mais

A programação reuniu professores, pesquisadores, profissionais e estudantes de diferentes países em conferências, apresentações, atividades de campo e visitas técnicas. A ação da Alta Scuola – Associazione Scientifica, presidida por Giovanni Selli, contou com uma coordenação científica internacional, incluindo o geólogo Endro Martini, coordenador científico na Itália, e a arquiteta Jussara Matias, coordenadora científica no Brasil.

“Além da apresentação do trabalho e do intercâmbio acadêmico proporcionado pelo evento, a participação contribuiu para o fortalecimento das relações entre o NAMA/Ufam e a Alta Scuola, avançando nas tratativas para a formalização de um protocolo de cooperação entre as instituições e ampliando as possibilidades de futuras ações acadêmicas conjuntas”, destaca o docente do curso de Arquitetura da Ufam Aires Fernandes.

A participação na 4ª Summer School, como explica o pesquisador, integra as ações de internacionalização do Núcleo, ampliando a inserção do Nama em redes acadêmicas internacionais e conferindo visibilidade às pesquisas desenvolvidas na Ufam, sobretudo aquelas voltadas às especificidades urbanas, ambientais e culturais da Amazônia.

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