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Na Ufam, Mostra de Cinema e Direitos Humanos promove debate sobre educação, diversidade e emergência climática

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Exibição de curtas reuniu estudantes, docentes e comunidade para refletir sobre direitos humanos, povos tradicionais e sustentabilidade

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A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) recebeu, na última quarta-feira, 17, uma sessão da “15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos”, realizada no Auditório da Associação dos Docentes da Ufam (Adua). A atividade contou com a exibição gratuita de curta-metragens abertos à comunidade acadêmica e ao público em geral, reunindo produções que abordam direitos humanos, diversidade sociocultural e questões socioambientais.

A programação incluiu os filmes Ga vī: a voz do barro, Òsányìn: O segredo das folhas e Amazônia sem garimpo, além de outras produções voltadas à reflexão sobre temas contemporâneos relacionados à cidadania, aos direitos humanos e à sustentabilidade.

A Mostra integra um projeto de difusão audiovisual de abrangência nacional. Em sua 15ª edição, o evento tem como tema “Direitos Humanos e Emergência Climática: rumo a um futuro sustentável” e ocorre simultaneamente em mais de mil pontos de exibição distribuídos por mais de 600 municípios brasileiros.

Em Manaus, a iniciativa é promovida pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e pelo Ministério da Cultura em parceria com a Ufam, concretizando-se por meio da Escola Estadual de Socioeducação do Amazonas (EES-AM), programa de extensão vinculado à Pró-Reitoria de Extensão (Proext).

Na última quarta, 17, a atividade foi mediada pela professora Rozane Alonso e pelo professor Lucas Furtado, ambos da Faculdade de Educação (Faced). A ação contou ainda com a participação de estudantes do curso de Pedagogia, que discutiram as contribuições das produções audiovisuais para os processos de ensino e aprendizagem, especialmente no contexto da Educação Infantil.

Segundo o professor Lucas Furtado, as exibições possibilitam refletir sobre ancestralidade, direitos humanos e preservação socioambiental. “Esse trabalho envolve as questões das ancestralidades dos povos originários e tradicionais, e que relaciona a questão da necessidade da conservação e preservação socioambiental, e também dos direitos humanos nessa retomada da ancestralidade. E isso é importantíssimo para formação dos nossos acadêmicos de pedagogia porque, de fato, a gente faz a pedagogia e o conhecimento no trilhar como mostra também nos curta-metragens”, disse ele.

Para a professora Rozane Alonso, os debates desenvolvidos a partir das produções audiovisuais contribuem para ampliar as discussões sobre diversidade e pertencimento no ambiente escolar. “Nós estamos discutindo temáticas pautadas a partir de curta-metragens, focadas na animação, com foco na educação infantil. São temáticas que debatem qual o papel da sociodiversidade, qual o papel do pertencimento, da tradição, dos povos tradicionais, dos povos originários, não só na perspectiva dos alunos, mas também pensando como é que esses elementos podem ser levados para o contexto da sala de aula”, explicou a docente.

Exibições seguem

As atividades da 15ª Mostra continuam em Manaus. As exibições estão ocorrendo em diferentes instituições e locais públicos, entre eles escolas públicas, Centros de Convivência do Idoso, Unidades Socioeducativas e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), além de outros espaços participantes.

A estratégia busca ampliar o acesso da população às produções e estimular o debate sobre direitos humanos, diversidade, cidadania e emergência climática em diferentes contextos educacionais e comunitários.

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Outras informações: (92) 99228-5385 - Ágatha Gonçalves (texto original)

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