Núcleo de Transição Energética da Ufam recebe habilitação da ANP
Com o credenciamento, o Nielte pode prospectar recursos para projetos de transição energética e inovação tecnológica junto a empresas por meio da cláusula de PDI da agência reguladora
A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) credenciou o Núcleo de Inovação, Empreendedorismo e Liderança para a Transição Energética (Nielte), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), como unidade de pesquisa para realizar projetos com recursos oriundos de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). O despacho foi publicado no dia 8 de junho, no Diário Oficial da União (DOU).
Em termos práticos, a habilitação permite que o Nielte seja contratado por empresas de petróleo e gás que são obrigadas a investir recursos em PD&I, conforme regulamentado pela Resolução ANP Nº 917/2023 (Cláusula de PD&I). Segundo o coordenador do Núcleo, o docente Rubem Cesar Rodrigues Souza, a habilitação pela ANP amplia a oportunidade de financiamento de projetos estratégicos e de recursos humanos qualificados na área da transição energética.
“Essa habilitação possui grande relevância para o contexto da transição energética na Amazônia, pois possibilita que investimentos em pesquisa e inovação sejam direcionados para uma instituição comprometida com o desenvolvimento de soluções adequadas às especificidades da região”, avaliou o coordenador do Núcleo, que é vinculado ao curso de Engenharia de Petróleo e Gás da Faculdade de Tecnologia (FT) da Ufam. Ele também destacou a importância para a formação de expertise e recursos humanos: “Fortalece a capacidade local de geração de conhecimento, desenvolvimento tecnológico e formação de profissionais voltados para temas estratégicos, como energias renováveis, eficiência energética e descarbonização”.
Investimento estratégico em transição energética
Com o credenciamento, a ANP reconhece formalmente que o Nielte atua em atividades de PD&I de relevante interesse para o setor de gás, petróleo e biocombustível e possui condições jurídicas, técnicas, operacionais e de infraestrutura para o desenvolvimento de projetos financiados com recursos da cláusula de PD&I.
Rubem Cesar Rodrigues Souza explicou que o trabalho do Núcleo agora será voltado para a construção de parcerias com empresas do setor de petróleo e gás, como a Petrobrás e a Eneva, interessadas em investir em projetos relacionados à transição energética e inovação tecnológica. “Entre os temas de interesse estão fontes renováveis de energia, eficiência energética, armazenamento de energia, hidrogênio de baixa emissão de carbono, biocombustíveis, descarbonização de cadeias produtivas e soluções energéticas adaptadas à realidade amazônica”, elencou o docente.
Sobre o Nielte
Lançado em agosto de 2025, o Núcleo nasce como um agregador de competências multidisciplinares voltadas para o desenvolvimento de iniciativas e projetos de ensino, pesquisa e extensão ligados à área de energia, com ênfase na transição energética, visando promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Segundo o coordenador do Nielte, o Núcleo está em fase de implantação institucional e laboratorial: “Atualmente, o núcleo está concentrado na implantação de sua infraestrutura de pesquisa, na formação de equipes multidisciplinares e na prospecção de oportunidades de financiamento e parcerias estratégicas para o desenvolvimento de projetos nas áreas de energia, inovação e transição energética”.
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