Seletor idioma

Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Notícias > Centro de Pesquisa do HUGV celebra um ano de fortalecimento à ciência e assistência na Amazônia
Início do conteúdo da página

Centro de Pesquisa do HUGV celebra um ano de fortalecimento à ciência e assistência na Amazônia

Acessos: 55

Unidade integra nove projetos em pesquisa clínica, inteligência artificial e tecnologias aplicadas à saúde com mais de 600 participantes

 

Há um ano, o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV-Ufam), administrado pela rede HU Brasil, criou o Centro de Pesquisa Clínica e Inovação Tecnológica da Amazônia (CPCITA), um passo decisivo para fortalecer a ciência e a assistência na região Norte. Atualmente, a unidade integra 630 pessoas, entre pesquisadores, estudantes, pacientes e profissionais de saúde em iniciativas que conectam inovação tecnológica, pesquisa clínica e assistência.

Hoje, o CPCITA coordena nove projetos ativos, com 105 pesquisadores liderando pesquisas nas mais diversas áreas da saúde, como doenças cardiovasculares, neurológicas, infectologia, terapia intensiva, inteligência artificial aplicada à saúde e monitoramento clínico por dispositivos vestíveis.

Para o superintendente do HUGV, Plínio Monteiro, o centro representa mais do que um espaço dedicado à produção científica. “O centro de pesquisa se tornou um ambiente de construção coletiva, reunindo pesquisadores, profissionais da saúde, estudantes e instituições parceiras em torno de um objetivo comum, que é desenvolver conhecimento capaz de melhorar a vida das pessoas e fortalecer o Sistema Único de Saúde”, disse.

Pesquisa conectada à realidade da Amazônia

Um dos estudos em andamento investiga os efeitos da alimentação cardioprotetora brasileira adaptada para pacientes com hipercolesterolemia familiar, condição genética que causa níveis elevados de colesterol no sangue desde o nascimento. Outro avalia o uso do medicamento biperideno na prevenção de epilepsia em pacientes com trauma cranioencefálico. Há ainda pesquisas sobre infecções causadas por microrganismos resistentes em unidades de terapia intensiva e estudos voltados ao uso racional de antibióticos em pacientes internados.

Os projetos são desenvolvidos em parceria com instituições nacionais de referência e reforçam o papel estratégico do HUGV-Ufam/HU Brasil na produção científica voltada à melhoria da assistência prestada no SUS.

“Nosso objetivo sempre foi aproximar a pesquisa da assistência e transformar conhecimento científico em soluções concretas para os pacientes, pensar a Amazônia a partir das suas especificidades e produzir ciência conectada à realidade da nossa população”, destacou o gerente de Ensino e Pesquisa, Raymison Monteiro.

Tecnologias na assistência

Além da pesquisa clínica, o CPCITA vem se destacando no desenvolvimento de tecnologias inovadoras aplicadas ao cuidado em saúde. Uma das frentes mais promissoras envolve estudos com inteligência artificial e dispositivos vestíveis, como smartwatches e smart rings, capazes de auxiliar no monitoramento e na predição de condições clínicas.

Também está em desenvolvimento um estudo voltado à avaliação do monitoramento não invasivo da pressão intracraniana em emergências neurológicas, a partir de um sensor externo (Brain4Care), buscando ampliar alternativas tecnológicas aplicáveis ao SUS.

As pesquisas incluem, ainda, projetos para previsão dos níveis de glicose a partir de biomarcadores captados por wearables (dispositivos eletrônicos vestíveis), identificação de fatores associados ao transtorno cognitivo leve e à doença de Alzheimer em estágio inicial, monitoramento de pacientes com Parkinson, entre outros.

“Não estamos falando apenas de produzir artigos científicos. Estamos falando de criar um ambiente capaz de acelerar inovação, atrair investimentos, gerar oportunidades para pesquisadores da região e permitir que a população amazônica também participe do desenvolvimento das terapias do futuro”, afirma o coordenador do centro, o neurocirurgião Robson Amorim.

Consolidação e próximos passos do CPCITA

Antes da criação do centro, o HUGV participava de pesquisas de forma pontual e descentralizada. Hoje, com estrutura própria, o hospital consegue organizar estudos multicêntricos, captar recursos nacionais e integrar pesquisa clínica e inovação tecnológica diretamente à assistência.

Mesmo com muitos projetos ainda em fase de recrutamento, o CPCITA já provoca mudanças importantes na prática clínica, ampliando o acesso dos pacientes a novas tecnologias e acompanhamento especializado, enquanto os profissionais incorporam práticas baseadas em evidências científicas.

Para os próximos anos, o CPCITA planeja ampliar sua atuação por meio de parcerias nacionais e internacionais, expandir linhas de pesquisa em inteligência artificial e dispositivos vestíveis, criar novos laboratórios de pesquisa translacional e aumentar a formação de estudantes e pesquisadores.

Sobre a HU Brasil

O HUGV-Ufam faz parte da Rede HU Brasil desde 2013. A estatal foi criada por meio da Lei nº 12.550/2011, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil. A estatal é responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades de assistência, pesquisa e inovação por meio de uma gestão de excelência.

Fotos: HUGV

Mais informações: Anik Espara - Chefe da Comunicação do HUGV (92) 3305-4717 / 92 9 8198-3214; Emiliana Monteiro - Jornalista do HUGV (92) 9 9127-8416

registrado em: ,
Fim do conteúdo da página