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PPGAS alcança nota 5 em Avaliação Quadrienal da Capes

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O Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) alcançou a nota 5 na Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Com o resultado da avaliação, a Coordenação reconhece o PPGAS como um centro de excelência na formação de pesquisadores, com produção intelectual qualificada, inserção social e impacto científico relevante.

A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufam, Adriana Malheiro Alle Marie, comemorou a ascensão do conceito do programa. “A Ufam celebra, com grande orgulho, a elevação da nota do PPGAS de 4 para 5 na avaliação da Capes. Essa conquista representa o reconhecimento da excelência acadêmica, científica e formativa construída ao longo dos anos por docentes, técnicos, discentes, egressos e parceiros que contribuem para o fortalecimento da pesquisa e da pós-graduação na Amazônia. Para a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, esse resultado reitera o compromisso institucional com a qualificação dos programas de pós-graduação, a produção de conhecimento de impacto social e a formação de recursos humanos altamente qualificados”, afirmou a gestora. 

Trabalho coletivo e resiliência

O resultado foi divulgado após recurso do Programa, que em um primeiro momento tinha recebido nota 4, conceito mantido nas últimas avaliações. A coordenadora do PPGAS, Luiza Dias Flores, explicou que o parecer da comissão foi analisado cuidadosamente e o Programa entrou com um pedido de reconsideração, que foi acatado pela Capes, e a nota elevada para 5.

Luiza Dias Flores afirmou que houve um esforço conjunto de docentes, discentes e da equipe técnica, junto à coordenação anterior, para a sistematização dos resultados do Programa nos últimos quatro anos. “Esse trabalho reuniu informações quantitativas e qualitativas que expressam a dimensão e o impacto acadêmico, científico e social do Programa. Ao longo dos últimos anos, o PPGAS vem se consolidando nacionalmente, especialmente pela relevância da produção intelectual indígena e negra desenvolvida por discentes”, declarou.

Entre as conquistas recentes do PPGAS, a coordenadora destacou o Prêmio Capes de Melhor Tese de 2022, na área de Antropologia, para a pesquisa do egresso indígena João Paulo Lima Barreto, com o título “Kumuã na kahtiroti-ukuse: uma ‘teoria’ sobre o corpo e o conhecimento-prático dos especialistas indígenas do Alto Rio Negro”, e a menção honrosa no Prêmio Lélia Gonzales 2024 para a egressa negra Rafaele Cristina de Souza Queiroz, pela dissertação "Escrevivências de corpos racializados com a assistência médica em Careiro e Manaus, no Amazonas".

Fortalecimento da pesquisa em Antropologia na Amazônia

Luiza Dias Flores ressaltou que a nota 5 traz para o PPGAS a oportunidade de ampliar suas ações e pesquisas no contexto amazônico: “Esse reconhecimento fortalece institucionalmente o Programa em diferentes dimensões. Primeiro, amplia sua visibilidade e prestígio no cenário nacional da pós-graduação. Também aumenta as possibilidades de acesso a editais, bolsas e financiamentos, tanto para docentes quanto para discentes. Há ainda um impacto financeiro significativo. Programas com nota 5 passam a acessar faixas mais altas de financiamento e têm prioridade maior na distribuição de recursos da Capes, como bolsas e verbas do Proap [Programa de Apoio à Pós-Graduação]. Isso é particularmente importante no contexto amazônico, onde os custos de deslocamento para pesquisa, extensão e participação em eventos acadêmicos são elevados”, avaliou a coordenadora.

Para a pró-reitora Adriana Malheiro Alle Marie, a elevação do conceito do Programa contribui para a consolidação da pesquisa científica produzida na Região Norte em âmbito nacional e internacional: “Para a Amazônia, a elevação para a nota 5 representa o fortalecimento de um programa estratégico para a compreensão das diversidades culturais, sociais e étnicas da região, ampliando a visibilidade nacional e internacional das pesquisas desenvolvidas e contribuindo para a redução das assimetrias históricas da pós-graduação brasileira”. 

Formação de excelência

O PPGAS hoje é reconhecido como um centro de formação acadêmica e de produção científica de excelência na pan-amazônia. Com 16 anos de atuação, o Programa se dedica à formação de pesquisadores da Região Norte, com especial atenção às particularidades amazônicas e temas associados aos povos indígenas. 

O Programa realiza a edição de dois periódicos, Wamon e Mundo Amazónico, espaços importantes de divulgação da produção científica de estudantes e professores. Além disso, um diferencial do PPGAS é a representação da diversidade discente, contando com os colegiados Negro, Indígena e LGBTQIA+, que contribuem para um ambiente acadêmico mais plural e comprometido com diferentes formas de produção de conhecimento. 

Os egressos do PPGAS atuam hoje em universidades, institutos de pesquisa, órgãos públicos, organizações do terceiro setor e agências multilaterais, em diferentes regiões do Brasil, muitos na Região Norte. Alguns continuam vinculados ao Programa, inseridos em grupos de pesquisa, redes de colaboração e intercâmbios acadêmicos.

Planejamento para o futuro

Segundo a coordenadora do PPGAS, a nota 5 na Avaliação da Capes representa uma grande responsabilidade institucional. Ela relatou o planejamento para evolução constante do Programa: “Entre os próximos passos estão o fortalecimento do processo de internacionalização; a continuidade das metas que elencamos em nosso planejamento institucional; a ampliação das políticas de permanência estudantil; o fortalecimento das ações de extensão e de pesquisa; o fortalecimento da participação docente na gestão do Programa; e o aprofundamento dos mecanismos de autoavaliação e planejamento do Programa. Também queremos ampliar ainda mais o diálogo entre graduação e pós-graduação, fortalecer a produção intelectual discente e docente e consolidar, ainda mais, o PPGAS como uma referência pan-amazônica e nacional na formação antropológica. Além disso, seguimos empenhados em construir um programa cada vez mais diverso, comprometido com a produção de conhecimento situada, plural e com os desafios contemporâneos enfrentados pelos povos e coletivos da região”, afirmou.

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