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Ufam tem projeto inovador de economia circular com Castanha-do-Brasil aprovado em edital internacional para a Amazônia

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A Ufam, por meio de um projeto assinado pelas professoras Ariane Mendonça e Fernanda Guilhon da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), acaba de aprovar um projeto na Iniciativa Projeto Rural Sustentável - Amazônia, do Governo Federal em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Reino Unido, para promover o desenvolvimento sustentável e a recuperação de áreas degradadas.

Intitulado "Sachês para produção de bebida rica em antioxidantes: economia circular para o fortalecimento da cadeia produtiva de Castanha-do-Brasil no Amazonas", o estudo propõe uma alternativa sustentável e de alto valor agregado para o reaproveitamento de subprodutos da castanha, integrando inovação científica e preservação ambiental.

Disputa acirrada e reconhecimento
O processo seletivo do Edital nº 001/2026 (IABS/PRS-AMA) evidencia o mérito da conquista da Ufam. Ao todo, a chamada pública recebeu 131 inscrições, das quais 69 foram habilitadas. Na fase final, apenas 9 propostas foram selecionadas em toda a região (sendo 3 por categoria do edital). O estado do Amazonas emplacou 3 projetos vitoriosos, figurando ao lado de propostas do Pará (4) e de Rondônia (2).

O PRS - Amazônia é uma iniciativa executada pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), com financiamento do Governo do Reino Unido e cooperação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tendo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) como parceiro institucional pelo Governo Federal.

Ciência e Sustentabilidade na Prática

O projeto liderado pela FCF/Ufam foca em dois pilares essenciais para o futuro da região, a sociobioeconomia e a economia circular. A proposta de desenvolver sachês para bebidas antioxidantes a partir da cadeia da Castanha-do-Brasil não apenas evita o desperdício de matéria-prima, mas também abre novas frentes de renda para os produtores locais, além de promover a agregação de valor aos produtos da floresta em pé.

Segundo a professora Fernanda Guilhon, foi muito interessante ver um projeto de Iniciação Tecnológica (PIBITI, desenvolvido pelo discente Evertom Ruiz - FCF), ter um impacto social tão importante como esse. O projeto propõe transformar resíduos em um novo produto para essa cadeia produtiva, com o diferencial do baixo custo, dando uma nova fonte de renda para os coletores de castanha.

“É um projeto que tem alto impacto socioeconômico e parte de uma ideia bastante inovadora, mas bastante simples e acessível. Pretendemos desenvolver o produto e fazer a transferência de know-how, com o apoio da Pró-Reitoria de Inovação Tecnológica (Protec), para as comunidades que lidam diretamente com essa cadeia produtiva da Castanha.”, destacou.

A professora Ariane Mendonça Kluczkovski ressalta a importância do projeto e seus benefícios para o setor da castanha-do-Brasil: “vai ajudar comunidades e usinas com uma alternativa de uso aos resíduos que são altamente benéficos à saúde. O projeto traz benefícios também para a comunidade acadêmica com alunos de mestrado e iniciação científica na vanguarda de pesquisa dos dados científicos para levar o resíduo ao patamar de produto inovador e com propriedades bioativas ao consumidor."

O incentivo financeiro e o apoio técnico do PRS-Amazônia viabilizarão o avanço das etapas de teste, validação e engajamento da cadeia produtiva, consolidando a Ufam como peça-chave na transição para uma Amazônia cada vez mais sustentável e tecnológica.

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