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Roda viva: Protagonismo indígena nas artes

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O evento Roda Viva: protagonismo indígena nas artes foi realizado no dia 24/04/2026, no Espaço de Convivência do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Ufam (PPGAS), sendo coordenado pela Profa. Dra. Marinês Viana de Souza (Faced/Ufam), como parte dos estudos e práticas no âmbito da disciplina Materialidades e Visualidades, do Curso Formação de Professores Indígenas (FPI) da Faculdade de Educação.

A mediação do evento foi realizada pelo Prof. Dr. Lucas Furtado (Faced/Ufam), que contou com a participação do ator Abrão Mayoruna, da cantora, compositora e design de moda Wendy Lady Oha, e do artista plástico, estilista e criador de conteúdo Tuniel Mura.

O ator Abrão Mayoruna, do povo Matsés (ou Mayoruna) falou de sua trajetória no cinema, tendo participado de importantes produções, como da série Aruanas, do filme amazonense Velho Fantástico, Flores Secas e ser protagonista do filme Abequar. 
Comentou que sua trajetória artística é marcada pela valorização da cultura indígena, e destacou sua atuação no filme Abequar, que será exibido no Festival de Cinema Indígena Tendy Koatiara, no Rio de janeiro, além de outros projetos que estão em andamento. O protagonismo indígena no cinema foi destacado pelo ator como avanço importante para a desconstrução de estereótipos em torno da representação indígena na arte cinematográfica, embora ainda com grandes desafios, especialmente no que se refere ao financiamento.

Tuniel Mura, artista plástico, estilista, criador de conteúdo e professor, do povo Mura, expôs sobre o seu trabalho, que explora diferentes formas de expressão, como a pintura corporal, a moda indígena e o grafismo. Destacouque em suas redes sociais compartilha danças tradicionais e pinturas corporais que conectam arte, ancestralidade e identidade cultural Mura. O artista comentou sobre suas exposições, coletivas e individuais, como a
exposição Ancestralidade me faz resistir, na Galeria
do Largo em 2025.

A cantora, compositora e design de moda Wendy Lady Oha, destacou seu ativismo
como travesti, indígena tupinambá e negra. Falou dos desafios enfrentados ao longo dos seus
25 anos de trajetória musical e de suas conquistas também, como ter sido vencedora no Eco
Music Festival da Canção 2024, com o clipe Herdeira das Matriarcas, e sobre sua participação no TEDx-Manaus, dentre outras premiações. A artista também comentou sobre sua trajetória na educação, mencionando que o estudo foi o caminho que buscou para seu crescimento pessoal. Destacou que ter entrado no Mestrado em Educação representa uma conquista que também é coletiva, pois poderá inspirar outras travestis.

A coordenadora do evento, Profa. Marinês Viana de Souza comentou sobre a importância em dar visibilidade aos artistas indígenas e suas produções no cenário cultural do Amazonas e do Brasil de um modo geral. Ela destacou que a valorização da arte produzida por artistas indígenas deve ir além do seu reconhecimento formal, para também mobilizar ações voltadas à sua fruição e investimento econômico, como financiamento público específico, assistir filmes produzidos e protagonizados por artistas indígenas, participar de shows e comprar as suas produções.

O evento contou com a participação da coordenadora do Curso Formação de Professores Indígenas, Profa. Dra. Ana Carolina Ferreira Alves, de docentes e estudantes do curso Formação de professores Indígenas, do curso de Pedagogia, do PPGAS e outras pessoas que foram prestigiar o evento e dialogar com os convidados e convidada.

Na sequência: Profa. Dra. Ana Carolina Ferreira Alves (coordenadora do curso FPI); Profa. Dra. Marinês Viana de Souza; Abrão Mayoruna; Tuniel Mura; Wendy Lady Oha; Prof. Dr. Lucas Furtado.

 

 

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