Ufam inaugura Museu de Geociências e amplia acesso à ciência no campus universitário

A Ufam inaugurou, no último dia 24 de abril, as novas instalações do Museu de Geociências, vinculado ao Departamento de Geologia, no campus universitário. O espaço passa a integrar ensino, pesquisa e extensão ao reunir um acervo voltado à compreensão da formação da Terra e das especificidades geológicas da Amazônia, além de abrir as portas para visitação pública e atividades educativas.
Voltado ao estudo das características geológicas da região, o Museu de Geociências reúne uma coleção diversificada de minerais, rochas, fósseis e outros elementos que evidenciam a geodiversidade amazônica. As exposições propõem um percurso pela história geológica do planeta, com atenção especial às formações e aos processos que moldaram a paisagem da Amazônia ao longo de milhões de anos.
Além das exposições permanentes, o museu deve funcionar como um polo de difusão científica, com atividades interativas, visitas guiadas e eventos voltados a estudantes, pesquisadores e ao público em geral. A iniciativa visa ampliar o acesso à ciência e estimular o interesse por áreas ainda pouco exploradas no ensino básico.
Durante a cerimônia de inauguração, a reitora da Ufam, professora Tanara Lauschner, destacou o papel do museu como ferramenta de formação e aproximação com a sociedade. “É muito importante para a gente ter esse espaço com essas peças todas organizadas, não só para que os nossos alunos possam ter acesso, trabalhar com isso, ter aulas, mas também para que a gente possa abrir para a comunidade, para que possamos popularizar a ciência e colocar a sementinha nos nossos futuros cientistas da área de geologia”, afirmou.
A vice-diretora do Instituto de Ciências Exatas (ICE) e integrante do grupo de trabalho do museu, professora Rosemery Rocha da Silveira, enfatizou o processo de construção do espaço e a consolidação de uma iniciativa antes marcada pela improvisação.
“Hoje, o improviso dá lugar à permanência, e o provisório se transforma. Esta inauguração é o ápice de uma lapidação discreta e obstinada. [...] Agradeço à universidade por acreditar que a ciência merece tempo e que o conhecimento deve ser público. Onde outros viram apenas rochas, vocês viram oportunidades”, declarou.
Já o diretor do ICE, professor Tulio Costa, chamou atenção para o impacto do museu na formação de novos estudantes, especialmente no contato com alunos do ensino médio.
“O museu sempre é acionado em todas as atividades que a gente tem aqui, principalmente trabalhando com o ensino médio, que é o nosso objetivo maior. Cada conquista, cada sementinha que é plantada em uma escola, representa a possibilidade de formar mais um estudante de geologia. É um trabalho muito importante. Me sinto muito orgulhoso em relação a isso e ao departamento de geociência.”, disse.
A inauguração do Museu de Geociências representa a consolidação de um espaço que articula ciência, educação e território, ao mesmo tempo em que evidencia a importância de compreender a base geológica da Amazônia. Ao transformar coleções científicas em experiência acessível, o museu se projeta como um ponto de conexão entre a universidade e a sociedade, em uma região onde conhecer o solo também é compreender o futuro.
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