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Abertura do V ConJor destaca desafios do jornalismo na Amazônia em tempos digitais

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Evento reúne estudantes, pesquisadores e profissionais para discutir inovação, território e produção de notícias na região

 

A Ufam realizou, na última terça-feira, 22 de março, a abertura do V Congresso de Jornalismo da Amazônia (ConJor), no Auditório Rio Solimões, no Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), em Manaus, em parceria com a Faculdade Boas Novas. Com o tema “Fronteiras Digitais, Vozes Reais: O Futuro da Notícia na Amazônia”, o evento propõe reflexões sobre o impacto das tecnologias digitais na produção jornalística e na valorização de narrativas amazônicas.

Solenidade de abertura reúne comunidade acadêmica.

A cerimônia de abertura reuniu estudantes, professores, pesquisadores e profissionais da comunicação, dando início a três dias de programação voltados ao debate sobre os rumos do jornalismo na região.

Durante a solenidade, a coordenadora do curso de jornalismo, professora Grace Soares, destacou a tônica do congresso. “Jornalismo e meio ambiente são temáticas que a gente não pode deixar nunca de discutir. Muitas pessoas entendem um congresso temático sobre jornalismo ambiental, que é a nossa vocação, muitas vezes como sendo algo clichê, como sendo algo repetitivo, já que nós vivemos na Amazônia, no estado do Amazonas. Pois é. Mas a verdade é que há um compromisso desta universidade, um compromisso deste curso. E no ConJor, a gente entende que o meio ambiente é uma pauta que interessa a qualquer editoria.” 

O vice-reitor, professor Geone Maia, destacou a importância do evento para a formação acadêmica dos estudantes. “Especialmente o nosso contexto, que é a Amazônia, eu quero dizer para vocês que o congresso que vai discutir fronteiras digitais, que vai trazer discussões importantes, principalmente no que diz sobre inteligência artificial, a quebra de barreiras e fronteiras, isso é, sem sombra de dúvida, uma temática bastante importante para que vocês, alunos da comunicação, possam discutir e fazer com que esse futuro da comunicação, especialmente da Amazônia, seja feito por nós, da Amazônia.”

Conferência aborda jornalismo e transformação digital

A conferência de abertura, intitulada “As antenas da floresta na era digital: a Amazônia no centro do mundo”, mediada pelo jornalista Gerson Severo Dantas, contou com a participação da jornalista investigativa Elvira Lobato, que compartilhou experiências acumuladas ao longo de sua trajetória profissional, refletindo sobre como contar a Amazônia a partir de dentro e valorizando os aspectos das transmissões locais. Em sua fala, destacou a importância do trabalho de campo e da escuta ativa da população como elementos centrais para a construção de narrativas consistentes e comprometidas com a realidade.

A palestrante também resgatou o histórico das microemissoras e retransmissoras de conteúdo local na Amazônia, evidenciando as dinâmicas regionais da comunicação. Além disso, abordou características essenciais do repórter investigativo, discutindo desde a elaboração de pautas até os desafios da apuração, e apresentou exemplos de reportagens desenvolvidas por ela, refletindo sobre erros e acertos ao longo do processo.

“Se você cobrir o mesmo assunto a vida inteira, o seu olhar vai ficar viciado, vai perder novidade, porque a principal coisa que tem é a surpresa, a curiosidade, e você vai perder isso[...] Na apuração jornalística, a gente não pode ser displicente. A notícia é uma coisa muito valiosa. A notícia é muito importante, a gente não pode tratar com banalidade.”, destacou a jornalista.
Em diálogo com o tema do congresso, “Fronteiras Digitais, Vozes Reais: O Futuro da Notícia na Amazônia”, a fala de Elvira Lobato reforçou a necessidade de aliar, com responsabilidade e cautela, inovação tecnológica à escuta dos territórios. Nesse sentido, destacou que o futuro do jornalismo na região passa não apenas pelo domínio de ferramentas digitais, mas, sobretudo, pela valorização das vozes locais e pela produção de narrativas que partam da Amazônia para o mundo.

Programação propõe diálogo entre teoria e prática

A abertura do evento, em parceria com a Faculdade Boas Novas, marca o início de três dias de programação voltados à reflexão sobre os rumos do jornalismo na Amazônia, em uma série de discussões que buscam não apenas acompanhar as transformações tecnológicas, mas também reafirmar o compromisso do jornalismo com o território, a diversidade e o interesse público.

Ao reunir diferentes perspectivas, sendo estas acadêmicas, profissionais e estudantis, o V ConJor fortalece a produção de conhecimento voltada às realidades amazônicas e amplia o diálogo entre universidade, mercado e sociedade.

A programação do congresso segue até o dia 24 de abril, com mesas-redondas, oficinas práticas e atividades voltadas à formação acadêmica e profissional. Entre os temas abordados estão o uso da inteligência artificial no jornalismo, o desenvolvimento de reportagens baseadas em dados e a construção de narrativas que dialoguem com as especificidades da Amazônia.

O evento conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), o que possibilita a realização de uma programação diversificada e acessível à comunidade.

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