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HUGV-Ufam fortalece ações em saúde indígena e amplia acesso com comitê especializado

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Iniciativa integra redes do SUS, articula o atendimento em territórios e qualifica o cuidado aos povos originários
 
MANAUS (AM) - Em alusão ao Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV-Ufam), administrado pela rede HU Brasil, destaca os avanços do primeiro ano de atuação do Comitê de Saúde Indígena e Povos Originários da Amazônia Ocidental.
 
Criado em 2025 para planejar, organizar e monitorar iniciativas voltadas à população indígena no âmbito hospitalar, o Comitê representa uma estratégia institucional em uma região que concentra cerca de 500 mil indígenas e onde o acesso à atenção especializada ainda enfrenta desafios históricos relacionados às grandes distâncias geográficas, às dificuldades logísticas e às especificidades socioculturais desses povos no Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Ao longo desse período, o HUGV estruturou fluxos assistenciais específicos, fortaleceu a articulação com Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), Marinha do Brasil e lideranças comunitárias, investiu na qualificação das equipes e organizou iniciativas assistenciais dentro e fora do hospital, com foco na ampliação do acesso e na continuidade do cuidado.
 
Para o superintendente do HUGV-Ufam, Plínio Monteiro, os avanços apontam para uma transformação no formato de atenção. “O HUGV está consolidando um modelo que integra assistência, ensino e inovação para responder às necessidades da população indígena na Amazônia. Em um cenário de desigualdades históricas no acesso à saúde, nosso compromisso é ampliar o acesso com qualidade e integralidade, respeitando as especificidades culturais e construindo um sistema mais equitativo e sensível à diversidade brasileira”, afirma.
 
Integração estratégica e ampliação do acesso
Entre as principais iniciativas do período, está a atuação do HUGV no “Primeiro Mutirão de Saúde Indígena da Ebserh”, realizado entre os dias 3 e 8 de novembro de 2025, que mobilizou equipes assistenciais e ampliou a cooperação com parceiros institucionais. A ação resultou em quase 600 procedimentos, entre cirurgias, consultas e exames laboratoriais e de imagem, contribuindo para a redução de demandas reprimidas e para a ampliação do acesso a serviços especializados.
 
Como parte dessa mobilização, uma iniciativa inédita levou, em outubro de 2025, atendimento diretamente ao território indígena, na Comunidade Nova Esperança, em área de difícil acesso, com apoio da Marinha do Brasil. Em dois dias, foram realizadas consultas especializadas para mulheres indígenas, além de exames e procedimentos cirúrgicos, com encaminhamentos para a continuidade do cuidado.
 
As iniciativas também envolveram levantamento prévio de demandas junto às comunidades e aos DSEIs, organização de filas e garantia de retorno assistencial. “Antes das ações, há todo um trabalho de articulação com DSEIs e Casai para identificar pacientes e demandas, sempre com respeito à cultura, aos direitos e às especificidades desses povos, considerando a diversidade de etnias que atendemos no HUGV, como Baré, Tikuna, Sateré-Mawé e Mura”, explica a vice-coordenadora do Comitê, Socorro Lobato.
 
A telessaúde também tem se consolidado como ferramenta estratégica nesse contexto, permitindo acompanhamento remoto, suporte às equipes em territórios distantes e maior integração entre os pontos de atenção. “O projeto de ofertas de telessaúde para povos indígenas e ribeirinhos busca respeitar o direito constitucional ao realizar a inclusão   dos povos indígenas  de diversas etnias,  com    assistência segura na modalidade de  teleassistência feita pelo SUS   e para o SUS resolutivo perante as especialidades oferecidas”, destacou Celsa Souza, coordenadora do projeto de Telessaúde.
 
Qualificação do cuidado e respeito à diversidade
Outro avanço importante foi a qualificação dos processos internos voltados ao atendimento da população indígena. O hospital tem investido na melhoria do cadastro dos pacientes, com identificação adequada de etnia e território, além da adaptação de fluxos assistenciais e do fortalecimento do acolhimento.
 
“O registro correto de informações como etnia e origem é fundamental para um cuidado mais qualificado e humanizado. Isso impacta diretamente na forma como o paciente é acolhido e acompanhado”, destaca a vice-coordenadora.
 
O atendimento também conta com suporte de profissionais capacitados, incluindo enfermeira com experiência em saúde indígena e, quando necessário, apoio de intérpretes em parceria com a Casai. Nos casos de atendimento em Manaus, o fluxo já prevê a realização integrada de consultas, exames e encaminhamentos, reduzindo o tempo de espera e facilitando o acesso.
 
Inovação, capacitação e próximos passos
As ações de educação permanente também marcaram 2025. Foram realizadas capacitações para profissionais do hospital e dos DSEIs, incluindo treinamentos práticos com uso de tecnologias como o telecolposcópio, ampliando a capacidade de atendimento e diagnóstico.
 
Para os próximos anos, o foco está na consolidação desse modelo, com ampliação das capacitações, fortalecimento da articulação com a rede, aprimoramento dos fluxos assistenciais e expansão do uso de tecnologias para reduzir barreiras geográficas e culturais.
 
“Nossa expectativa é avançar cada vez mais na qualificação do cuidado, fortalecendo a educação permanente e aprimorando os fluxos de atendimento, sempre alinhados às especificidades da população indígena, com respeito à cultura e às necessidades de cada povo”, conclui Socorro Lobato.
 
Sobre a HU Brasil
O HUGV-Ufam faz parte da Rede HU Brasil desde 2013. A estatal foi criada por meio da Lei nº 12.550/2011, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil. A estatal é responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades de assistência, pesquisa e inovação por meio de uma gestão de excelência.
 
FOTO: HUGV/Ufam
 
Mais informações:
Anik Espara
Chefe da Unidade de Comunicação do HUGV
(92) 3305-4717 / (92) 9 8198-3214 
 
Emiliana Monteiro
Jornalista do HUGV
(92) 9 9127-8416 
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