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Pesquisadores da Ufam têm patente deferida pelo INPI

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A Ufam celebra o deferimento de uma nova patente pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) em março de 2026. Gerida pela Pró-Reitoria de Inovação Tecnológica (PROTEC), a conquista marca o contínuo avanço da Universidade na proteção de tecnologias próprias, fortalecendo a pesquisa científica, a inovação e a propriedade intelectual da instituição.

A tecnologia patenteada apresenta um novo método para reconhecimento de atividades humanas (HumanActivityRecognition – HAR), baseado na análise de fluxos contínuos de dados captados por sensores embarcados em smartphones e em outros dispositivos digitais. Na prática, o método permite que sistemas computacionais identifiquem automaticamente atividades realizadas por uma pessoa como caminhar, correr ou permanecer parada, a partir da interpretação dos sinais gerados pelos sensores do dispositivo.

O Prof. Dr. Eduardo Souto, do Instituto de Computação (ICOMP) da Ufam e um dos pesquisadores responsáveis pelo projeto, explica que o principal motivador foi perceber que muitos métodos de reconhecimento de atividades humanas existentes funcionavam bem em ambiente controlado, mas ainda apresentavam limitações importantes quando pensado em uso real em dispositivos móveis. “Em especial, havia dois desafios: a dificuldade de adaptação a novos usuários, atividades e contextos, e o alto custo computacional, em termos de memória, processamento e consumo de bateria. A proposta, então, surgiu para criar uma solução mais adaptativa, escalável e viável para smartphones, usando dados de sensores inerciais já embarcados nesses dispositivos.”, afirma.

O principal diferencial da solução está no uso de representações simbólicas dos dados, uma técnica que converte grandes volumes de informações em padrões mais compactos e mais simples de analisar. Essa abordagem reduz significativamente a quantidade de dados a ser processada e, consequentemente, o consumo de recursos computacionais, como capacidade de processamento, memória e energia.

Com isso, o método viabiliza o desenvolvimento de sistemas de reconhecimento de atividades humanas mais eficientes, escaláveis e de menor custo, aptos a operar em tempo real e até mesmo em dispositivos com capacidade computacional limitada, como smartphones e sensores vestíveis.

Outra característica relevante da tecnologia é sua capacidade de adaptação ao longo do tempo. O método foi concebido para aprender continuamente a partir dos dados recebidos, permitindo que o sistema reconheça novas atividades, identifique mudanças no comportamento do usuário e atualize automaticamente seus modelos de reconhecimento. Essas características tornam a tecnologia especialmente promissora para aplicações em áreas como saúde digital, monitoramento remoto, dispositivos vestíveis, segurança, cidades inteligentes e Internet das Coisas (IoT).

Sobre o deferimento da patente, Souto afirma que o recebe com grandes satisfação. “Ele representa o reconhecimento de um trabalho de pesquisa construído ao longo de uma trajetória acadêmica sólida, no contexto da pós-graduação e da pesquisa desenvolvida no Instituto de Computação. É uma conquista importante não apenas do ponto de vista pessoal, mas também institucional, porque mostra como a pesquisa fomentada pela universidade pode gerar conhecimento novo, inovação e resultados concretos para a sociedade.”

A importância de uma patente

A concessão de uma patente representa uma etapa importante no processo de proteção de uma invenção, pois indica que a tecnologia atendeu aos requisitos legais exigidos pelo INPI, tais como novidade, atividade inventiva e aplicação industrial. Além disso, confere ao titular o direito de exclusividade de exploração da invenção, possibilitando a valorização econômica da tecnologia, a atração de investimentos e o fortalecimento de estratégias de inovação e transferência de tecnologia. Nesse contexto, destaca-se o papel da Protec, que por meio do Departamento de Gestão da Inovação (DGI) é o responsável por apoiar pesquisadores em todas as etapas relacionadas à gestão da inovação e à proteção da propriedade intelectual.

O deferimento deste novo ativo tecnológico assume um caráter histórico para a instituição, configurando-se como a primeira patente concedida à Universidade na atual gestão. O marco sinaliza o fortalecimento das políticas de incentivo à pesquisa aplicada e à inovação conduzidas pela atual administração.

Sobre a conquista, o pró-reitor de Inovação Tecnológica, professor Dalton Vilela, destacou que “a concessão desta patente pelo INPI é uma evidência do compromisso da Ufam com o desenvolvimento de inovações. Esse resultado está alinhado às ações da Protec e às políticas de inovação e de propriedade intelectual da Ufam, nas quais a propriedade intelectual é estratégica. Além disso, é uma prova do potencial da universidade em desenvolver soluções capazes de atender às demandas da sociedade”.

A diretora do Departamento de Gestão da Inovação (DGI-PROTEC), professora Fernanda Guilhon Simplicio, ressaltou que cada patente concedida envolve o árduo trabalho dos servidores do Departamento. “Cada patente representa meses e até anos de trabalho do DGI-PROTEC. Na gestão iniciada em julho de 2025, temos prezado pela agilidade dos processos e qualidade dos pedidos encaminhados ao INPI, valorizando o esforço tecnológico dos nossos pesquisadores, em prol do fortalecimento da pesquisa e inovação da Universidade”, ressaltou.

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