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CNPq concede título de Pesquisadora Emérita à professora Marilene Corrêa da Silva Freitas

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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciou que a professora Marilene Corrêa da Silva Freitas receberá o título de Pesquisadora Emérita de 2026, em maio, no Rio de Janeiro. A distinção é atribuída anualmente a pesquisadores com renome na comunidade científica que apresentam contribuições relevantes ao desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil por meio do conjunto de sua obra.

A escolha da pessoa agraciada com o título é realizada pelo Conselho Deliberativo do CNPq, fundamentada em critérios técnicos como renome nacional e internacional e reconhecimento consolidado na comunidade científica; impacto na formação de recursos humanos e fortalecimento do sistema de Ciência e Tecnologia (C&T); e produção intelectual. Também foram determinantes para a professora receber o título sua atuação na gestão pública e na produção intelectual focada na sociologia da Amazônia. A honraria é acompanhada por uma bolsa de produtividade voltada à continuidade de suas atividades de pesquisa.

Para a pesquisadora, o título representa a recompensa pelo foco acadêmico dedicado à compreensão crítica da Amazônia e às suas relações com o território nacional. “Esse título representa recompensa pela escolha de vida e pelo empenho em compreender e explicar criticamente a Amazônia. Representa também um incentivo aos novos pesquisadores e trabalhadores da ciência na Região Norte e nas universidades da Amazônia, especialmente a Ufam, onde trabalhei por 43 anos e ainda atuo em programas de pós-graduação”, explica a professora.

Trajetória Acadêmica e Atuação na Ufam

Doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pós-doutora pela Sorbonne (França), Marilene Corrêa é professora titular da Ufam, onde atuou por 43 anos no ensino de graduação, na pesquisa e na pós-graduação. Atualmente, permanece vinculada à instituição como docente em programas de pós-graduação, incluindo o de Sociedade e Cultura na Amazônia (PPGSCA). Já atuou como reitora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), como presidente do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e como secretária de Ciência e Tecnologia do Amazonas. A professora é membra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e é autora de várias obras dedicadas à compreensão crítica da Amazônia e suas relações com o território nacional, como O País do Amazonas.

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