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Ministro da Educação, Camilo Santana, visita campus da Ufam em Manaus

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O ministro da Educação, Camilo Santana, visitou o Campus Universitário da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) em Manaus no dia 26 de fevereiro. Recepcionado pela reitora Tanara Lauschner e pelo vice-reitor, Geone Maia Corrêa, o ministro conheceu laboratórios de inteligência artificial e cibersegurança do Instituto da Computação (Icomp) e visitou as obras dos novos blocos da Faculdade de Estudos Sociais (Fes) e da Faculdade de Letras (Flet).

A visita do ministro fez parte das atividades da Caravana Aqui tem MEC e contou com a presença do Secretário de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação (MEC), Marcus Vinicius David, de pró-reitores e de diretores da Ufam, além de autoridades políticas. Em seu discurso, Camilo Santana destacou os investimentos do governo federal na educação superior: “Quero dizer do esforço do presidente Lula, desde que ele assumiu esse terceiro mandato, de reorganizar a estrutura educacional brasileira, as nossas universidades, os nossos institutos federais, do ponto de vista orçamentário e do ponto de vista de pessoal. É bom lembrar que faz uns seis anos que a gente não tinha autorização de contratação de professores e servidores para as universidades e institutos federais. A gente já autorizou algo em torno de 9.600 ao longo desses três anos. E está em andamento um projeto no Congresso Nacional, que já foi aprovado na Câmara dos Deputados e agora está indo para o Senado, para a criação de mais 25 mil novos cargos de professores e técnicos administrativos para as nossas universidades, institutos federais de todo o país”, informou o ministro.

Camilo Santana também destacou a importância das universidades para a produção científica no país e reconheceu o papel da Ufam na Amazônia. “Nós sabemos que quase 90% da pesquisa que é feita no nosso país são realizadas nas nossas instituições públicas, portanto, precisa ter o reconhecimento. As universidades têm um papel importante na extensão e na pesquisa, que são fundamentais. Portanto, eu queria também, mais uma vez, pedir uma salva de palmas para os nossos pesquisadores e pesquisadoras da Universidade Federal do Amazonas, que está encravada no coração da Amazônia. A gente sabe os desafios que é a Floresta Amazônica, conviver com as comunidades, conviver com esse grande patrimônio”, finalizou.

Para a reitora Tanara Lauschner, a visita do ministro da Educação é uma oportunidade de apresentar a realidade do ensino, da pesquisa e da extensão da Ufam. “Eu acho que o importante nessa visita é conseguir verificar in loco a nossa universidade, as nossas demandas, o que a gente faz. Entrar num campus de 600 hectares de floresta, de mata nativa, ele não encontra isso em nenhuma outra universidade federal do Brasil. Mostrar toda essa infraestrutura convivendo junto com a floresta é algo bem diferente”, afirmou a gestora. 

Um dos destaques dos discursos do ministro e da reitora foi o novo campus da Ufam em São Gabriel da Cachoeira. A construção da unidade, que está em andamento, conta com recursos de cerca de R$ 60 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). “Nós temos aqui no campus obras que estavam paradas e foram retomadas. Nós temos no interior também. Então, isso é algo que demonstra a importância que as universidades federais voltam a ter para a política nacional”, avaliou Tanara Lauschner sobre os investimentos em infraestrutura. 

Laboratórios do Icomp

No roteiro da visita, o ministro Camilo Santana conheceu o laboratório de Inteligência Artificial Aplicada a Teste de Software e o laboratório Malware Hunter. O primeiro espaço é destinado a aplicar o que há de mais moderno no campo da Inteligência Artificial e Processamento de Linguagem Neural para melhorar a eficiência do processo de teste de software. Já o segundo realiza a proposição, implementação e validação de soluções para a detecção de malware (programas maliciosos) em aplicativos Android. 

O diretor do Icomp, professor Eduardo Freire Nakamura, disse que a apresentação dos dois laboratórios ao ministro é estratégica, pois os espaços estão ligados aos novos cursos de Cibersegurança e Inteligência Artificial da Ufam. “Esse contato do ministro para conhecer esses espaços é fundamental para entender a importância da Ciência da Computação dentro da UFAM. A gente pôde mostrar para ele a importância do investimento que é feito nessa área, que ela é uma área promissora e, na verdade, é uma área quase que mandatória hoje. E outra camada muito importante é que tem sido uma política do governo investir em cursos de computação, mais recentemente em inteligência artificial. Então essa é uma oportunidade de a gente mostrar também para o governo, para o ministro, que o investimento que foi feito aqui se paga e tem um retorno para a sociedade como um todo”, explicou o diretor. 

Camilo Santana também teve um momento de conversa com calouros da Área Básica de Ingresso (ABI) em Computação da Ufam, parabenizando-os pelo ingresso na instituição e ressaltando que eles agora fazem parte de uma das melhores universidades públicas do país. 

Demanda de estudantes indígenas

Estudantes indígenas de graduação e pós-graduação também conversaram com o ministro da Educação. Na oportunidade, os discentes entregaram documentos com suas demandas, como ingresso e permanência na universidade. Estiveram presentes representantes do Centro Acadêmico do curso Licenciatura Intercultural Formação de Professores Indígenas (Cafpi), do Colegiado Indígena (Colind) do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/Ufam), da Rede de Estudantes Indígenas do Vale do Javari (Reivaja) e do Movimento dos Estudantes Indígenas do Amazonas (Meiam). A diretora de Políticas Afirmativas da Pró-Reitoria de Extensão da Ufam (DPA/Proext), Danielle Gonzaga de Brito, coordenou o encontro do ministro com os estudantes. 


Finalizando o mestrado em Antropologia Social, Celeste Alberta Gaspar Melgueiro, da etnia Baré, entregou ao ministro o documento com as demandas do Colind. Ela falou da expectativa para que as reivindicações sejam atendidas: “Há muito tempo que as pessoas do colegiado indígena, do PPGAS, têm sonhado e reivindicado. E aí, esse momento para nós é oportuno, porque nós estamos externalizando tudo aquilo que precisamos diretamente para o ministro. Então, a gente espera que ele prontamente olhe com carinho tudo aquilo que nós estamos reivindicando, os nossos anseios”, afirmou a mestranda. 

Camilo Santana afirmou que vai ler todos os documentos para buscar atender as necessidades dos estudantes. O ministro destacou a criação do Ministério dos Povos Originários no atual mandato do presidente Lula e as ações para garantir a entrada e permanência de indígenas nas universidades públicas. “Nós temos procurado ampliar as ações das nossas universidades para os indígenas. A bolsa do Programa Bolsa Permanência foi ampliada de R$ 900 para R$ 1.400. Nós queremos universalizar para que nenhum estudante indígena na universidade federal deixe de ter o apoio da assistência estudantil”, disse Camilo Santana. 

Infraestrutura

A visita do ministro Camilo Santana foi finalizada com a verificação do andamento das obras de expansão da FES e da Flet. As obras contam com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). 

O bloco da FES, com 4.454,56 metros quadrados, recebe R$ 7,4 milhões do Novo PAC. A obra foi iniciada em fevereiro de 2025 e está prevista para finalizar em fevereiro de 2027. Com quatro pavimentos, a estrutura vai abrigar laboratórios, salas de aula, salas de administração, salas de professores, salas técnicas, banheiros e galeria experimental.

Já o bloco da Flet tem investimento de R$ 7,9 milhões. O espaço conta 3.099,60 metros quadrados e terá quatro pavimentos. A construção da estrutura iniciou em 2020 e foi paralisada em 2022. A retomada da obra ocorreu neste ano de 2026.

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