Reitora da Ufam ministra palestra sobre mudanças climáticas no 4º Enprodam
A reitora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), professora Tanara Lauschner, foi a convidada da palestra magna do 4º Encontro dos Profissionais da Dança do Amazonas (Enprodam), realizado nesta sexta-feira (29), no auditório do Palacete Provincial, no Centro de Manaus.
Com o tema “Mudanças Climáticas e Políticas de Ciência e Tecnologia na Amazônia”, Tanara abordou os desafios e as perspectivas da região diante da crise climática, destacando a importância da produção científica amazônica para subsidiar políticas públicas voltadas à sustentabilidade. Ela ressaltou a necessidade de investir em energias renováveis, mobilidade sustentável e planejamento urbano, como eixos estratégicos para a construção de um futuro mais justo e resiliente na Amazônia.
Durante a palestra, a reitora destacou a pertinência do tema escolhido para o encontro. “É muito significativo que o tema deste evento seja a justiça climática. Mudança climática e justiça climática não são a mesma coisa. Quando falamos em justiça climática, estamos dizendo que as soluções precisam ser democratizadas e distribuídas de forma justa. Os impactos não podem recair justamente sobre aqueles que menos contribuíram para esse problema global”, afirmou.
Ao refletir sobre a conexão entre dança e justiça climática, Tanara ressaltou o papel transformador da arte: “A relação é direta. Assim como nas universidades públicas, onde trabalhamos com sensibilização e educação ambiental, a dança pode ser uma poderosa ferramenta de sensibilização. Vocês têm a capacidade de traduzir conceitos complexos em linguagens mais acessíveis, por meio da arte, da cultura e do movimento. Além disso, é importante adotar práticas sustentáveis nos espetáculos e nas ações culturais. A dança também pode contribuir politicamente, valorizando saberes tradicionais e a nossa cultura. Os povos indígenas mantêm a floresta em pé há séculos, e precisamos respeitar essa sabedoria. Assim como na dança, cada gesto importa. E, diante da crise climática, cada ação também importa”, destacou.
O Enprodam, que nesta edição tem como eixo o tema “Corpos-Floresta: Dança por Justiça Climática”, busca promover diálogos entre arte, ciência e sociedade, reforçando o papel da dança como expressão de resistência e consciência ambiental
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