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Programa Pé-de-Pincha é homenageado na ALEAM pelos seus 25 anos. Sessão Especial ocorre nesta terça-feira, 10

Publicado: Terça, 03 de Setembro de 2024, 15h00 | Última atualização em Quarta, 04 de Setembro de 2024, 12h30 | Acessos: 422

Edicão Cristiane Souza, equipe Ascom
Revisão Rozana Soares

Desde 1999, o programa de Extensão Pé-de-Pincha, institucionalizado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), promove a conservação das espécies de quelônios de base comunitária típicas do bioma amazônico. Ao longo de 25 anos, o programa tem atuado em 123 comunidades de 15 municípios amazonenses e de outros três situados no oeste do Pará. A trajetória será reconhecida em Sessão Especial de Homenagem, a ocorrer na terça-feira, 10, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM).

Realizando seu trabalho numa área que corresponde a 3% da Amazônia, nas calhas dos rios Médio-Amazonas, Trombetas, Nhamundá, Andirá, Juruá, Negro, Purus e Madeira, o Pé-de Pincha estimula a conservação de quelônios por meio do manejo participativo, tendo como voluntários comunitários, acadêmicos, professores e sociedade em geral.

“Capacitamos os comunitários sobre técnicas de conservação de quelônios (tartarugas, tracajás, pitiús e irapucas) e auxiliamos na recuperação de suas populações em áreas ameaçadas, já tendo devolvido à natureza mais de 11,2 milhões de filhotes”, informa o coordenador do programa, professor Paulo Andrade.

“Também realizamos pesquisas de monitoramento populacional para avaliar a estrutura e dinâmica dessas populações. Há também ações de educação ambiental e de capacitação de mais de 2.500 professores das escolas locais para sensibilizar as comunidades na questão ambiental. Já capacitamos mais de 700 agentes ambientais voluntários e aproximadamente 200 gestores ambientais em oficinas de conservação de quelônios promovidas pelo Pés-de-Pincha”, completa o coordenador geral.

As ações envolvem mais de 40 mil comunitários e voluntários diretamente, e já atingiram a mais de 400 mil pessoas, sendo um dos maiores programas de voluntariado e conservação de quelônios do mundo. Em março deste ano (2024), 31 comunidades de Oriximiná e Terra Santa, duas cidades no oeste do Pará, participaram do ciclo de solturas do Programa Pé-de-Pincha, quando foram devolvidos à natureza mais de 82.000 mil filhotes. Os eventos envolveram mais de 1.200 pessoas.

Por que o nome “Pé-de-Pincha”?

O programa recebeu o apelido de “Pé-de-pincha”, devido às pegadas do tracajá na areia se parecerem com marcas de tampinhas (pinchas) de refrigerantes, nome dado pelos ribeirinhos aquele quelônio. Resdultado de uma parceria entre a Ufam, o Ibama e as comunidades, além de outros órgãos e entidades ambientais (secretarias de meio ambiente estaduais e municipais) o trabalho se consolidou ao longo desses 25 anos. O “Pé-de-pincha” também recebe apoio da Mineração Rio do Norte (MRN), desde 2002; e da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e do Instituto Federal de Educação e Tecnologia do Amazonas (Ifam), desde 2017, como parte dessa iniciativa de incentivo à conservação de quelônios na região amazônica.

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