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Professor Altigran Soares da Silva, do Instituto de Computação da Ufam, torna-se membro titular da ABC. Posse será em 2026

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Posse dos novos membros da maior entidade de cientistas no País será realizada durante a Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciências, a ocorrer nos dias 5, 6 e 7 de maio de 2026, no Museu do Amanhã (RJ)

Docente do Instituto de Computação da Universidade Federal do Amazonas (Icomp/Ufam), o professor Altigran Soares da Silva foi eleito membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC). A eleição dos novos acadêmicos e acadêmicas ocorreu durante a Assembleia Geral da ABC do último dia 19 de novembro, enquanto a solenidade de posse será realizada em maio de 2026, na cidade do Rio de Janeiro.

“Diferente de uma associação profissional ou de um órgão governamental, a ABC é uma instituição independente, com atuação consultiva junto ao Estado brasileiro. A entidade tem participado de discussões estratégicas sobre temas como vacinação, mudanças climáticas, biodiversidade, energia, educação científica, tecnologia digital, políticas de pesquisa e desenvolvimento, entre outros”, esclarece o professor Altigran Soares.

Ao todo, foram eleitos 19 membros, sendo dez mulheres e nove homens, profissionais representam cada uma das seguintes áreas: Ciências Matemáticas, Ciências Físicas, Ciências Químicas, Ciências da Terra, Ciências Biológicas, Ciências Biomédicas, Ciências da Saúde, Ciências Agrárias, Ciências da Engenharia e Ciências Sociais. “Eu fui eleito titular na área de Ciências da Engenharia, que reúne pesquisadores cuja atuação envolve o desenvolvimento de métodos, tecnologias, sistemas e soluções aplicadas a problemas complexos nas diversas frentes da engenharia, da computação, da inovação tecnológica e da transformação de conhecimento científico em aplicações de impacto”, detalha o docente e pesquisador do Icomp/Ufam.

Ainda hoje, é baixo o percentual de representantes da região Norte na ABC, se comparado ao eixo Sul-Sudeste. Já há representantes do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), da Universidade Federal do Pará (UFPA) e do Museu Emílio Goeldi (PA). Em se tratando da Ufam, Altigran Soares é o segundo representante da Instituição na Academia, na condição de membro titular. Antes, o professor Renato Tribuzy, do Departamento de Matemática do Instituto de Ciências Exatas (ICE), já havia sido alçado a essa condição. Nas respectivas áreas de atuação, ambos são pioneiros ao representarem o estado do Amazonas e a região Norte, de modo mais geral.

Processo de escolha

A eleição não funciona como um concurso, com etapas de inscrição ou candidatura. Todo o processo é baseado em indicação por pares. Ou seja, a escolha é feita por outros membros da própria Academia, que conhecem a fundo as contribuições acadêmico-científicas do indicado. As vagas são distribuídas por grandes áreas do conhecimento – isto é, matemática, física, química, biologia, engenharia, saúde, ciências da terra etc. Esse procedimento garante o equilíbrio e a representatividade entre as diferentes áreas e evita a concentração de membros de apenas uma área.

“O processo começa quando um ou mais membros titulares da ABC indicam formalmente um pesquisador para ocupar a posição de membro. A indicação precisa ser justificada com base em trajetória acadêmica, produção científica, formação de recursos humanos, impacto das pesquisas e colaboração para o desenvolvimento científico do país. Não basta ter publicações; é necessário demonstrar uma carreira sólida, contínua e com reconhecimento amplo na sua área de atuação”, explica o docente da Ufam.

Superada a etapa da indicação, o nome passa pela avaliação técnica de comissões da própria ABC, todas formadas por especialistas. Essas instâncias analisam o currículo do indicado, avaliando itens como: produção científica ao longo dos anos, orientação de mestres e doutores, liderança em projetos, cooperação internacional, impacto social e científico do trabalho, além de outros critérios.

Por fim, o nome é encaminhado para a Assembleia Geral da ABC, colegiado que reúne os membros efetivos da Academia. A votação final é feita por essa Assembleia, sendo eleitos somente os indicados que conseguem alcançar o número mínimo de votos exigido pelo estatuto da entidade.

O resultado é divulgado pela ABC logo após a votação. Os eleitos recebem um termo de aceite por e-mail, que deve ser assinado para confirmar que desejam ingressar na Academia. “A cerimônia de posse, com a entrega de diploma e o registro fotográfico, só ocorre posteriormente o principal encontro da entidade. A Reunião Magna da ABC em que serei empossado como membro titular da Academia será realizada na capital fluminense, no mês de maio de 2026”, informa o professor Altigran Soares.

Sobre a ABC

É a principal instituição científica honorífica do Brasil. A ABC reúne pesquisadoras e pesquisadores que se destacaram ao longo da carreira pela contribuição ao avanço do conhecimento científico no país. Seu papel é reconhecer a excelência científica, fomentar o debate sobre os grandes temas da ciência nacional e contribuir com a formulação de políticas públicas em ciência, tecnologia, inovação, educação e sustentabilidade.

Comparativamente, se a Academia Brasileira de Letras (ABL) reúne os maiores expoentes da literatura nacional, a ABC congrega os principais nomes da ciência no País, incluindo todas as áreas do conhecimento: matemática, física, química, biologia, engenharia, saúde, agrárias, sociais, entre outras. Tornar-se membro da ABC é o reconhecimento de uma trajetória impacto, condição que se concretiza após a avaliação dos próprios pares. “Se a ABL é o maior símbolo do reconhecimento na área da literatura, a ABC é o maior símbolo do mérito científico e da contribuição daquele profissional para o desenvolvimento da ciência brasileira”, sintetiza o professor eleito.

Além disso, a ABC desempenha um papel público de divulgação científico. Nesse eixo, a Academia promove eventos, publicações, relatórios técnicos e posicionamentos que ajudam a aproximar a ciência da sociedade. Ou seja, além de reconhecer grandes cientistas, ela atua para fortalecer a ciência no País.

 

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