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Nota técnica recomenda ações para o enfrentamento da covid-19 em populações indígenas do Alto Solimões

Publicado: Quinta, 14 de Maio de 2020, 16h21 | Última atualização em Sexta, 22 de Maio de 2020, 15h31 | Acessos: 422

Por Irina Coelho
Equipe Ascom Ufam

 

A nota técnica intitulada ‘Ações e desafios para o enfrentamento da situação de emergência em saúde pública decorrente do coronavírus (covid-19) para os povos indígenas da microrregião do Alto Solimões’ foi publicada nesta quarta-feira, 14, contendo diretrizes para subsidiar ações de uma política pública emergencial de enfrentamento à covid-19 em populações indígenas do Alto Solimões. A iniciativa atende a chamada pública feita pela Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (SEDECTI).

Doze pesquisadores defendem a necessidade de uma política vertical destinada à saúde indígena dada as significativas particularidades socioambientais, políticas e culturais de seus territórios e modos de vida. A publicação decorre do esforço coletivo entre a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Núcleo de Estudo Socioambientais da Amazônia da Universidade do Estado do Amazonas (NESAM/UEA) e a mobilização política interétnica dos povos indígenas do Alto Solimões.  

De acordo com uma das responsáveis pela nota técnica e docente do Instituto de Natureza e Cultura (INC), professora Taciana Carvalho, as recomendações levam em consideração as determinações do ‘Plano de Contingência Nacional para Infecção Humana pelo novo Coronavírus (covid-19) em Povos Indígenas’, lançado dia 22 de março pelo Ministério da Saúde (MS).

“Uma das diretrizes sugeridas na nota técnica, que foi a criação de uma plataforma online, para o devido acompanhamento e avaliação simultânea das ações já está em fase de implantação. Nós, pesquisadores da região, entendemos que esse é o momento de juntar esforços das diferentes instituições para ajudar, entender e amenizar os impactos da covid-19 na população indígena do Alto Solimões”, lembra.

Quanto aos indicadores referentes aos óbitos por covid-19 na região, a nota técnica aponta dados que indicam maior potencialidade de transmissão nos municípios com maior concentração de terras indígenas como Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença e Santo Antônio do Içá. As ações propostas embasam o desenvolvimento de uma política pública estadual de enfrentamento para o fortalecimento das atividades realizadas pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) em 237 comunidades do Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Solimões (vinte e sete etnias, população de 70.823) e 60 comunidades Distrito Sanitário Especial Indígena Vale do Javari (sete etnias, população de 6.281). 

“As informações que subsidiaram a publicação são da Secretaria de Estado da Saúde e apontam que até o dia 11 de maio foram confirmados 63 óbitos na microrregião do Alto Solimões, sendo 10 indígenas entre as etnias Tikuna e Kokama. Além das diretrizes apontadas, estamos fazendo ações sociais que incluem a arrecadação de verba online para atender os povos indígenas”, explica a professora.

Os pesquisadores que participaram da iniciativa são: Pedro Rapozo (UEA/CESTB/NESAM), Taciana de Carvalho Coutinho (Ufam/INC/NESAM), Rodrigo Oliveira Braga Reis (Ufam/INC/NESAM), Pedro Elias de Souza (médico - coordenador do Telessaúde Ufam e membro do Comitê de Enfrentamento do Surto de Coronavírus da Ufam), José de Ribamar da Silva Nunes (Ufam/INC), Jonas Dias de Souza (UEA/CESTB/NESAM), Antônia Ivanilce Castro da Silva (Ufam/INC/NESAM), Tiago Maiká Müller Schwade (Ufam), Renato Abreu Lima (Ufam/IEAA), Leide Maria Leão Lopes (Ufam/INC) e Vandreza Souza dos Santos (Ufam/INC). 

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