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Ufam recebe ministro da Educação para visita à obra da Faculdade de Odontologia e à Cuidoteca Amazônia Viva

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A atividade faz parte do cronograma regular do MEC em relação às entidades vinculadas à pasta

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Na tarde de quinta-feira, 30 de julho, o ministro da Educação Leonardo Barchini esteve nas dependências da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) em visita oficial. O roteiro incluiu um tour nas futuras instalações da Faculdade de Odontologia (FAO), no setor Sul do Campus Manaus, e no espaço onde funciona a Cuidoteca Amazônia Viva, no Setor Norte do Campus Sede. Entre os dois destinos, o titular do Ministério da Educação (MEC) fez uma parada para aprender a usar a zarabatana e o arco e flecha, modalidades esportivas que têm origem na cultura de povos tradicionais da região. A visita está no cronograma regular do MEC em relação a entidades vinculadas à pasta.

Durante a coletiva de imprensa, realizada num dos recintos do novo prédio, a anfitriã, professora Tanara Lauschner, enfatizou a importância de trazer a Faculdade de Odontologia para um lugar no campus projetado para propiciar o pleno desenvolvimento das ações de ensino, pesquisa e extensão daquela unidade acadêmica. Ela adiantou ainda uma fala sobre a parada seguinte, a Cuidoteca, destacando o esforço da equipe para colocar o projeto em ação num curto período e, ainda assim, criar um ambiente onde se enxerga a dedicação ao cuidado das crianças, e também uma contribuição à permanência estudantil. “Em breve, ampliaremos o atendimento para os turnos matutino e vespertino, e já estamos nos preparando para atender estudantes indígenas que vêm do interior e fazem aulas presenciais na Ufam durante alguns meses do ano”, informou a reitora.

Na avaliação de Leonardo Barchini, ao saber que a obra será entregue ainda neste ano e deve estar preparada para receber a comunidade do curso de Odontologia no próximo, a estrutura fortalece inclusive o eixo da pesquisa. “A Universidade Federal do Amazonas é uma referência no Brasil e no mundo. Especialmente no que concerne aos temas da Amazônia, aqui é um referencial para pesquisadores de outros continentes. Por isso, é importante preservar, consolidar e expandir a pesquisa na Ufam”, disse o ministro, que já atuou na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Quase 90% concluído

Na primeira parte do roteiro, Leonardo Barchini foi recepcionado pela reitora, professora Tanara Lauschner, e pelo vice-reitor, professor Geone Maia. A obra no novo prédio da FAO teve início em junho de 2021, sendo retomada depois da pandemia de covid-19, em 5 de maio de 2025. Segundo o prefeito do Campus, professor Gustavo Neto, a obra de infraestrutura teve o custo total de R$18,9 milhões e tem previsão de entrega para outubro deste ano. “A área total dos pavimentos é de 4.554,92 m² e já estamos nos acabamentos, com a colocação de pastilhas na fachada e o revestimento no piso térreo. Em termos percentuais, a obra está 89,24% concluída”, informou o titular da PCU.

Segundo ele, há outras obras em andamento na Universidade, distribuídas entre Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (Feff), Faculdade de Estudos Sociais (FES), Faculdade de Letras (Flet), Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (Icsez), Instituto de Natureza e Cultura (INC) e novo campus em São Gabriel da Cachoeira (SGC). O andamento de todos esses projetos pode ser conferido no Painel de Monitoramento de Obras, plataforma lançada no último mês de junho pela PCU para atualizar os dados das construções em andamento na Universidade. Diretora da FAO, a professora Carina Toda esteve no local e explicou ao ministro como devem ser distribuídos os recintos, além de adiantar sobre a previsão de ocupação do prédio em 2027.

 

Cultura ancestral & Cuidado

Após a vistoria no prédio da FAO e um registro com a Sumaúma que fica bem atrás da construção e que foi preservada, a comitiva do MEC seguiu para o setor Norte. No Centro de Convivência, o ministro aprendeu a manipular a zarabatana e o arco e flecha, esportes que fazem parte da cultura ancestral de diversos povos originários na região amazônica. Inclusive, 2026 é o primeiro ano em que a Ufam incluiu as duas modalidades nos Jogos Universitários, cuja abertura ocorreu no mesmo dia 30, na quadra da Feff, setor Sul.

A visita se encerrou na Cuidoteca Amazônia Viva. Lá, ele foi recepcionado pela pró-reitora de Assistência Estudantil, professora Sandra Helena da Silva, e conduzido ao recinto onde ocorrem as atividades. “Eu acredito que a Cuidoteca da Ufam é hoje uma referência para o MEC e para o MDS [Ministério do Desenvolvimento Social]. Isso porque a equipe que escreveu o projeto e que hoje atua nesse espaço tem como premissa básica garantir o direito da criança ao brincar. Todos os detalhes foram pensados para que a criança chegue ali e possa desenvolver a criatividade e a imaginação. Ter esse lugar aqui na Universidade alegra todos nós, tanto o grupo que realiza esse trabalho, sejam as mães e os pais discentes, servidores, terceirizados, e aquelas pessoas que vêm conhecer a Cuidoteca. É um espaço de alegria e de cuidado”, resumiu a titular da Proae a respeito do projeto.

Ela está vinculada ao projeto “Cuidar e Pertencer”, que faz parte da Política Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) e se desenvolve a partir de uma parceria entre o MEC e o MDS. No local, a coordenadora institucional, professora Iraci Uchôa, e a coordenadora pedagógica, professora Maria de Jesus Belém, explicaram como funciona o trabalho do ponto de vista operacional para o alcance dos objetivos previstos. “Não somos uma biblioteca, não somos uma creche, mas um espaço de concretização para a Política Nacional do Cuidado, e o nome diz muito sobre o que é realizado aqui”, frisou a professora Maria de Jesus Belém no encontro com o ministro.

“Atualmente, o projeto recebe crianças apenas no período noturno, mas, por iniciativa da própria Instituição, a Cuidoteca passará a atender também nos turnos matutino e vespertino a partir do segundo semestre letivo de 2026”, destacou a professora Iraci Uchôa. Outro aspecto enfatizado na conversa com o ministro é que, no âmbito da Ufam, o projeto priorizará o atendimento aos estudantes da turma do Programa de Formação de Professores Indígenas.

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