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Professoras da Ufam tomam posse como coordenadoras de áreas de avaliação da Capes

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As docentes Maria Teresa Gomes Lopes e Hamida Assunção Pinheiro assumem as coordenações da área de Ciências Agrárias I e de Serviço Social, respectivamente, para o ciclo 2025-2028

 

Maria Teresa Gomes Lopes, docente da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e Hamida Assunção Pinheiro, professora do curso de Serviço Social da Ufam, tomaram posse nas coordenações de áreas de avaliação de Ciência Agrárias I e de Serviço Social, respectivamente, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A cerimônia ocorreu no Fórum de Transição de Mandatos, realizado nos dias 10 e 11 de junho, em Brasília.

As docentes vão atuar à frente das coordenações no ciclo 2025-2028, com a responsabilidade de acompanhar e contribuir com os processos de análise e desenvolvimento da pós-graduação stricto sensu no país.

A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufam, professora Adriana Malheiro Alle Marie, classificou a designação das docentes como um marco histórico para a Ufam, resultado do reconhecimento da liderança científica, da excelência acadêmica e da contribuição das pesquisadoras para o desenvolvimento da ciência.

“Para a Ufam, essa conquista reforça a maturidade alcançada por nossos programas de pós-graduação e evidencia a crescente relevância da produção científica realizada na região amazônica. É também motivo de grande orgulho ver pesquisadoras formadas e atuantes em nossa instituição ocupando espaços estratégicos na principal agência responsável pela avaliação e indução da pós-graduação no país”, celebrou a pró-reitora.

A gestora também ressaltou a importância do protagonismo feminino na ciência e na gestão acadêmica. Para ela, a presença de pesquisadoras da Amazônia em áreas estratégicas para a pesquisa e para a pós-graduação possibilita a construção de políticas científicas que reconheçam as especificidades da região. “Acredito que a atuação dessas pesquisadoras poderá contribuir significativamente para o fortalecimento da pós-graduação stricto sensu na Região Norte. Conhecedoras das especificidades da Amazônia, elas compreendem os desafios relacionados às assimetrias regionais, às dificuldades logísticas, à necessidade de ampliação das redes de cooperação e à consolidação de programas em regiões distantes dos grandes centros”, avaliou Adriana Malheiro Alle Marie.

Seleção dos coordenadores

Os nomes das professoras constam na Portaria Capes Nº 147/2026, que designa 50 coordenadores para prestar assessoramento técnico-científico nas atividades de avaliação de programas de pós-graduação stricto sensu junto a Capes.

A seleção dos coordenadores de área do ciclo ocorreu por meio do Edital Nº 18/2025, com nomes indicados pelos programas de pós-graduação e pelas sociedades e associações científicas. Segundo dados da Capes, a comunidade acadêmico-científica indicou 1.045 docentes, dos quais 320 manifestaram interesse e apresentaram planos de trabalho. Desses, 150 nomes compuseram as listas tríplices elaboradas e aprovadas pelo Conselho Superior da Capes, dos quais 50 nomes foram escolhidos pela presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho.

Segunda maior área em PPGs

Maria Teresa Gomes Lopes disse estar honrada em assumir a coordenação de Ciências Agrárias I, segunda área com maior número de programas de pós-graduação, com 212 PPGs no total. “Este novo ciclo de avaliação é particularmente relevante porque a área passa a contar com representação e direito a voto no Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES), uma oportunidade de contribuir de forma ainda mais efetiva nas decisões estratégicas do Sistema Nacional de Pós-Graduação do país”, explicou a docente. O CTC-ES é um órgão colegiado da Capes que orienta e subsidia a formulação de políticas para a pós-graduação stricto sensu e para formação de recursos humanos de alto nível no Brasil.

Também integram a coordenação Renato Sarmento, professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), como coordenador adjunto de programas acadêmicos e Edvan Alves Chagas, pesquisador da Embrapa Florestas, como coordenador adjunto de programas profissionais. “Trata-se de uma equipe comprometida com a qualidade, a transparência e o fortalecimento da pós-graduação brasileira, buscando dialogar permanentemente com os programas e com a comunidade científica da área”, afirmou Maria Teresa Lopes.

Segundo a coordenadora, os programas de pós-graduação da área de Ciências Agrárias I vivenciam um contexto de transformações da ciência e de novas demandas sociais. Um desafio da área é a formação de mestres e doutores alinhados às necessidades da sociedade e dos diferentes setores produtivos, atuando em cenários complexos e em constante transformação. Também está entre as prioridades do mandato a redução das assimetrias regionais na distribuição de programas de pós-graduação; a integração entre pesquisa, inovação e sustentabilidade diante das mudanças climáticas; e o avanço da produção científica de qualidade.

“Nossa atuação estará pautada pelo diálogo permanente com os programas de pós-graduação e pela busca do fortalecimento coletivo da área. Entre as prioridades estão o aperfeiçoamento contínuo dos processos de avaliação, sempre com transparência e alinhamento às diretrizes da Capes”, afirmou a coordenadora.

50 anos da área na Capes

Hamida Assunção Pinheiro foi reconduzida, após o seu primeiro mandato na coordenação no ciclo anterior. O professor Carlos Antonio de Souza Moraes, da Universidade Federal Fluminense (UFF), assumiu como coordenador adjunto. Para a docente, estar à frente da coordenação de área de Serviço Social representa um reconhecimento do trabalho acadêmico. “Eu sou uma professora relativamente jovem, do Norte do país, e estou assumindo essa coordenação pelo segundo quadriênio. É um processo de reconhecimento, tanto da área quanto também da Capes, pelo trabalho que a gente desenvolveu. Acho que isso tem um valor muito importante, não só para mim, mas também para a Universidade Federal do Amazonas, que vem ganhando espaço na Capes também”, afirmou Hamida Pinheiro.

A área de Serviço Social completa 50 anos na Capes com um processo de fortalecimento dos programas de pós-graduação, segundo Hamida Pinheiro. A Avaliação Quadrienal de 2025 apontou melhorias na área, com cerca de 30% dos 36 programas avaliados alcançando notas 6 ou 7, considerados, portanto, pós-graduações de excelência. Também houve o aumento de programas de nota 3 para 4. Para a coordenadora de área, esse contexto implica em desafios: “Aumenta o nível de exigência. O desafio da coordenação de área é tornar a avaliação um processo cada vez mais participativo, em que a comunidade, docentes, discentes, egressos, entendam cada vez mais a lógica da avaliação e possam se incluir nesse processo, em um esforço não só focado na questão da nota, mas principalmente preocupados com a qualidade da formação”, avaliou a docente. 

Outros desafios elencados pela coordenadora foram a divulgação de processos de internacionalização e regionalização e de impactos sociais dos programas; o monitoramento de egressos; e a discussão sobre o ensino a distância na pós-graduação na área.

Entre as prioridades para o mandato que se inicia na coordenação, Hamida Pinheiro ressaltou o estímulo à ampliação do número de pós-graduações em Serviço Social, especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde ainda há necessidade de mais programas. A coordenação também pretende dar continuidade às visitas aos programas de pós-graduação, fortalecendo o diálogo com a comunidade acadêmica. Hamida Pinheiro também destacou sua eleição para a nova composição do CTC-ES.

“Meu maior compromisso é trabalhar pela área e enriquecer o Sistema Nacional de Pós-Graduação naquilo que compete aos coordenadores de área e aos membros do CTC-ES”, concluiu a coordenadora.

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