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CPOP Igarapé: educação e protagonismo Indígena marcam as Inscrições para o Cursinho Pré-ENEM 2026

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O projeto CPOP – Igarapé: Travessias para a Universidade consolidou os dados de sua etapa inicial em São Gabriel da Cachoeira (AM), revelando um perfil de inscritos que mostra a importância da democratização do acesso ao ensino superior na região. Com um total de 114 inscrições válidas, o cursinho preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) surge como uma oportunidade de acesso à universidade para jovens da região do Alto Rio Negro.

Um dos dados mais expressivos do levantamento é a forte presença feminina: 75% dos inscritos são mulheres. Além disso, o projeto atende majoritariamente ao público jovem, com 66,7% dos candidatos na faixa entre 15 e 19 anos, indicando estudantes que estão concluindo ou acabaram de sair do ensino médio.

Entre os inscritos no CPOP Igarapé, 94% se autodeclaram indígenas, representando pelo menos 12 povos distintos. As etnias com maior número de matriculados no cursinho estão a Baré, a Tukano, a Dessana e a Baniwa. Também foram registradas inscrições de candidatos autodeclarados pretos/pardos (36 inscritos) e quilombolas (6 inscritos).

O relatório também aponta para um cenário de vulnerabilidade social. Por exemplo, mais de 70% dos inscritos possuem renda familiar per capita de até um salário mínimo, e mais de 60% são beneficiários de programas sociais como o Bolsa Família e o Pé de Meia. Além disso, mais de 90% dos inscritos no CPOP são egressos da rede pública de ensino. Há, também, um impacto geracional do projeto: para 75,4% dos inscritos, o ingresso no ensino superior significará ser a primeira pessoa da família a acessar a universidade.


Sobre o CPOP

A Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) que integra o Programa Diversidade na Universidade, beneficiando jovens de grupos historicamente excluídos e em situação de vulnerabilidade social a ingressarem na educação profissional e no ensino superior. A CPOP financia a apoia tecnicamente cursinhos comunitários e é voltado para estudantes de baixa renda, negros, indígenas e de escolas públicas.

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