Seletor idioma

Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Notícias Destaque > Pesquisa com compostos bioativos e ácidos orgânicos fortalece a cadeia produtiva de café no Amazonas e promove práticas agrícolas sustentáveis
Início do conteúdo da página

Pesquisa com compostos bioativos e ácidos orgânicos fortalece a cadeia produtiva de café no Amazonas e promove práticas agrícolas sustentáveis

Publicado: Quinta, 20 de Março de 2025, 14h53 | Última atualização em Sexta, 21 de Março de 2025, 13h50 | Acessos: 402

Intitulada “Compostos bioativos e capacidade antioxidante em clones de Coffeacanephora no Amazonas”, a pesquisa é de autoria do engenheiro-agrônomo da Fazenda Experimental da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Hugo Cesar Tadeu, cujo objetivo é caracterizar os compostos bioativos e ácidos orgânicos presentes nas cultivares locais de Coffea canéfora, espécie de café originária da África Ocidental. A Fazenda Experimental fica localizada na Rodovia BR-174, km38.

Por Sebastião Oliveira, equipe Ascom

Revisão: Rozana Soares, 

Fotos: Fapeam

Sendo desenvolvida desde 2018, a pesquisa recebeu fomento da FAPEAM e com implantação no campo em 2019, explora o Amazonas como uma nova fronteira agrícola sustentável para Coffeacanephora, conectando a história da cafeicultura local aos avanços científicos sobre compostos bioativos e suas aplicações industriais. 

Produção  

Para  o engenheiro-agrônomo da Fazenda Experimental da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Hugo Tadeu, o café produzido na Fazenda Experimental é da espécie Coffeacanephora, conhecido no mercado consumidor como Robusta Amazônico. “Não se trata apenas de um cultivar (clone), mas são vários clones que compõem os resultados de nossas pesquisas. A espécie é mais tolerante a altas temperaturas, com uma excelente adaptabilidade às condições do Amazonas e de qualidade de bebida alta, dependendo do manejo empregado", disse.

“O experimento de competição de clones foi implantado em Manaus, Humaitá e Itacoatiara. A competição de clones visa analisar as características agronômicas e de constituição do café no intuito de identificar quais características desejáveis ao cultivo e ao mercado. Ou seja, identifica os ‘campeões’ de adaptação às condições do Amazonas em cada categoria avaliada. O estudo superou as expectativas iniciais, tornando-se uma referência para o cultivo de café e o desenvolvimento regional”, completou o especialista.

Histórico

O estudo revisita a trajetória da cafeicultura no Amazonas desde o século XVII, destacando os desafios e transformações que moldaram o setor e justificam as investigações atuais. O objetivo é caracterizar os compostos bioativos e ácidos orgânicos presentes nas cultivares locais de C. canephora, com foco em componentes como trigonelina, ácidos clorogênicos e cafeína, e em identificar a variabilidade genética e as propriedades antioxidantes dessas plantas.

“Foram utilizadas análises cromatográficas e espectrofotométricas, que permitiram identificar a variabilidade genética e a alta herdabilidade desses compostos bioativos em dez cultivares de C. canephora, cultivadas em blocos ao acaso, com o emprego de métodos específicos para determinação da atividade antioxidante, como o método ORAC”, completou Hugo Tadeu.

Mercado

O mercado de café passa por uma grande evolução em relação a busca por qualidade não apenas de bebida, mas também de constituição dos grãos de café, como em atividade antioxidante e outros benefícios oriundos da bebida. Os robustos Amazônicos atendem estas necessidades do mercado e ainda possuem potencial para novos produtos, disse o pesquisador.

Oportunidade

Os resultados indicam que as cultivares amazônicas apresentam um potencial significativo para uso nas indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética. A valorização desses compostos bioativos destaca novas oportunidades econômicas e sustentáveis, fortalecendo a cadeia produtiva do café no Amazonas e promovendo práticas agrícolas em harmonia com o ecossistema local.

“A Ufam é uma vitrine tecnológica para a produção agrícola do Amazonas e isto se consolida também na cultura do café, commodity importante na balança comercial do Brasil. Os dados de produção de café no Amazonas comprovam a importância da pesquisa neste mercado”, expôs Hugo Tadeu.

Sobre o pesquisador

Engenheiro Agrônomo, da Fazenda Experimental da Universidade Federal do Amazonas; graduado pela Universidade Federal de Lavras - UFLA (2015); Doutorando pelo Programa de Pós - Graduação em Ciências e Tecnologia dos Materiais, na área de concentração em Biomateriais pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" – UNESP; mestre pelo Programa de Pós - Graduação em Tecnologias e Inovações Ambientais, na área de concentração  Solos e sua interface com o ambiente - UFLA (2017); Engenheiro de Segurança do Trabalho pelo Centro Universitário de Lavras - UNILAVRAS (2015), Gestor Ambiental pela Universidade Norte do Paraná - UNOPAR (2012).

registrado em:
Fim do conteúdo da página