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Ufam trabalha na implantação do Parque Científico e Tecnológico do Alto Solimões

Publicado: Quarta, 07 de Outubro de 2020, 15h29 | Última atualização em Sexta, 09 de Outubro de 2020, 17h08 | Acessos: 743

Por Irina Coelho

Equipe Ascom Ufam com informações da PROTEC/Ufam

Com o objetivo de incentivar o ecossistema de inovação na região Sudoeste do Estado, a equipe de professores do Instituto de Natureza e Cultura da Universidade Federal do Amazonas (INC/UFAM), do Centro de Estudos Superiores de Tabatinga (CESTB/UEA) e do Instituto Federal do Amazonas (Campus Tabatinga), em parceria com o Núcleo para o Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira do Estado do Amazonas (NIFFAM), está coordenando a implantação do Parque Científico e Tecnológico do Alto Solimões (PCT do Alto Solimões). O Parque deve contribuir para a criação e fortalecimento de novos negócios voltados para a geração de valor dos produtos amazônicos, a partir do uso sustentável da biodiversidade da região. 

A iniciativa recebe aporte financeiro inicial do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), por meio da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). A ideia é trabalhar com desenvolvimento e comercialização de produtos de alto valor agregado como biocosméticos, fitoterápicos e alimentos nutracêuticos, elaborados com insumos da Amazônia e com alta demanda de mercado no Brasil e no exterior. O PCT do Alto Solimões funcionará de forma descentralizada, envolvendo as instituições locais do Alto Solimões. Também faz parte da integração de pesquisas desenvolvidas nos núcleos de inovação do Programa Rotas de Integração Nacional, do Governo Federal, especialmente das Rotas da Biodiversidade (Polo Bioamazonas), da Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs) e da Economia Circular; todas coordenadas pelo MDR.

De acordo com o pró-reitor de Inovação Tecnológica, professor Waltair Machado, a sede do Parque funcionará no Instituto de Natureza e Cultura (INC), Unidade Acadêmica da Ufam, em Benjamin Constant, e manterá ações nos municípios de Benjamin Constant e Tabatinga, próximos às fronteiras com a Colômbia e Peru. “A implantação/execução do PCT do Alto Solimões tem como base um sistema de governança interinstitucional compartilhada, desenhado para que cada instituição seja responsável por um conjunto de ações e metas. Essas ações, tanto quanto o sistema, serão coordenados pelo Instituto de Natureza e Cultura/Ufam e NIFFAM”, explicou.

O pró-reitor lembrou também que o NIFFAM desenvolveu um conjunto de indicadores de monitoramento adequado para a gestão executiva do projeto, os quais deverão ser determinantes para uma execução transparente, segura e fiel ao compromisso de entregar aquilo que o Projeto se propõe que é otimizar a bioeconomia no interior do Estado por meio da Ciência, Tecnologia e Inovação. “Uma das importantes premissas do Parque Científico e Tecnológico é que o alto valor agregado de produtos de base tecnológica compensará os custos de fretes de longa distância, desde a Faixa de Fronteira até os mercados urbanos de alta renda no Brasil e no exterior”, destacou.

Segundo a diretora de Desenvolvimento Regional e Urbano do MDR, Adriana Melo, o investimento federal no PCT do Alto Solimões estimulará o crescimento econômico e social em cidades localizadas na Faixa de Fronteira. “O apoio a municípios localizados nessa área é uma das políticas públicas encampadas pelo MDR por meio da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR)”, disse.

Para a secretária executiva de Ciência Tecnologia e Inovação do Amazonas (SECTI) e docente da Ufam, professora Tatiana Schor, toda essa movimentação veio do reconhecimento do potencial acadêmico dos docentes que estão lotados na Ufam, campus INC, Uea e Ifam de Tabatinga. “Há uma diversidade de doutores nessa região da tríplice fronteira. Nas três instituições são cerca de 50 doutores de diversas áreas, bons academicamente e jovens em termo de doutorado e de idade. E o que é mais interessante é que eles são bem articulados em rede que abrange, inclusive, pessoas da Colômbia e do Peru. Nós enxergamos um potencial enorme para alavancar o desenvolvimento econômico regional, partindo do entendimento que investir em Ciência, Tecnologia e Inovação é criar possibilidades de diversificação na matriz econômica no estado. O Parque Científico e Tecnológico vai estruturar as três instituições, principalmente, laboratórios para a prestação de serviços às comunidades e associações. O passo seguinte é incluir o setor privado e outros atores na rede”, esclareceu a secretária. A SECTI é ligada à Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEDECTI) do Amazonas. 

Parque Científico e Tecnológico

Trata-se de uma ação coletiva de atores iniciada pela Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), por meio do Núcleo para o Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira do Estado do Amazonas (NIFFAM), e os grupos de pesquisa do Alto Solimões que incluem professores/pesquisadores do Instituto de Natureza e Cultura da Universidade Federal do Amazonas (INC/UFAM), do Centro de Estudos Superiores de Tabatinga (CESTB/UEA) e do Instituto Federal do Amazonas (Campus Tabatinga).

Uma das coordenadoras do Projeto e docente da Ufam, professora Taciana de Carvalho, ressaltou a importância do aporte do TED 01/2020 de 500 mil reais, voltado ao estudo de mapeamento das cadeias produtivas da região. O Ted 1 em execução vai garantir a geração de informações que darão suporte às atividades a serem desenvolvidas no PCT. O recurso recebido foi de R$ 2.212,170,60 milhões – de um total de R$ 4.003.170,60. 

“O repasse financeiro representa oportunidades de fixação de pesquisadores na região e novas projeções de consolidação do ensino, pesquisa, extensão e inovação tecnológica. É importante ressaltar a composição da equipe do PCT Alto Solimões formada por pesquisadores de diferentes áreas de conhecimento e residentes da região do Alto Solimões, um projeto pensado, construído e que será executado pelos profissionais das unidades acadêmicas do interior do Amazonas. Como resultado das metas em desenvolvimento no final de outubro será realizado o 1º Workshop de trabalho interinstitucional para apresentação das atividades do Ted 01, PCT e projetos de pesquisas aprovados em diferentes editais de fomento. O encontro possibilitará a discussão teórico/metodológico das metas traçadas para a região do Alto Solimões. O evento é uma oportunidade para desenharmos as ações futuras e construirmos algo focado na realidade local”, enfatizou.

O diretor do Instituto de Natureza e Cultura (INC/Ufam), professor José Ribamar Nunes, falou do  impacto da implantação do Parque para o desenvolvimento da região. “ O diferencial do PCT é que é um projeto pensando na região e para ser implementado por pessoas que estão e conhecem o Sudoeste do Amazonas. A expectativa é que o Parque Tecnológico possa gerar empreendimentos de base social, dando apoio aos empreendedores locais que já existem e criando novas possibilidades de empreender. Essa é uma proposta conjunta e permanente entre as instituições da faixa de fronteira que foi pensada, implementada e será desenvolvida a partir das particularidades da região. A expectativas é fortalecer o Ensino, Pesquisa e Extensão no INC, além de criar uma nova visão de formação dos egressos. Tradicionalmente, as universidades formam pessoas para atender o mercado, entretanto, aqui, nós temos um mercado local frágil. O Parque Tecnológico pode contribuir para criarmos um mercado local forte, voltado para as potencialidades e necessidades das pessoas que vivem nessa região da Amazônia. O INC/Ufam atuará como referência nesse processo de desenvolvimento regional e, claro, em conjunto com os demais órgãos que trabalham para tornar o Parque Tecnológico uma realidade”, ressaltou. 

O pró-reitor de Inovação Tecnológica, professor Waltair Machado, concluiu lembrando que o avanço na realização do Parque foi fruto da “Missão Alto Solimões”, realizada em março deste ano, onde uma comitiva de técnicos dos MDR, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), além de representantes de outros órgãos municipais, estaduais e federais.

“Foram feitos levantamentos sobre a realidade das cadeias produtivas da sociobiodiversidade na região da tríplice fronteira: Brasil, Colômbia e Peru, missão essa coordenada pela SECTI órgão ligado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEDECTI). Naturalmente, há ainda muito trabalho a ser feito, mas sem sombra de dúvidas, esses primeiros recursos nos induzem a acreditar, incentivar e empenhar esforços em políticas públicas que tenham como foco a pesquisa, tecnologia e inovação voltados à Bioeconomia. Vale ressaltar que a forma de governança com a qual esse projeto está sendo criado é inovadora, com a participação de representantes dos governos Federal, Estadual e Municipal, das instituições de ensino e pesquisa, do setor privado e da sociedade civil organizada, podemos dizer que se trata de um marco histórico”, finalizou.

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