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Ufam trabalha em UTI portátil de baixo custo para atendimento médico de emergência

Publicado: Sexta, 25 de Setembro de 2020, 14h49 | Última atualização em Sexta, 25 de Setembro de 2020, 14h51 | Acessos: 541

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e o Instituto de Tecnologia e Educação Galileo da Amazônia (Itegam), preocupados com o número de leitos hospitalares disponíveis no estado durante a pandemia, criaram a Unidade de Terapia Intensiva 4.0. Trata-se de um Sistema de Assistência Emergencial à Saúde baseado em uma plataforma inteligente, móvel e de baixo custo que agrega vários sistemas hospitalares em um único Sistema Integrado.

A iniciativa utiliza inteligência artificial para atendimento médico de emergência e é cadastrada no Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), coordenado pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), para captação de investimentos junto a empresas da Zona Franca de Manaus (ZFM). De acordo com o pró-reitor de Inovação Tecnológica, professor Waltair Vieira Machado, a UTI 4.0 alia tecnologia e inovação de modo a suprir de forma rápida e eficiente, situações emergenciais que envolvam aumentos expressivos na demanda por leitos em UTI. 

“A UTI 4.0 vai beneficiar, sobretudo, locais de baixa ou total indisponibilidade de infraestrutura mínima necessária de atendimento emergencial à saúde. O Sistema, empacotado em uma caixa de dimensões de fácil manuseio por um adulto, contém equipamentos e recursos mínimos de uma UTI tais como monitor cardíaco, oxímetro de pulso, eletrocardiógrafo, monitor de pressão arterial, capnógrafo, câmara de oxigenação, ventilador mecânico, desfibrilador e câmara de esterilização de utensílios e materiais de consumo reutilizáveis”, explicou.   

O pró-reitor lembrou ainda que em países como o Brasil, com estruturas hospitalares fragilizadas por falta de investimento, a sobrecarga dos sistemas de saúde, durante uma crise sanitária aguda como a de covid-19, impacta equipes e instalações médicas. “A ideia é oferecer alternativa barata e de fácil manuseio, movimentação e instalação, até o momento inexistente no mercado brasileiro, capaz de, em curto espaço de tempo, suprir as necessidades de leitos de UTI em localidades onde não há ofertas destes leitos ou mesmo que, em momentos de crises nas cidades de porte médio ou grande, tenha o seu número de leitos disponíveis comprometidos”, explicou. 

Prototipagem

A UTI 4.0 está em fase de prototipagem para determinação de quais partes disponíveis apresentam o melhor desempenho, a melhor relação custo benefício para o Sistema. A proposta assegura que o custo ficará em cerca de 1/3 do preço atualmente de mercado de uma UTI convencional. Um dos objetivos é exatamente reduzir o custo de implantação de leitos de UTI. Os ganhos com a UTI 4.0 incluem a inexistência de produto similar no mercado nacional, o ineditismo da aplicação de metodologia, material ou procedimento, registro de patente ou de software, geração de metodologia ou produto inovador, inclusive os baseados em produções acadêmicas originais, incluindo dissertações de mestrado e teses de doutorado.

O pró-reitor de Inovação Tecnológica finalizou informando que a equipe de pesquisadores está empenhada trabalhando na finalização do protótipo e preparo do lote piloto. “Os pesquisadores estão trabalhando intensamente na produção do que chamamos de cabeça de série e, consequente, do lote piloto. A previsão é que o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV/Ebserh), hospital filiado à rede Ebserh e parte da Ufam, tenha uma atenção especial, provavelmente as primeiras unidades estarão disponibilizadas à essa importante Instituição de Saúde do Amazonas. Mas tudo dependerá, naturalmente, da evolução da pandemia”, concluiu.

Pesquisadores

A equipe responsável pela pesquisa é composta por oito doutores, três doutorandos, três mestres, sete especialistas, cinco graduandos e graduados em várias áreas do conhecimento pertinentes. Os pesquisadores são Jandecy Cabral Leite,  José Saraiva, Waldir Sabino da Silva Junior, Fernando Nascimento Almeida, Fabiola da Cunha, Paulo Roberto Belém de Seixas, Nelson Belém de Seixas, Marcelo de Seixas Cavalcante, Cláudia Guerra Monteiro, Arthur Guerra Garcia, Telma Guerreiro Machado, Thiago Augusto Cunha Ferreira, Anfremon D'Amazonas Monteiro Neto, Deborah Laredo Jezzini, Rivanildo Duarte Almeida, Paulo Francisco da Silva Ribeiro, Alarico Gonçalves Nascimento Filho, David Barbosa de Alencar, Manoel Henrique Reis Nascimento, Paulo Oliveira Siqueira Junior Ítalo Rodrigo Soares Silva, Caio Luiz Jodas Nogueira, Walter Charles Sousa Seiffert Simões, José Luiz de Souza Pio, Celso Barbosa Carvalho e Ricardo Silva Parente.

 

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