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Professor lança campanha em prol de acesso livre a sites educativos durante pandemia

Publicado: Terça, 19 de Maio de 2020, 11h23 | Última atualização em Terça, 19 de Maio de 2020, 11h36 | Acessos: 722

Por Sandra Siqueira
Equipe Ascom Ufam

 

Reduzir o impacto da pandemia de covid-19 sobre a educação dos estudantes brasileiros é o objetivo da campanha online realizada pelo professor do Instituto de Computação, Juan Colonna. A iniciativa, que busca o apoio popular, visa a liberação de acesso gratuito a sites educativos, via rede de dados móveis, para que os estudantes possam realizar atividades escolares em casa, por meio do telefone celular. Para participar, acesse a página oficial para assinaturas.

Com a suspensão das aulas presenciais, muitas instituições de ensino têm encontrado nas plataformas virtuais a possibilidade de seguir com seus programas de estudo, mas esbarram na dificuldade de acesso à internet por parte dos estudantes, já que muitos deles não possuem computadores e internet banda larga em casa. Pensando nisso, o professor criou a campanha que coleta assinaturas para que o Governo Federal e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) negociem com as operadoras de telefonia móvel do País para que os estudantes possam acessar gratuitamente portais educacionais. “Como a pandemia impôs restrições econômicas para as famílias, a maioria dos alunos não tem créditos no celular para acompanhar as atividades. Habilitar o acesso sem custo irá permitir que todos, sem restrições, acompanhem as aulas”, diz o texto de apresentação da campanha.

De acordo com o docente, a ideia é criar uma lista com os sites educativos para que as empresas liberem o acesso a eles, para o que alunos e professores são convidados a contribuir com indicações. “Nosso pedido é direcionado unicamente às plataformas educacionais e de apoio ao aprendizado, páginas institucionais com informações relevantes para a comunidade acadêmica também entram nessa categoria.  Como nós não temos uma lista completa de todos os sites e plataformas de educação a distância que as outras instituições utilizam, decidimos pedir ajuda da comunidade. Então, acessando o link https://forms.gle/Ug4LUcx5n5mhgsVX6 alunos e professores de todo o país poderão preencher o formulário para indicar quais são os endereços dos sistemas que precisam liberar. Após isso, faremos uma verificação para montarmos uma lista curada de links”, comenta Juan Colonna.

Até o momento, a petição já alcançou mais de 36.800 assinaturas das 50 mil almejadas. Segundo o professor, a plataforma Change faz a intermediação entre os assinantes da solicitação e o governo e empresas envolvidas em busca de respostas para a demanda em questão. “Quanto mais assinaturas a petição tem, mas força ela ganha”, diz o idealizador. “As operadoras possuem mecanismos para tarifar de forma seletiva o tráfego das consultas celulares, um exemplo disso são as operadoras que não cobram pelo acesso ao Facebook ou Whatsapp. Portanto, nossa petição é tecnologicamente viável”, explica.

 

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