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Evento promove debates sobre integração de dados abertos para a Amazônia no dia 16 de setembro. Inscrições estão abertas

Escrito por ascom.ufam | Publicado: Sexta, 04 de Setembro de 2026, 12h01 | Última atualização em Sexta, 04 de Setembro de 2026, 12h14 | Acessos: 167

Com o objetivo de conectar pesquisadores, startups, gestores públicos e investidores, o evento Integração de dados abertos para a Amazônia: transformando dados científicos em soluções para a região será realizado no próximo dia 16 de setembro. A programação será das 9 às 12h, no Instituto Venturus, localizado na Rua Pará, 500, bairro Nossa Sra. das Graças e está sob a coordenação geral da professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Célia Simonetti. Quer participar? Inscreva-se gratuitamente como profissional ou estudante na página do evento.

Em linhas gerais, a iniciativa destaca ciência e tecnologia como propulsoras do ecossistema de inovação amazônico. O evento se concentra na construção de um sistema de recomendações para agrupar um conjunto de temas estratégicos, dentre os quais Inteligência Científica e Conexão; Tecnologia de Ponta; Visualização de Dados Pan-Amazônica; e Oportunidades de Parceria. Inclusive, as temáticas listadas serão debatidas pelos convidados e pelas convidadas durante o encontro.

“Estar vinculado ao Pró-Amazônia significa somar esforços para produzir um conhecimento soberano, fortalecer as redes científicas da região e garantir que a academia possa responder diretamente aos desafios socioambientais da Amazônia”, destaca a coordenadora do projeto e do evento, professora Célia Simonetti. 

“Hoje há disponibilidade intensa de informação [...] nosso principal desafio no trabalho com dados científicos na Amazônia é a dispersão de informações em bases fragmentadas, o que dificulta o mapeamento de competências e a conversão da ciência em soluções práticas para a região. Como perspectivas, o cenário aponta para a superação dessa barreira com uso de plataformas baseadas em inteligência artificial e busca vetorial — como o sistema em desenvolvimento no âmbito do projeto —, que integram dezenas de bases científicas, fomentam uma visão e cooperação pan-amazônica entre Brasil, Peru e Colômbia, e conectam de forma inteligente a academia às demandas reais do ecossistema de inovação e do setor produtivo local”, completa a docente e pesquisadora.

Ela também relaciona a iniciativa à questão da soberania tecnológica e digital na Amazônia:  “É um imperativo estratégico, pois a forma como produzimos, sistematizamos e disponibilizamos dados científicos define quem controla e protege o valor incomensurável dessa sociobiodiversidade frente a disputas e interesses geoeconômicos externos. Quando estruturamos plataformas autônomas de integração de dados abertos a partir da própria região, unindo inteligência artificial, cooperação pan-amazônica e rigor científico, deixamos de ser meros fornecedores de insumos informacionais e nos tornarmos os legítimos gestores e protetores do nosso conhecimento. Isso assegura que a ciência gerada na Amazônia reverta-se em inovação soberana, desenvolvimento sustentável e autonomia real para os povos e as instituições locais, especialmente as que atuam no ecossistema de inovação”.

Programação

No dia 16, a recepção é a partir das 8h30, durante a “merenda de acolhimento”. Já na abertura, será apresentada a importância da integração de dados abertos para o desenvolvimento sustentável da Amazônia e celebrada a presença dos atores do ecossistema de inovação, pesquisa e gestão pública. 

Entre 9h15 e 10h15, haverá três apresentações: 1) Raízes do conhecimento: O poder dos dados para conectar a ciência ao ecossistema de inovação; 2) Mata fechada aos dados abertos: Construindo o sistema de recomendação científica da Amazônia; e 3) Visão Pan-Amazônica: Dashboards inteligentes e métricas de impacto Pan-Amazônico (Brasil, Peru e Colômbia).

A manhã se encerra com dois debates. Às 10h45,  Adilson Luiz Pinto, Célia Regina Simonetti Barbalho, Josmel Pacheco Mendoza, Juan Camilo Vallejo Echavarria, Mateus Rebouças, Thiago Magela Rodrigues conectam desafios Amazônicos a soluções tecnológicas. A partir das 11h15, o bate-papo é sobre a “Teia amazônica: alianças e parcerias”.

“O evento está estruturado em quatro eixos que começam pela Inteligência Científica & Conexão, voltada a mapear demonstrar como se constitui a proposta de criar um sistema de indicadores de especialistas para os treze tópicos de modo a enfrentar os desafios regionais; o segundo, Tecnologia de Ponta apresenta as arquiteturas de busca, inteligência artificial e vetorização que sustentam a criação da plataforma; no terceiro, Visualização de Dados Pan-Amazônica, especialistas do Peru e da Colômbia que integram a equipe do projeto irão contribuir para o projeto; e o último, Oportunidades de Parceria, visa abrir uma escuta com os participantes a fim de avaliar as propostas e estabelecer possíveis parcerias para cooperação técnica e co-criação”, sintetiza a professora Célia Simonetti.

Saiba mais

Esse encontro é promovido no âmbito do projeto Construção de sistema de recomendações para a clusterização de temas na Amazônia, impulsionado pelo Programa Integrado de Desenvolvimento Sustentável da Região Amazônica (Pró-Amazônia). Este último é uma iniciativa concretizada por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O Pró-Amazônia financia ciência, tecnologia e inovação na Amazônia Legal, o encontro apresentará a construção de um sistema de recomendação e interoperabilidade de dados. A plataforma combina inteligência artificial, raspagem de dados de mais de dez bases científicas, entre as quais Lattes, OpenAlex, Espacenet e Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD). Além disso, ela utiliza busca vetorial para estruturar informações estratégicas sobre 13 eixos da sociobiodiversidade amazônica.

As áreas: (1) Recuperação e monitoramento de ecossistemas amazônicos; (2) Biotecnologia; (3) Geração de energia renovável; (4) Sistemas alimentares sustentáveis; (5) Adaptação e mitigação à mudança climática; (6) Educação, cultura, povos e saberes tradicionais; (7) Gestão de recursos hídricos; (8) Saúde da população Amazônica; (9) Tecnologias sociais; (10) Soluções de inteligência artificial aplicada aos desafios da Região Amazônica; (11) Integração regional Amazônica; (12) Cadeias produtivas da sociobiodiversidade Amazônica; e (13) Mineração na Amazônia.

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