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Marco histórico - Primeiro Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) coordenado pela Ufam posiciona a Instituição no cenário nacional de pesquisa de alto impacto

Publicado: Quarta, 02 de Abril de 2025, 14h02 | Última atualização em Quarta, 02 de Abril de 2025, 15h19 | Acessos: 303

Ufam lidera, pela primeira vez, um INCT com projeto estratégico de materiais avançados e terras raras. Ao todo, serão 15 instituições de ponta trabalhando no desenvolvimento de materiais inovadores    

Intitulado “MATERIA – Materiais Avançados à base de Terras Raras: Inovações e Aplicações", a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) aprovou, de forma inédita, o primeiro projeto no Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT). A iniciativa é coordenada pelo professor Sérgio Michielon de Souza, ligado ao Departamento de Física de Materiais do Instituto de Ciências Exatas (DFMat/ICE) e receberá investimentos, nos próximos cinco anos, na ordem de R$ 10,2 milhões de reais para o desenvolvimento de materiais inovadores, a partir de terras raras.   

O projeto, inscrito na área temática “minerais estratégicos”, atende a chamada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) nº 46/2024, que visa expandir e consolidar o Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), a partir do fomento de pesquisas de alto impacto científico, promovendo centros de excelência em áreas estratégicas em todo território nacional.

Como sede desse novo INCT, a Ufam passa a ser reconhecida por todas as agências de fomento como um centro de excelência, o que resulta na atração de mais recursos, talentos e colaborações. De acordo com o reitor Sylvio Puga, a aprovação deste INCT/Ufam consolida a Ufam como um polo de pesquisa e inovação científica de alto impacto, contribuindo significativamente para o avanço do conhecimento na área de Engenharia de Materiais e para a sociedade em geral.

Sobre o INCT/Ufam MATERIA

O INCT é organizado em rede de pesquisas que proporcionam a consolidação dos grupos de pesquisa, o intercâmbio de conhecimentos e a consolidação de parcerias institucionais.  Com uma abordagem multidisciplinar, em temas estratégicos para o país, há a formação e capacitação de recursos humanos altamente qualificados, desenvolvendo pesquisas de alto impacto. Segundo o coordenador do INCT/Ufam, professor Sérgio Michielon de Souza, o projeto “MATERIA – Materiais Avançados à base de Terras Raras: Inovações e Aplicações" tem como objetivo desenvolver materiais inovadores a partir de terras raras – elementos essenciais para tecnologias de ponta – reduzindo a dependência brasileira de importações e agregando valor aos recursos naturais do Brasil.  

“O projeto trará impactos em setores-chave como energia renovável e transição energética, a partir de novos materiais para, paineis solares, hidrogênio verde e termoelétricos (materiais inteligentes); armazenamento de energia, por meio de baterias mais eficientes e sustentáveis; magnetismo via ímãs permanentes de terras raras e cerâmicas avançadas – aplicações optoeletrônicas”, explicou o coordenador.

O professor Sérgio Michielon de Souza explicou também que os INCTs são formados por uma instituição-sede, caracterizada pela excelência de sua produção científica e/ou tecnológica, alta qualificação na formação de recursos humanos e por um conjunto de laboratórios ou grupos associados de outras instituições, articulados na forma de redes científico-tecnológicas. 

“Essa é uma oportunidade para o fortalecimento da pesquisa, na soberania tecnológica e no desenvolvimento regional. Este projeto coloca a Ufam no mapa global da pesquisa em materiais críticos. Além de impulsionar a ciência nacional, estamos formando especialistas e gerando tecnologia na Amazônia, contribuindo para a independência do Brasil em setores estratégicos”, destacou.   

Além da Ufam, o INCT/Ufam MATERIA reúne 14 instituições de ponta que são: Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT); Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal de Catalão (UFCAT), Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/CNEN), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES); Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam); Faculdade Senai de São Paulo (SENAI); Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA); Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM/DF); Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN).

Edital N° 46/2024

Do total de R$ 1 bilhão investido pelo  Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), 39% serão destinados a projetos das regiões Nordeste (R$ 221,7 milhões), Norte (R$ 95,7 milhões) e Centro-Oeste (R$ 75,3 milhões). Ao todo, com as 121 novas contratações, o país passará a ter 221 INCTs, uma expansão de aproximadamente 10% em relação ao total atual de 202. 

A chamada contou com aportes de R$ 1 bilhão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), gerido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; R$ 200 milhões da Fapesp; R$ 150 milhões da Faperj; R$ 100 milhões do Ministério da Saúde; R$ 50 milhões da Capes; R$ 50 milhões da Fapemig; e R$ 10 milhões da Fapes. O Programa INCT foi criado em 2008, fruto de uma parceria entre o CNPq e o MCTI, e posteriormente contou com a participação das fundações estaduais de amparo à pesquisa. 

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