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Comitiva da Universidade de Illinois visita Ufam para prospectar parcerias em temas como clima, sustentabilidade, saúde e democracia

Publicado: Segunda, 24 de Março de 2025, 12h58 | Última atualização em Segunda, 24 de Março de 2025, 14h59 | Acessos: 298

Revisão: Rozana Soares, equipe Ascom

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) foi uma das instituições visitadas durante a viagem de uma comitiva do Sistema de Universidades de Illinois ao Brasil. Na manhã desta segunda-feira, 24, o reitor da Ufam e anfitrião, professor Sylvio Puga, recebeu o presidente daquele sistema americano de universidades, Tim Killeen, e outras 11 pessoas, na sala de reuniões do Gabinete, para conhecer a Brasillinois, iniciativa que promove o intercâmbio acadêmico e a partilha de conhecimentos entre ambos os países.

Além do reitor, participaram do encontro a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, professora Maria Teresa Gomes Lopes, a pró-reitora de Inovação Tecnológica, TAE Maria do Socorro de Lima Verde, e a assessora de Relações Internacionais da Ufam, professora Artemis de Araújo Soares. Da parte da instituição estrangeira, estiveram presentes, além do presidente de todo o sistema, Tim Killeen, e do coordenador da Brasillinois, Jerry Davila, representantes das Universidades de Illinois em Urbana-Champaign, em Chicago e em Springfield.

Conforme explicou o coordenador da Brasillinois, as parcerias firmadas por meio dela priorizam a cultura e a inovação e visam à colaboração dinâmica com enfoque na mobilidade estudantil e nos clusters de pesquisa. “Ela pretende ser pioneira em um modelo de colaboração entre o ensino superior americano e o Sul Global, impulsionando a realização de pesquisas em temas atuais e promovendo a aproximação com as entidades de ensino e pesquisa do Brasil”, resumiu ele. Inclusive, antes dessa visita, o grupo esteve costurando parcerias com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

A principal estratégia para alcançar esse objetivo é a concretização de parcerias a partir destes três temas: 1) Clima e Sustentabilidade; 2) Saúde Pública e Medicina; e 3) Democracia e Inclusão. Após ouvir quais as áreas de interesse dos pesquisadores estrangeiros, o reitor afirmou que a Ufam tem grande interesse em realizar trabalhos em colaboração, sugerindo algumas possibilidades. “Temos este campus aqui em Manaus e mais cinco no interior do Amazonas, que é o maior estado brasileiro. Lidamos, portanto, com o desafio amazônico. Quanto à área onde nós estamos – equivalente a 600 campos do futebol, aqui começa o nosso desafio ambiental. Temos hoje cerca de 30 alunos, entre graduandos e pós-graduandos; 1.600 docentes, sendo 1.300 deles doutores; e 1.700 técnico-administrativos”, apresentou o reitor.

“Na área de clima e sustentabilidade, o CCA [Centro de Ciências do Ambiente] já tem teses e dissertações com esse foco, e essa é uma das nossas expertises. Em relação à saúde pública, temos dois cursos de graduação em Medicina: um em Manaus e outro na cidade de Coari, localizada a 370 quilômetros da capital e com cerca de 60 mil habitantes. Esse curso, que já formou três turmas, foi avaliado com nota máxima pelo MEC [Ministério da Educação] em 2024. A questão da democracia pode ser trabalhada em conjunto pelas áreas de Ciências Sociais e Direito, obviamente sem excluir outras. Por fim, eu gostaria de dizer que, no ano passado, foi anunciada a criação de um campus da Ufam em São Gabriel da Cachoeira, município mais indígena no País, e onde o Brasil faz fronteira com Colômbia e Venezuela. Ali, será possível trabalhar na interface dos três temas”, alinhou o professor Sylvio Puga.

Após ouvir o anfitrião, o presidente do Sistema de Universidades de Illinois, Tim Killeen destacou a importância de inserir a Brasillinois no plano de internacionalização da pós-graduação, anteriormente mencionado pela titular da Propesp, professora Maria Teresa Lopes, mas também em ações voltadas para a graduação, como os intercâmbios de verão. Já em sua fala, a assessora de Relações Internacionais e Interinstitucionais, professora Artemis Soares, se dispôs a articular as parcerias possíveis. Assim, a Arii ficou responsável por dar seguimento aos contatos que avançar até a concretização de projetos entre as duas instituições.

Atuação estratégica

No primeiro tema de enfoque, a Brasillinois defende iniciativas como a Amazônia + 10 e o Fulbright Amazônia, ambos voltados à superação de desafios ambientais e à promoção de práticas sustentáveis em termos de agricultura, recursos hídricos, atmosfera e resiliência nesta região. O segundo tema, Saúde Pública e Medicina, a Brasillinois atua em projetos para melhorar a expectativa de vida em comunidades urbanas e rurais, estabelecendo dados longitudinais de saúde (coletados ao longo do tempo) e em colaboração com instituições como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Por fim, no tema Democracia e Inclusão, a atuação da Brasillinois facilita programas de intercâmbio estudantil e projetos de pesquisa colaborativa. Desse modo, busca promover a consciência global e fomentar a inclusão social, explorando aspectos históricos e contemporâneos da democracia e da transformação social.

“Nossa visão é cultivar uma comunidade global dinâmica e inclusiva, unida pelo compromisso compartilhado com a inovação, colaboração e impacto social positivo”, resume a página de divulgação da iniciativa. O Sistema da Universidade de Illinois pretende que isso seja alcançado por meio de pesquisas, intercâmbio acadêmico e compreensão intercultural no bojo de “parcerias duradouras que transcendam as fronteiras geográficas e impulsionam mudanças positivas no Brasil, nos Estados Unidos e além”. Para tanto, é preciso empregar as experiências e os recursos coletivos entre aquele Sistema e seus parceiros no Brasil, catalisando essas competências em benefício do desenvolvimento sustentável, da excelência em pesquisa e da educação convergente e interconectada, conforme descrito na página da Brasillinois.

 

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