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Trajetória da professora Maria Teresa Lopes foi resumida em defesa de Memorial e rendeu sua ascensão à classe de titular

  • Publicado: Terça, 03 de Dezembro de 2019, 17h50
  • Última atualização em Terça, 03 de Dezembro de 2019, 18h03
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Na tarde de terça-feira, 3, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) ganhou mais uma professora titular para completar seu quadro de mais de 30 docentes que alcançaram esta que é a última classe da progressão no Magistério Superior. A professora Maria Teresa Gomes Lopes, que ingressou no Departamento de Produção Animal e Vegetal da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) no dia 19 de julho de 2002, apresentou o seu Memorial Acadêmico. A defesa ocorreu no Centro de Ciências do Ambiente (CCA), no setor Sul do Campus Sede.

Intitulado “Do mundo rural de Minas Gerais à Universidade Federal do Amazonas”, o documento conta a história de vida que conduziu a hoje pós-doutora pela Universidade da Flórida (EUA) da cidade mineira de Rio Casca a completar mais de 20 anos de docência na Ufam. “Foi muito prazeroso construir o memorial, porque nele eu resgato minha história de vida desde a infância, os sonhos, as conquistas e as pessoas que eu conheci nesse percurso”, resumiu a oradora.

Para compor a banca, foram designados os professores Frank George Guimarães Cruz (Ufam), como presidente, e mais três membros titulares – professores Antônio de Lima Mesquita (UEA), Claudete Catanhede do Nascimento (Inpa) e Luiz Antônio de Oliveira (Inpa). A portaria nº 3.369, de 25 de novembro de 2019, também definiu como suplentes os professores Carlos Edwar de Carvalho Freitas (Ufam) e Gislene Almeida Carvalho Zilse (Inpa). Ao comentar esse aspecto, a professora Maria Tereza Lopes reconhece que ainda há certa dificuldade para a composição dessa banca, pois há, fora da Ufam, poucos titulares nessa área de atuação.

Memória e Produção

No primeiro momento da apresentação, a professora seguiu o protocolo de expor um pouco das raízes afetivas e familiares que a conduziram como pessoa, muito antes de ingressar na carreira acadêmica. Nascida no interior de Minas Gerais, ela se mudou para o sítio da Reserva muito jovem. “Da propriedade adquirida pelos meus pais é que a família de seis irmãos passou a viver. Eles eram agricultores familiares, ofício que aprenderam com os pais deles”, recordou. Até os seis anos, ela não sabia como era uma cidade e só conhecia o campo, por isso veio a referência muito forte do “mundo rural” que autora destacou no memorial.

Outro ponto que a professora Maria Teresa destaca é o fato de sempre ter estudado em escolas públicas. “Trabalhávamos bastante no sítio, mas também tínhamos os momentos de lazer com os irmãos e os primos. Quando meu pai faleceu, sentimos mais a responsabilidade de lutar pelo nosso futuro. Na escola, eu pensava que só estaria me dedicando mesmo ao meu futuro se conseguisse as notas dez. Passei de a boa aluna para ser a excelente”, disse.

Todo esse esforço conduziu à aprovação no curso de Agronomia da Universidade Federal de Viçosa, em 1992. Lá, o estágio e a iniciação científica na área de melhoramento de milho lhe renderam o apelido de “milhorista” pelos colegas da graduação. Orientada pelo professor José Marcelo Soriano Viana desde os primeiros passos na pesquisa acadêmica, ela defendeu o mestrado na área de genética quantitativa, no ano de 1999. De fato, a história da professora Maria Teresa com o milho teria continuidade ainda no doutorado.

Na Ufam e na Amazônia

Em continuidade à trajetória de pesquisadora, entre os anos de 1999 e 2003 foi que ela cursou o doutorado na Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo (ESALq/USP), trabalhando também com o milho, só que de uma outra perspectiva. Todavia, durante essa fase, a doutoranda teve a oportunidade de conhecer outros pesquisadores, tais como a professora Glória Maria Machado, da Ufam. Foi a professora Glória que lhe deu as primeiras orientações sobre as possibilidades de trabalho fora do cenário de Minas Gerais. “Ela me colocou muitos sonhos na cabeça, por isso eu dedico uma parte do memorial a ela e faço digo a vocês da importância dela nesta defesa”, contou emocionada.

O ingresso na Ufam não demorou: foi em julho de 2002, no mesmo concurso em que também fora aprovado o professor Marcos Antônio Mendonça. A tese foi escrita quando a Maria Teresa já era docente da Ufam. “Foi como uma gestação... nove meses escrevendo e lecionando. Por isso é que nós, orientadores, sempre preferimos que haja uma dedicação ao trabalho dos nossos orientandos”, avaliou a professora.

De lá pra cá já foram quase 20 anos, dos quais a oradora apenas pontuou os mais relevantes. “Agradeço a professora Therezinha Fraxe, pela oportunidade de me apresentar o interior do Amazonas. As culturas agrícolas daqui são totalmente diferentes do que eu conhecia em Minas Gerais. Por isso que ela assina o prefácio do memorial”, reconheceu a docente, que também é vice-diretora da FCA, consultora da Capes desde 2009 e coordenadora do Laboratório de Genética Vegetal desde 2010. Nesse percurso intenso, ela já participou de numerosas iniciativas que abrangem ensino, pesquisa, extensão e fomento.

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