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Tese sobre o mapeamento de mutações genéticas do tambaqui recebe prêmio da Capes

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Por Márcia Grana
Equipe Ascom Ufam
 

O professor José de Ribamar da Silva Nunes recebeu o prêmio Capes de tese 2018 pela pesquisa “Descoberta de SNP, construção de mapa genético de alta densidade e identificação de genes associados com adaptação climática e ausência da espinha intermuscular em tambaqui (Colossoma macropomum)”.

O trabalho, que versa sobre o mapeamento de mutações genéticas do tambaqui, foi orientado pelo professor Luiz Lehman Coutinho e é vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal e Pastagens da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da Universidade de São Paulo (USP/ESALQ).

Segundo o professor José de Ribamar Nunes, a ideia do projeto surgiu ainda durante o mestrado. “Meu orientador havia me apresentado uma técnica de mapeamento de mutações genéticas e eu queria pesquisar algo que tivesse a ver com o contexto regional amazônico e o tambaqui foi o elo que encontramos para aliar nossos interesses científicos. Foi uma pesquisa que começou simples e foi crescendo. Contamos com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e da Universidade de Mogi das Cruzes. Estou muito feliz por esta premiação, pois ela dá destaque ao nosso Instituto de Natureza e Cultura de Benjamin Constant”,  destacou o pesquisador.

Projeção internacional 

Ele ressaltou ainda que parte da descoberta foi publicada em periódico internacional. “Publicamos uma parte da descoberta na revista Scientific Reports, em 2017, apresentando a aplicação da técnica da genotipagem por sequenciamento (GBS, em inglês) no estudo do tambaqui. A técnica consiste no rastreamento de dois tipos de mutação: uma que causa um tipo de espinha chamada miocepto, em forma de Y, que pode causar engasgamento e a outra que favorece a adaptação do peixe a mudanças climáticas como o aquecimento global, que causa redução de oxigênio na água. Esses estudos podem contribuir tanto para o desenvolvimento de peixes resistentes a mudanças climáticas - o que viabiliza a oferta do peixe em situação de baixo oxigênio na água - quanto a produção de peixe com menos espinha, o que pode reduzir o número de engasgamentos, que configura atualmente um problema de saúde pública”, ressaltou.

Perfil do pesquisador

O professor José de Ribamar da Silva Nunes possui graduação em Zootecnia e em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas. É especialista em Biotecnologia e tem doutorado sanduíche em Ciência Animal e Pastagens pela Universidade de São Paulo e Auburn University. É professor adjunto I da Universidade Federal do Amazonas, onde ministra aulas e realiza orientações no curso de Ciências Agrárias e do Ambiente do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Ufam, nível Mestrado, além de coordenar o subprojeto de Ciências Agrárias do Pibid Ufam. Atualmente, é o diretor do Instituto de Natureza e Cultura, unidade acadêmica da Ufam em Benjamin Constant. Tem experiência na área de Zootecnia, com ênfase em biotecnologia aplicada à genética, melhoramento e produção animal, atuando principalmente nos temas uso de ferramentas de biotecnologia e bioinformática, marcadores moleculares (SNP e CNV), genotipagem por sequenciamento, associação genômica, mapas genéticos, ensino e educação. 

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