Daest informa segunda retificação nos editais de auxílios estudantis

 

A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp), por meio do Departamento de Assistência Estudantil (Daest), divulga a 2ª Retificação dos Editais: 007/2019 (Auxílio Acadêmico), 008/2019 (Auxílio Moradia), 009/2019 (PECTEC - Participação em Eventos Científicos, Tecnológicos, Esportivos e Culturais),  010/2019 (MATDAC - Material Didático de Alto Custo) e 011/2019 (AUXÍLIO CRECHE). 

Nessa retificação, um dos pontos a se destacar é a prorrogação das inscrições até o dia 25 de março. 

Confira:

II RETIFICAÇÃO_AUXILIO ACADEMICO

II RETIFICAÇÃO_AUXILIO MORADIA

II RETIFICAÇÃO_PECTEC

II RETIFICAÇÃO_AUXILIO MATDAC

II RETIFICAÇÃO_AUXILIO CRECHE

 

Ufam outorga grau a 40 formandos do Instituto de Ciências Biológicas (ICB)

Recém-formados são dos cursos de Biotecnologia, Ciências Biológicas e Ciências Naturais

Por Márcia Grana
Equipe Ascom Ufam

Na noite desta quarta-feira, 20, a Universidade Federal do Amazonas outorgou grau a 40 alunos do Instituto de Ciências Biológicas. A cerimônia foi presidida pelo vice-reitor da Universidade, professor Jacob Moysés Cohen, o qual, ao lado da diretora do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), professora Rozana de Medeiros Galvão, relembrou sua trajetória acadêmica e cumprimentou os recém-formados. “Quando eu olho para vocês em solenidades de outorga de grau, eu me lembro da minha trajetória. Vim do interior com meus familiares. Tínhamos apenas a vontade de vencer. Estudei a vida inteira em instituições de ensino públicas. Cheguei à Ufam como aluno, fui professor do Colégio Estadual e depois segui carreira no Magistério Superior. Agora, estou vice-reitor presidindo esta solenidade e aproveito para lembrá-los de que hoje vocês saem da Ufam com um leque de conhecimento bastante privilegiado. Não se afastem daquilo que aprenderam e de tudo o que os professores de vocês ensinaram. Dessa forma, vocês vão honrar tudo o que aprenderam e sempre terão a consciência tranquila”, discursou o vice-reitor durante a solenidade.

A disponibilidade da Ufam em contribuir com uma sociedade melhor foi o destaque do pronunciamento da diretora do ICB, professora Rozana Galvão. “Estou na estreia como diretora do ICB em solenidades de outorga de grau e só posso dizer que sinto uma forte emoção de entregar para a sociedade excelentes profissionais. A Ufam sempre estará de portas abertas para vocês continuarem os estudos, seja no mestrado ou no doutorado ou para que vocês invistam na carreira docente. Por onde passarem, façam a diferença e dessa forma, honrem o nome da Universidade de vocês”, declarou a diretora.

Mesa de honra

Também compuseram a mesa de honra a paraninfa do curso de Biotecnologia e ex-diretora do ICB, professora Sônia Maria da Silva Carvalho; a paraninfa do curso de Ciências Biológicas, professora Inês Braga de Oliveira; o coordenador noturno e paraninfo do curso de Ciências Naturais, professor Ítalo Thiago Silveira Rocha Matos; a patronesse do curso de Biotecnologia, professora Eva Maria Alves Cavalcante Atroch; o patrono do curso de Ciências Biológicas, professor Sérgio Gianizella e o patrono do curso de Ciências Naturais, professor Thierry Ray Gasnier.

Mensagem dos formandos

Oradora da turma, a licenciada Luciana Martins Almeida, destacou os momentos mais marcantes da graduação. “Coloquei meu nome à disposição da turma para ser a oradora porque gostaria de agradecer imensamente aos colegas por me darem o prazer de ser porta-voz de um momento tão sublime quanto este. Na Ufam aprendemos mais do que uma profissão, aprendemos a viver, a sermos pessoas comprometidas, a respeitar as diferenças durante os trabalhos de grupo, momentos nos quais odiamos nossos amigos e tentamos não matá-los. Por várias vezes perdemos a vontade de continuar e sempre aparecem frases como ‘Será que é isso mesmo que eu quero?’ e ‘Se eu não passar nessa matéria, eu desisto’, pois desistir sempre parece mais fácil, mas no fim, conseguimos, pois o que nos move é mais forte, é o amor pelo que fazemos, é o amor pelas pessoas que nos sustentaram nesta caminhada. Escolhemos fazer ciência, acima de tudo, somos cientistas e, agora, cientistas formados, licenciados, bacharéis, biotecnólogos, todos com diploma na mão prontos para os próximos desafios”.

Confira alista de formandos

Formandos do curso de Biotecnologia 

Alison Lucas de Oliveira Pereira 

Camila Costa Santana

Daniele Coelho Façanha

Diego Pereira Guimarães 

Heloísa Bentes Mar

Ismael de Deus Medeiros 

Laís Maciel Moraes

Maria de Fátima Coelho de Menezes

Milena Farias Barros 

Raquel Bezerra Silva

Sarita Rodrigues de Oliveira 

Formandos do curso de Ciências Biológicas - Bacharelado 

Ana Paula Vieira de Oliveira

Brenda de Almeida Espara

Laianne Lopes Rocha

Mahima Hennani

Maria Tereza Vasconcelos de Souza

Formandos do curso de Ciências Biológicas - Licenciatura 

Adriane Costa Ramires

Ana Teresa Miranda Peixoto

Cleiziane Soares da Silva

Flávio Fabian Costa Magalhães

Hamida Macedo Calacina

Igor Santos Siqueira 

Jaqueline Soares da Silva Ferreira

Géssica Corrêa Cavalcante Ferreira

João Victor Bandeira Ladislau

Karoline dos Santos Araújo

Kelly Custódio da Silva

Lucrasse Azevedo Rêgo

Nasrah Muhammad Calderaro Hamdan

Patrícia Monique Maués dos Santos Pantoja

Stanlley dos Santos Moura

Suzane dos Santos Moraes

Tayná Sena Magalhães 

Wefferson de Araújo Fróes

Formandos do curso de Ciências Naturais 

Janaína Melo da Silva

Kellen Campos de Sousa

Luciana Martins Almeida 

Luciana Silva Lopes

Mayara Fabrício Soares

Victor Carlos Pardo Ratis da Silva 

 

Na abertura, VI Seminário do PPGL/Ufam aborda saúde mental na pós-graduação

Público lotou o auditório Rio Solimões, no IFCHSPúblico lotou o auditório Rio Solimões, no IFCHSProgramação segue até sexta-feira, 22, nos turnos vespertino e noturno, com mesas temáticas e comunicações orais.

Na tarde hoje, 20, o auditório Rio Solimões do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS) estava repleto de estudantes, professores e curiosos durante a abertura do Seminário de Metodologia da Pesquisa em Linguagem e Literatura. Em sua sexta edição, o evento iniciou tratando o tema da saúde mental numa abordagem pouco comum, ou seja, do ponto de vista dos pós-graduandos, dos elementos estressores a que estão submetidos e das práticas interventivas que podem amenizar os sofrimentos durante esse período.

O professor Sérgio Freire, doutor em Linguística, docente do Programa de Pós-Graduação em Letras da Ufam (PPGL) e coordenador do Grupo de Pesquisa Discurso e Práticas Sociais (CNPq/Ufam), também é finalista do curso de Psicologia desta Universidade. Ele proferiu a palestra ‘Pós-Graduação e Saúde Mental: precisamos falar sobre isso’. De saída, o pesquisador alertou para um dos principais aprendizados de sua atual formação: “Meus professores serem enfatizam que nós somos seres biopsicossociais – e um deles completa com o fator espiritual – de forma que precisamos vivenciar todos esses aspectos com equilíbrio. Somos mais que a nossa vida acadêmica, as disciplinas, os artigos, os prazos... A vida acontece, e ela é dinâmica”.

Sabrina Gomes já sente o estresse ainda como caloura do curso de Letras-Língua PortuguesaSabrina Gomes já sente o estresse ainda como caloura do curso de Letras-Língua PortuguesaSabrina Gomes, por exemplo, apesar de ainda ser estudante do primeiro período da graduação em Letras – Língua Portuguesa, reconhece “que existe certa pressão, como nas listas de leituras diárias de artigos ou livros”. Aprovada na Ufam pelo SiSU, a jovem de 19 anos largou a vida na cidade de Juruti (PA) e veio em busca do sonho do ensino superior. “Cheguei faz pouco tempo, e ainda estou arrumando as coisas. Moro com parentes e ainda não conheço a cidade. As atividades acadêmicas se somam a isso e, realmente, causam certo estresse”, disse ela. Apesar disso, Sabrina já prepara um projeto para concorrer à iniciação científica em 2020.

Conhecendo as causas

Entre os fatores chamados de estressores, o professor Sérgio Freire elencou seis bastante comuns entre os pós-graduandos. O primeiro é de ordem financeira, ou seja, o valor da bolsa oferecida, que, segundo alertou o docente, está defasado. “Para a realidade de hoje, a bolsa de mestrado deveria ser em torno de três mil reais”, afirmou.

Outro problema é a quanto ao futuro pós-defesa, que gera altos níveis de ansiedade.  Na verdade, o professor apontou uma espécie de ciclo pela qual o discente passa durante a sua estada na pós-graduação, formado por picos de estresse que poderiam ser evitados com planejamento. “Existe aquela situação de pegar muitas disciplinas e, no fim do período, se ver forçado a escrever vários artigos, ou deixar para escrever o texto da qualificação em uma semana e, de forma sintomática, ter um ‘branco’ ou ‘travar’ no processo de escrita”, alerta o professor Sérgio Freire.

Prosseguindo, ele mencionou a “falta de equilíbrio entre a esfera acadêmica e a vida extra-acadêmica”, esta exemplificada nas atividades de lazer, na prática de exercícios físicos ou mesmo no cultivo de uma filosofia de vida. O pesquisador somou a isso algo que ele denominou de “Currículo Oculto”. Trata-se, por exemplo, de imposições pouco racionais, vivências nos corredores e até competitividade entre os colegas. “Isso pode estar relacionado a casos de assédio – moral ou sexual – e até de despotismo por parte do orientador”, disse.

Pesquisas apontam fatores de adoecimente de pós-graduandosPesquisas apontam fatores de adoecimente de pós-graduandosAlém de tudo isso, há os fatores pessoais, que são, na verdade, a psicodinâmica da vida e as características intrínsecas a cada um. Nesse último fator, conforme apresentou o professor Sério Freire, podem ser elencados os mecanismos pouco adaptativos dos pós-graduandos para lidar com críticas e pressão acentuada.

É claro que o orientador também possui um papel importante nesse contexto, dada a sua influência direta sobre o trabalho de seus orientandos. Esse ator pode ser de três tipos, conforme discorreu o palestrante: o primeiro é autocrático, não escuta sugestões e quer tudo do seu jeito; o segundo, uma espécie de meio-termo, é inspirador – ele indica livros, esclarece dúvidas e motiva para a descoberta; e o terceiro tipo, sob a alcunha de “laissez faire”, é mais liberal, embora de modo que possa deixar um grande espaço de autonomia e decisão nas mãos do orientando. E isso pode representar um sofrimento.

Práticas interventivas

Para o professor, cada um dos atores tem um papel importante na adoção de práticas interventivas que podem melhorar a vida de discentes e docentes, dentre elas a criação de ações capazes de diagnosticar e promover a saúde mental entre esse público. “Não estamos falando de deixar psicólogos á disposição nos PPGs, mas de se ter uma prática de escuta qualificada. Promover a qualidade de vida é melhorar também a saúde acadêmica dos programas. Qualquer mudança que possa ser fonte de estresse e ansiedade, que vá gerar uma demanda aos estudantes, deveria ser debatida com eles”, salientou o pesquisador.

Em sua avaliação final, o professor Sérgio Freire citou o estabelecimento de uma relação saudável entre orientandos e orientadores, inclusive pela racionalização do processo (planejamento e adaptações conforme cada perfil), e o zelo pela própria saúde mental. “Os docentes, muitas vezes, precisam de auxílio profissional qualificado, de modo que não projetem nos seus orientandos suas próprias angústias”, frisou.

Na Ufam, há projetos voltados ao atendimento psicológico, como o Centro de Serviços de Psicologia Aplicada (CSPA), Clínica-Escola da Faculdade de Psicologia (Fapsi) e iniciativas promovidas pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp).

Anexos:
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Fazer download deste arquivo (Seminario PPGL.pdf)Seminário PPGL-Ufam[ ]1186 kB