Projeto de pesquisa avalia qualidade da água dos igarapés do campus universitário

 
Por Sandra Siqueira
Equipe Ascom UFAM

Projeto visa preservação dos igarapés do campus.Projeto visa preservação dos igarapés do campus.

Na semana do meio ambiente, a Ufam apresenta uma de suas ações voltadas à preservação do meio ambiente do campus sede. Financiado com recursos próprios, o projeto de pesquisa intitulado “Aqua– Acompanhamento da Quantidade e Qualidade da Água na Floresta do Campus da Ufam” investiga a qualidade da água dos igarapés da área. Durante esta semana, pesquisadores realizaram coleta de amostras nos igarapés próximos às Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs) dos setores Norte e Sul.

As primeiras amostras foram colhidas na quarta-feira, 05, no igarapé da ETE do setor Norte. Na manhã desta sexta-feira, 07, os pesquisadores seguiram para os igarapés da ETE do setor Sul e Central, que tem as nascentes próximas ao setor Norte e atravessa todo o setor Sul, totalizando 12 pontos de coleta. A equipe e o projeto são coordenados pela professora Tereza Cristina de Oliveira e tem o suporte da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação por meio do Edital Nº. 008/2018 –  sobre projetos de pesquisa científica em temas multidisciplinares na Universidade.

“A atividade realizada nesta semana tem o objetivo de celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, divulgar ações que realizamos e que incentivam a sustentabilidade ambiental na Instituição, sobretudo para o conhecimento sobre os igarapés dentro da área de proteção ambiental (APA – UFAM). Além de aproximar os alunos da área da Química ao estudo do ambiente”, destacou a coordenadora.

Projeto foi aprovado em edital da Propesp para melhoria da Ufam.Projeto foi aprovado em edital da Propesp para melhoria da Ufam.“A aprovação deste projeto representa o reconhecimento da importância da conservação dos recursos hídricos presentes na APA UFAM [Área de Proteção Ambiental], pois favorecerá a aquisição de materiais consumíveis para a realização de coletas de águas superficiais e subterrâneas e de análises laboratoriais, inclusive a inclusão de análises bacteriológicas para completar o diagnóstico de qualidade da água, possibilitando também aumentar o número de igarapés e de pontos de coleta, para uma melhor representação da APA UFAM, e confiabilidade para a divulgação dos resultados”, afirma a professora Tereza Cristina de Oliveira.

As coletas e análises de qualidade da água são realizadas pelo grupo de alunos doutorandos, mestrandos e pelo técnico de laboratório Marcos Denilson Monteiro do Laboratório de Análises de Água e Qualidade Ambiental (Laqua), da Central Analítica do Centro de Apoio Multidisciplinar da Ufam.

Acompanhados há três anos pela equipe de pesquisadores, os dados sobre os igarapés são analisados comparativamente à Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) 357/2005, do Ministério do Meio Ambiente, que estabelece os valores limites sobre a qualidade de água superficial.

O projeto é multidisciplinar e terá a colaboração de professores pesquisadores do Departamento de Geociências, Naziano Filizola e Ingo Wahnfried, que contribuirão com o estudo sobre a quantidade de água, e da professora Antônia Souza, da Faculdade de Ciências Agrárias, que fará as análises de bacteriologia nas amostras de água.

 

 

Em outorga de grau, Faculdade de Medicina forma 50 novos profissionais

Por Sebastian Oliveira
Equipe Ascom/Ufam

A solenidade marca a formatura de 50 novos profissionais da área médica, 90⁰ turma da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (FM/Ufam) do segundo semestre de 2018. O evento contou com a participação do vice-reitor da Ufam, professor Jacob Cohen, que presidiu a sessão solene de outorga de grau ocorrida nesta quinta-feira, 6, no auditório Eulálio Chaves,  localizado no Setor Sul do Campus Universitário.

Além da presença do vice-reitor da Ufam, professor Jacob Cohen, acompanhado pela diretora da FM, professora Ione Rodrigues Brum, também integravam a mesa de honra, a professora Camila Maria Telles, o paraninfo do curso, professor Renato Oliveira Martins, a patronesse do curso, professora Luciana Fujimoto e o homenageado com o nome da turma, o professor José Jorge Guimarães.  

Na ocasião, o vice-reitor, professor Jacob Cohen, cumprimentou a todos presentes e disse estar feliz por presidir a sessão solene de outorga de grau por concessão proferida pelo reitor da Ufam, professor Sylvio Puga, considerando ser médico e professor da FM. “É com muito jubilo que presido essa sessão em que é entregue a sociedade 50 novos médicos que, com toda certeza fará a diferença no mercado de trabalho”, relatou Jacob Cohen que assegurou que a experiência no contexto da área médica é importante, considerando que cada procedimento realizado, é debruçado com outras experiências, convalidando uma a outra.

Ele cita o Programa de Residência Médica como processo de acumulo dessas experiências em que estão embasadas nos procedimentos realizados. O professor comparou a profissão médica como a de um sacerdócio e, a partir daí, questiona: o que é ser médico? Primeiramente, segundo ele, é uma profissão que não tem inicio, mas nunca tem fim, e recordou que durante os anos de 1980, os procedimentos realizados daquela época não são uma verdade diagnóstica em nossa atualidade. O professor Jacob Cohen acredita que isso é um dado que deve ser levado pelo profissional, tendo como base a reciclagem.

Na segunda colocação, Jacob Cohen disse que a profissão lida com a vida humana e como tal não se pode errar. Para ele, o erro em muitos casos, tem como conseqüência a morte do paciente. “De um lado é ruim, mas por outro, temos a ação de divindade. Nós temos em nossas mãos a vida humana”, completou.

“A medicina é uma ciência, mas ao mesmo tempo, uma arte. O ser humano deve exercê-la com dedicação, respeito ao próximo, principalmente com amor... Os médicos são responsáveis pela sociedade em que vive e, portanto, eles devem ter no coração, a bondade e na consciência, a sabedoria que suscitam experiências de nossa alma”, declarou o vice-reitor que desejou aos novos profissionais muito sucesso, agradecendo a todos   

Em seu pronunciamento, diretora da FM, professora Ione Brum, cumprimentou o vice-reitor, professor Jacob Cohen, integrantes da mesa de abertura, autoridades, professores, familiares, amigos dentre outros presentes na outorga de grau que compartilharam o momento que marcará as vidas dos novos profissionais da saúde. Em seguida, a diretora falou que há três situações na vida que não voltam, não retrocedem: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida. Ela explicou aos médicos recém-formados que a experiência positiva ou negativa tem sua validade e assegura que a humildade simplicidade e ética como fatores preponderantes na vida profissional. Ela acredita que cumpriu a missão na formação profissional e acredita que durante esse processo foi dedicado com muito esforço até a formatura.  

Com isso, a docente disse estar gratificada pelo amadurecimento que concedeu dando suporte ao exercício profissional. Ela disse que conhecimento, experiência, vigilância e sinceridade são ritos necessários a um bom médico que agregado a uma especialidade nunca deve esquecer da noção do médico que cura e o das almas, que exemplifica Jesus Cristo como referencial concreto, o médico dos médicos. A diretora assegurou que a exposição natural na profissão promove o sucesso associada à dedicação ao estudo, ao trabalho, além do ambiente favorável na prática profissional.

“Não se deixem seduzir nunca!”, disse a diretora que citou o filósofo Shoupenhauer quando diz: “os eruditos são aqueles que leram coisas nos livros, mas pensadores, os gênios, os fachos de luz  e promotores da espécie humana são aqueles que leram diretamente no livro do mundo”. E continua: “saibam que nós, mestres e servidores da Faculdade de Medicina desejam um mundo de plena sabedoria, sucesso e felicidade”. 

Confira a lista de formandos:

Aline Agatha Lima De Oliveira

Andressa Pereira Assis

Athos Alvares Dutra

Bianca Claros De Oliveira

Brunno Cidade De Lima

Carlos Roberto Mota Moura

Cassiano Alencar De Vasconcellos Dias Jimenez

Clícia Rode Bispo De Oliveira

Daniel Moraes Da Silva

Daniella Albuquerque Cervinho Martins

Erika Christina Souza Da Silva

Fabiana Ribeiro Dos Santos

Felipe Varotto Wanderley

Flavia Guerreiro De Lima

Flavio Luis Dantas Portela

Gabriel Kenhinde Sobreira Fernandes De Macedo

Gabriel Vinicius Loureiro Fernandes

Gabriela Baroni De Camargo

Gabriela Santiago Eufrasio

Giselle Mendes Pinheiro

Gustavo Demasi Quadros De Macedo

Haniel Benigno Monteiro Lamego De Oliveira

Igor Lucas Menezes Aguiar

Ingrid Ribeiro Da Silva Sousa

Irma Csasznik

Isabelle Melo Da Camara

Joao Pedro Da Silva Barros

John Elton Nascimento Oliveira

Jose Eduardo Pereira Martins Da Silva

Juile Yoshie Sarkis Hanada

Laura Brandao Barros

Leticia Scarllet De Oliveira Queiroz

Lucas Costa Zaranza

Lucas De Souza Monteiro

Lucas Medina Areosa

Luiza Pimenta Suman

Marcela Damiana Varela Eller

Matheus Coimbra Barroso

Monique Ignez De Sousa Calvo

Renata Monteiro Facanha

Roberto Fernandes Soares Neto

Samuel Lacerda Do Nascimento

Tayane Bastos Sarmento

Thais Andrea Dos Anjos Martins

Thayana Machado Costa

Valeria Karine De Azevedo Ferreira

Victor Chaves Caldas

Vinicius Silva Carinhena

Vitoria Herrera Sadala Mascato

Vladimir Kuvshinchikov

 

Alfabetização e letramento de crianças indígenas é tema de dissertação defendida no PPGE

Pesquisa foi defendida pela pesquisadora Rosenilda Luciano no auditório Rio Jatapu da Faculdade de Educação (Faced)

Por Márcia Grana
Equipe Ascom Ufam

Na manhã desta sexta-feira, 7, a pesquisadora Rosenilda Rodrigues de Freitas Luciano defendeu a dissertação “Ação Saberes na Escola: alfabetização e letramento com conhecimentos indígenas”, que também está traduzida em Nheengatu como “Indio Ukua Sawa Escola Upê: Yumbué Sawa Assuí Yumpinima Sawa Ainda Uruwa Irumu”.

A pesquisa, desenvolvida junto ao Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Amazonas (PPGE Ufam), foi orientada pela professora Hellen Cristina Picanço Simas e analisou como os saberes indígenas são abordados nos planos das práticas pedagógicas no âmbito do projeto “Ação Saberes Indígenas na Escola - ASIE”, coordenado pela Universidade Federal do Amazonas. “A pesquisa documental foi inovadora na abordagem da etnografia institucional, no sentido de verificar como a instituição está preparada para lidar com a proposta que traz os conhecimentos indígenas para a escola num processo inverso da escolarização do processo colonizador, que trouxe o conhecimento não indígena como único e superior” , declarou.

Conclusões

A autora afirma que as expectativas não são animadoras, mas que as potencialidades do projeto podem ser aperfeiçoadas. “Os saberes indígenas seguem enfrentando fortes correntezas. A conclusão de meu trabalho aponta que o Programa Ação Saberes Indígenas na Escola está prestes a ser paralisado e abandonado pelo governo que se inicia em 2019, apesar de ser uma experiência inovadora que valoriza tanto os conhecimentos científicos não indígenas quanto a sabedoria indígena”, declarou a autora da dissertação.

A caminho da tese

A orientadora do trabalho, professora Hellen Cristina Picanço Simas, destacou o quanto a orientanda cresceu academicamente ao longo do trabalho. “O trabalho não poderia ser aquém da história de vida dela, marcada pela luta a favor das causas indígenas. Como orientadora, fico bastante feliz de ter acompanhado o crescimento dela ao longo da pesquisa, tanto que já conseguimos vislumbrar continuações. Considero o trabalho apto para caminhar para uma tese”, declarou a orientadora.

Relevante contribuição intelectual

Pesquisadora dedicou seu trabalho aos povos indígenasPesquisadora dedicou seu trabalho aos povos indígenasA coordenadora do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Amazonas ( PPGE/ Ufam), professora Fabiane Maia Garcia, elogia a produção intelectual da pesquisadora. “A Rosenilda tem uma vida dedicada à causa escolar indígena e elaborou uma dissertação que apresenta como fundamentos teóricos os próprios autores e intelectuais indígenas, além de inovar com a presença de um título e resumo na língua Nheengatu. Trata-se de mais uma importante colaboração intelectual do PPGE na área de temática indígena, tanto que conta com a presença de diversas lideranças indígenas prestigiando a defesa do trabalho“, declarou a coordenadora.

Banca de avaliação

Integrante da banca de avaliação, a professora Raynice Geraldine da Silva ( PPGL/ Ufam) elogiou a produção intelectual e também fez sugestões. “Vê-se que foi um trabalho de fôlego. Parabenizo o trabalho realizado. Gostei da forma como foi escrito, as suas análises foram muito ricas, embora eu tenha sentido falta de você mencionar em seu trabalho, por exemplo, a política linguística da Ufam, que inclui o tratamento não só das línguas estrangeiras como das línguas indígenas. A política foi institucionalizada em 2018. Isso deve ser incluído no seu trabalho”, sugeriu a avaliadora.

O professor Francisco Edviges Albuquerque, da Universidade Federal do Tocantins, enviou por escrito seu parecer. “O trabalho, tem uma leitura fácil e agradável, mas percebi que algumas referências citadas ao longo do trabalho não estão na bibliografia. Isso precisa ser corrigido para fortalecer a cientificidade do trabalho, mas essas questões ficam pequenas diante da grande contribuição intelectual que você oferece”, concluiu o avaliador.