"Trote solidário" mobiliza comunidade universitária para ação humanitária de doação de sangue

Andrey Talisson Soares, aluno de Comunicação Social  Andrey Talisson Soares, aluno de Comunicação Social Por Sebastião de Oliveira
Equipe Ascom  Ufam

Um dia foi o suficiente para mobilizar a comunidade universitária (discentes, docentes e técnico-administrativos) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) quanto à doação de sangue. Intitulada "trote solidário", a atividade ocorreu na última quinta-feira, 21, no Centro de Convivência, Setor Norte do Campus Universitário. A iniciativa partiu do Centro Acadêmico de Letras – Língua Inglesa da Faculdade de Letras (Flet), que atuou em parceria com a Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam).

Uma das organizadoras do evento, a discente do terceiro período do Curso de Letras – Língua Inglesa e diretora de Assuntos Acadêmicos e Estudantis do Centro Acadêmico, Fabíola Kalvon Pedroso, falou que, no primeiro momento, sempre teve vontade de doar sangue. "Quando o Centro Acadêmico decidia realizar alguma atividade relacionada à recepção dos calouros/2019, se pensava em várias possibilidades de eventos. Então, tive a ideia de solicitar o projeto do Hemoam e fazer acontecer na Ufam”, explicou a acadêmica, ao se recordar da decisão de "unir o útil ao agradável".

Fabíola Kalvon, diretora de Assuntos Acadêmicos e Estudantis do Centro Acadêmico de Letras-Língua InglesaFabíola Kalvon, diretora de Assuntos Acadêmicos e Estudantis do Centro Acadêmico de Letras-Língua InglesaDe acordo com a acadêmica, a ajuda dos professores foi importante na  tramitação do processo de solicitação, com prazo bem curto no atendimento para sua aprovação. “A curiosidade das pessoas nas redes sociais foi muito grande. Questionavam sobre o curto período de realização da ação e sobre a possibilidade de outros eventos similares na Ufam”, comenta a discente.

“A nossa expectativa era chegar a 150 doadores, no entanto, estamos conseguindo ultrapassar essa marca, alcançando 180, com a possibilidade de aumentar esse número até o fim da tarde, porque as pessoas souberam ainda hoje a respeito dessa visita do Vampirão do Hemoam. Enviamos e-mails para outros Centros Acadêmicos divulgando o evento, tudo isso com o intuito de conseguir uma maior participação dos alunos”, completou ela.

De acordo com a assistente social do Hemoan, Margarete Rodrigues Silva, a Fundação, que há mais de 30 anos desenvolve essa atividade, fortalece parcerias, dentre as principais estão as universidades. Segundo Silva, essa ação ocorre de três a cinco vezes na Ufam o que possibilita a criação de uma verdadeira cultura de doação de sangue entre os membros da comunidade universitária.

“Os alunos, via de regra, são o maior público, o que consolida mais a nossa parceria com a Margarete Silva, assistente social do HemoamMargarete Silva, assistente social do HemoamUfam”, comentou a assistente social, ao esclarecer que a doação pode ser feita diretamente na sede do Hemoam, no período das 7h às 18h, de segunda a sábado. A doação pode ser qualificada entre duas modalidades: de reposição ou voluntária. “Quando a comunidade acadêmica está presente. Nossa! A gente tem um bom estoque”, ressaltou a assistente social.

Opiniões

O aluno do terceiro período do curso de Comunicação Social – Jornalismo, Andrey Talisson Nascimento Soares, 19, disse que há dois anos faz doação e acredita que o Trote Solidário deveria ser realizado por todos os cursos da Ufam para que não se restringa somente ao curso de Letras. “Acho boa a iniciativa, mas deveria se estender nos dois semestres letivos porque existem pessoas que necessitam de sangue e, nesse sentido, estamos salvando vidas”, disse o discente de Comunicação Social.  

Davi Santos e Ágata Conceição, alunos do Curso de Economia Davi Santos e Ágata Conceição, alunos do Curso de Economia Davi Barreto dos Santos, 19, calouro do curso de Economia, acredita que a iniciativa do trote solidário é muito melhor do que aqueles realizados por cursos que envolvem humilhação do aluno como pedir dinheiro nos sinais de trânsito ou sair todo pintado nas ruas do Campus. “Eu não tenho vergonha de doar meu sangue no Trote Solidário. Acho muito melhor”, disse o estudante.

“É uma ação totalmente voluntária, bonita”, qualificou a caloura Ágata dos Santos Conceição, 19, também aluna do curso de Economia. Ela acredita que existem pessoas nos hospitais que precisam continuar seus  tratamentos, a partir da doação de sangue. “Penso nas pessoas que vem do interior do estado do Amazonas e de outras regiões para se tratar. Quando a gente faz essa ação, estamos estimulando outras pessoas a fazer doação”, finalizou a acadêmica.