Jefferson da Cruz defende Memorial Acadêmico e recebe grau de professor titular

Sebastião de Oliveira
Equipe Ascom/Ufam

Na defesa do memorial ocorreu na última sexta-feira, 12, no auditório Professor Altair Fernandes dos Santos, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), Setor Sul do Campus Universitário. A atividade é requisito para obtenção de promoção à última classe da carreira do Magistério Superior, a de professor titular.

A Banca Examinadora estava constituída pela presidente, a professora Maria Silva de Mendonça Queiroz, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e membros, professores Cláudia Petean Bove, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Paulo de Tarso Barbosa Sampaio e Gil Vieira, ambos do Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (Inpa). 

Defesa de Memorial Acadêmico do professor Jefferson da Cruz Defesa de Memorial Acadêmico do professor Jefferson da Cruz   

Prática de campo 

Em sua fala, Cruz deu importância ao papel do professor no contexto amazônico que, segundo ele, tem demandas crescentes ao botânico assim como ao professor de Biologia.  O professor declarou que o exercício dessa função não pode se restringir somente no âmbito da docência, mas que o conhecimento adquirido deve ser repassado aos alunos como forma de continuação de um trabalho que constrói  novos conhecimentos. “Então, como falar sobre a Amazônia, sem que eles não a conheçam? Nós encontramos nas excursões um meio para levá-los a ambientes diversificados para conhecê-los, senti-los e, por fim, aprender a fazer pesquisa nos diversos ambientes”, explicou o professor.

O não conhecimento sobre a região pelo discente, disse Cruz, faz acreditar sobre a necessidade da prática de campo como instrumento que possa fazê-lo compreender a Amazônia e sua diversidade. Para o docente, a ação pedagógica da prática junto aos professores do Departamento de Biologia permite encontrar na Administração Superior da Universidade, o apoio necessário para a realização. “A experiência repassada por outros docentes é ponto positivo o que fortalece o entendimento de todo o processo que a viabilize”, disse o professor que destaca que a prática de campo é marca do curso de Biologia da Ufam.

“Os alunos oriundos de mobilidade estudantil retornam para suas Universidades de origem encantados com as atividades pedagógicas desenvolvidas na Ufam”, completa Jefferson, que afirmou: “Realidades diversas fazem com que o aluno encontre ambientes diversificados, exemplo disso é o da várzea que durante o período da enchente ou mesmo da vazante, percebe as mudanças sazonais sofridas pelas plantas, assim como o modo de vida das populações ribeirinhas que reagem durante esses ciclos”.

Gestor

Na gestão de 2007/2011, no Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ) Campus Parintins, oProfessor Jefferson da Cruz, centro, e a Banca Examinadora Professor Jefferson da Cruz, centro, e a Banca Examinadora  docente destacou sua principal característica gerencial, que foi estabelecer a interação entre Universidade e comunidade. Como estratégia, possibilitou a interlocução com os diversos segmentos sociais do município de Parintins, fazendo com que o homem interiorano ‘adentrasse’ à Universidade. Em ação complementar inversa, levar a Universidade aos rincões mais distantes foi outra prática administrativa que se consolidou por meio de projetos de extensão. “Acredito numa Universidade que ultrapasse barreiras que leve sua produção científica a comunidades mais carentes”, ressaltou Jefferson.

"Outra questão que levou para um patamar de excelência administrativa foi envolver os profissionais de distintas áreas de conhecimento, característica do ICSEZ, por conta dos cursos  implementados. O diálogo permanente foi ponto estratégico", comentou o professor.  

Projetos Etno-conservadorismo

Em outra etapa mais recente de sua vida profissional, o professor disse estar à frente de projetos voltados para questões do Etnoconservadorismo, que reúne profissionais de diversas áreas do conhecimento para atender populações indígenas oriundas do Alto Rio Negro que vivem nas proximidades de Manaus. Por conta da experiência trazida de Parintins, ele acredita na relação dialógica e que não foi difícil envolver todos num objetivo comum.  

Por conta das comunidades indígenas estarem no entorno de um centro urbano como Manaus, o professor vivencia determinadas atividades pedagógicas, no sentido de “reestimulá-los a suas próprias práticas culturais”, acrescentou o professor.