Modelo Zona Franca é discutido no Fórum de Desenvolvimento para o Amazonas

Por Sebastião de Oliveira
Equipe Ascom Ufam

Na última sexta-feira, 22, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), por meio da Pró-Reitoria de Extensão (Proeg), recebeu a visita do Deputado Federal Marcelo Ramos para discutir o modelo Zona Franca na sua primeira edição de 2019. O evento ocorreu no auditório da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp), localizado no prédio da Administração Superior, Setor Norte do Campus Universitário, e teve à frente o pró-reitor de Extensão, professor Ricardo Bessa.   

Em consonância com o tema ‘Zona Franca de Manaus e Alternativas de Desenvolvimento’, o objetivo foi discutir de maneira ampla o modelo Zona Franca que visou a encontrar alternativas e soluções que possibilitassem alavancar as formas de desenvolvimento não somente para a capital amazonense, mas para todo o estado do Amazonas. Segundo o parlamentar Marcelo Ramos, essas ações podem reverberar em toda a região Amazônica como alternativas de desenvolvimento.

Vocação para a sustentabilidade

Dentre os aspectos abordados estão a infraestrutura, a agricultura, a mineração, a educação, indústria, o turismo e outros, que ainda estão fora de foco governamental tanto na esfera estadual quanto federal. Para o deputado, é preciso que haja esperança e acreditar que com medidas sérias, é possível erradicar a pobreza no Amazonas. O congressista afirmou a existência de irregularidades em processos de customização de determinados produtos, como açaí e buriti, os quais podem ser revistos pensando na ampliação de um mix de produtos.

“Seria uma ampliação mais sustentável, inclusive porque a matéria prima esta aqui. A gente teria um custo a menos”, disse Marcelo Ramos ao exemplificar que a maior indústria de concentrados importa seu produto e vende para o mercado externo. “Assim, podemos fazer que o açaí e o buriti sejam vendidos nesse mercado, e isso em razão de termos matéria prima e não possuirmos ainda um mercado interno nessa escala”, apontou o expositor.

Marcelo Ramos alertou ainda que a matéria prima para a indústria identificada com a vocação natural do Amazonas está no interior. Segundo ele, seria preciso “estabelecer um link entre a Zona Franca e os produtores dos rincões amazônicos”.

Nesse aspecto, ele desmitificou a ideia de que o desenvolvimento é levado para o interior, reafirmando que ele se concentra tão somente na capital amazonense, e que emplaca realidades diferentes. Como consequência, as populações que sofrem com o subdesenvolvimento.

Equilíbrio Fiscal

Segundo Marcelo Ramos, diferente de outros estados, onde o déficit se apresenta nas contas orçamentárias, aqui, a Zona Franca permite ao Amazonas um equilíbrio fiscal. Nesse passo, a Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) aprovou, no ano de 2018, o correspondente a R$ 15 milhões, tendo arrecadado R$ 17 milhões. Por outro lado, gastou-se R$ 18 milhões. “Algo está errado”, afirmou.

“É o cúmulo da irresponsabilidade fiscal e, estamos convivendo com essa realidade há muitos anos, mas é o Pólo Industrial de Manaus (PIM) que faz o estado do Amazonas no contexto da federação possuir a capacidade de endividamento, com pagamento dos servidores em dia e equilíbrio do sistema sob o ponto de vista econômico e financeiro”, completou o parlamentar.

Ampliar a discussão

Por sua vez, professor Ricardo Bessa disse que há possibilidade de uma discussão ampla sobre esses problemas concretos da sociedade no âmbito da Universidade. Ele comentou ainda sobre a importância de se debater a realidade local e, quiçá, elaborar soluções, ainda na condição de estudante. “É preciso que discutamos sobre a nossa realidade de um modo mais resolutivo e qualificado”, completou Ricardo Bessa.

“A respeito deste Fórum, a nossa ideia é expandi-lo e abrir um espaço para que os estudantes realizem disciplinas vinculadas a ele, assistindo a debates sempre na perspectiva de aproveitamento como créditos de atividades complementares”, afirmou o pró-reitor Ricardo Bessa.

“Nosso objetivo é fazer a critica baseada da negação da negação, o que a dialética nos ensina. Ao mesmo tempo em que criticamos aspectos negativos, conservamos os positivos. É dessa maneira que ocorre o processo de desenvolvimento em toda a sociedade”, disse.

Horas complementares

As horas de cada sessão podem ser creditadas junto aos colegiados de curso como Atividades Complementares (ACC), a serem incluídas pela Pró-Reitoria de Ensino e Graduação nos históricos escolares.

 

Mais informações: (92) 3305-1181 / Ramal 1497 / 98452-9055