II Semana do Estudante Ufam reúne discentes com atividades lúdicas

 
Por Carlos William
Equipe Ascom Ufam

Miniaturas de personagens japonesesMiniaturas de personagens japoneses

Tênis de mesa, campeonatos de dominó, atrações culturais e karaokê. Estas são algumas das atividades recreativas disponibilizadas na abertura da segunda edição da Semana do Estudante Ufam, durante a tarde desta quinta-feira, 9, no Centro de Convivência do setor Norte do Campus Universitário. O evento é promovido pelo Departamento de Assistência Estudantil da Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Daest/Progesp), com a finalidade de homenagear os graduandos por meio de jogos e espaços de socialização informais, que visam, principalmente, a preservação da saúde mental dos envolvidos.

O caráter descontraído e jovial da programação, que será estendida até o dia 10 de agosto, das 9h às 21h, foi o objeto de inspiração para a criação do tema ‘Relashow’, uma expressão popular entre o público jovem transformada em neologismo por representantes discentes dos centros acadêmicos da Universidade, que propuseram o título e participaram ativamente do processo de organização, sugerindo também os jogos que seriam incluídos.

Além dos alunos, o evento conta com a parceria da Assessoria de Comunicação (Ascom), do Departamento de Materiais (Demat) e do projeto Ludorama da Pró-reitoria de Extensão (Proext), que é coordenado pelo professor Gilmar Couto e oferece atividades como pebolim, torneio de poker, UNO e Just Dance em diversos períodos do calendário letivo.  

Tênis de mesaTênis de mesa

Conforme afirma a diretora do Daest, Mônica Barbosa, o evento faz parte do eixo ‘Saúde e Cultura’ do Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), órgão financiador das ações desenvolvidas pelo Daest. O eixo foi instituído pelo decreto 7.234 de 2010. “O item ‘Cultura’ é contemplado pelas apresentações musicais e jogos, que são atividades de entretenimento e, neste contexto, a ‘Saúde’ é destacada como prioritária, porque eles (os estudantes) vão relaxar e socializar com os colegas de forma descontraída, o que trabalha a preservação da saúde mental de todos”, constatou a diretora, ao reiterar que essa precisa ser uma preocupação de todas as universidades federais: a de propiciar e ampliar espaços de convivência entre os alunos.

“Esse é um momento lúdico para retornar para a sala de aula com as energias recarregadas e emocionalmente mais fortes. A assistência estudantil é transversal, ou seja, perpassa todas as ações acadêmicas. Trata-se de um suporte para que o estudante possa desenvolver-se integralmente de forma mais sadia e permanecer na Instituição com qualidade, sem evadir”, avaliou.

Camisetas e acessórios foram expostos em standsCamisetas e acessórios foram expostos em stands

 

Stands de vendas

O principal diferencial desta edição em relação à primeira é a inclusão de stands de vendas cujos lucros serão direcionados aos caixas dos centros acadêmicos, que são como fundos de garantia usados para o custeio de eventos realizados pelos próprios estudantes, como semanas especiais dos cursos, recepção de calouros, simpósios, colóquios, dentre outros. Miniaturas de personagens famosos em animações japonesas (animes), como o Luffy de One Piece e o Goku de Dragon Ball, camisetas temáticas de bandas e elementos da cultura pop, além de gastronomia variada são alguns dos produtos mais demandados. “Eles precisam dessa verba para viabilizar as ações que pretendem realizar”, enfatizou a diretora Mônica Barbosa. Há ainda exceções de barracas independentes, sem vínculos com os centros acadêmicos.

 

Orquestra da Ufam

Músicos e estudantesMúsicos e estudantes

Focada em Música Popular Brasileira e música clássica, a Orquestra da Ufam é composta por diversos discentes do curso de Música e esteve representada pelos alunos Karen Francis (vocalista), Abner Pires (percussão) e Wandeval Barroso (contrabaixo), em apresentação repleta de covers de clássicos referenciais da cultura brasileira e muito aplaudida pelos participantes. O trio já possui experiências anteriores em shows para diferentes plateias, porém nem sempre tocam juntos.

“Na Orquestra, costumamos fazer arranjos de Jazz e bossa nova, principalmente”, observou Abner Pires, que, cursando o sétimo período da graduação em Música, apresenta um olhar otimista em relação à cena musical manauara em universidades e fora delas. “Percebo que tem crescido bastante, há muitos artistas novos e a tendência é avançar mais, porém ganhar visibilidade fazendo músicas autorais ainda é um pouco difícil e restrito”, ponderou. Já Wandeval Barroso acredita que órgãos como a Secretaria de Cultura passaram a investir em artistas com maior frequência, mas a demanda por patrocínio cresceu em igual proporção. “Precisamos ser melhores ainda”, disse o artista e estudante do quarto período.

Satisfação

“Quanto mais modalidades são agregadas à comemoração, mais inclusiva ela se torna”. A afirmação é do aluno finalista do curso de Filosofia da Ufam, Aldair Marialva, segundo o qual a programação deste ano está bastante satisfatória, em especial pela inclusão do jogo de Damas. Na opinião do discente, a socialização e o convívio no espaço universitário são elementos benéficos mais encontrados em espaços públicos. “Acredito que seja essa a diferença entre universidades particulares e públicas: na primeira, os alunos saem das aulas e vão embora. Já nas públicas, temos muitas outras opções adicionais. A assistência estudantil envolve muito mais do que a concessão de bolsas”, concluiu.

 

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