Corrida dos Calouros 2017 integra ingressantes à comunidade da Ufam

Concentração dos mais de 500 participantes ocorreu no auditório Eulálio ChavesConcentração dos mais de 500 participantes ocorreu no auditório Eulálio ChavesEsse é o jeito como a Universidade Federal do Amazonas dá as boas-vindas aos seus calouros desde 2015: uma corrida cujo percurso inicia na Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (FEFF), Setor Sul do Campus Universitário, e encerra no Centro de Convivência do Setor Norte. Este ano, 560 calouros participaram da atividade, que tem por objetivo integrar os novos membros à comunidade acadêmica.

Ao avaliar essa forma de acolhida que já está na sua terceira edição, o pró-reitor de Ensino de Graduação, Lucídio Santos, afirma que o sucesso da programação se reflete na adesão crescente ao longo dos anos. “O formato agrega ações desportiva e cultural. Este ano trouxemos mais bandas musicais e grupos de dança, além de exposições e oficinas de artes plásticas. Por outro lado, estamos certificando a participação na corrida, com cinco horas complementares”, declarou o docente.

O professor destacou ainda o papel dos parceiros na realização da Corrida dos Calouros 2017. “Além de uma boa articulação com o Centro de Artes, nós também contamos com a parceria do Departamento de Artes; da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia; do Departamento de Assistência Estudantil, que possui um setor específico para esportes; e da Prefeitura do Campus, com o apoio na parte da segurança de corredores e motoristas”, lembrou o pró-reitor.

Parcerias setoriais garantem o sucesso da corridaParcerias setoriais garantem o sucesso da corridaResponsável pelo aquecimento desde a primeira edição, o professor Daurimar Leão, da FEFF, deu as dicas para quem deseja correr bem: “é preciso que cada um avalie seus limites. No alongamento desta corrida, escolhemos atividades que todos pudessem fazer, com movimento simples e do cotidiano, para os três quilômetros”. Conforme instruiu o preparador, o importante é fazer o percurso de acordo com o condicionamento aeróbico e com os limites pessoais, sempre num ritmo confortável.

Chegada

Lucas Mendonça, 17, é ingressante do Bacharelado em Educação Física e foi o primeiro colocado geral na corrida. Ele pratica musculação regularmente, mas ainda não tinha participado de uma competição na modalidade Atletismo, experiência que foi, para ele, enriquecedora, tanto pelo fato de que as atividades físicas contribuem para a saúde, o bem-estar e a imunidade corporal, quanto pelo caráter de socialização do evento, que integra os calouros à comunidade universitária. “Eu me diverti, conheci muitas pessoas e fiz amigos. Na minha opinião, esta é uma ótima alternativa de integração”, pontuou o vencedor. 

O também calouro de Educação Física da Ufam, Carlos Augusto Nunes, 35, alcançou em seguida a linha de chegada. Ele preserva o hábito de correr, porém não em caráter competitivo, apenas recreativo. “Este é o único exercício físico que pratico, mas nunca havia estado em uma competição assim antes”, ponderou. O terceiro colocado é o estudante do curso de Física Márcio Moura, 18, que já correu em concursos de atletismo anteriormente.Calouros de Educação Física fizeram dobradinha. Ingressante do curso de Física ficou com o terceiro lugar Calouros de Educação Física fizeram dobradinha. Ingressante do curso de Física ficou com o terceiro lugar

Ao alcançarem a linha de chegada, os participantes receberam um energético, água à vontade e um kit de frutas. Ao todo, 600 lanches foram distribuídos. O objetivo foi adicionar valor nutricional após uma atividade de impacto.

Programação Completa

De acordo com o diretor do Centro de Artes da Ufam (CAUA), professor Paulo Simonetti, a proposta cultural elaborada para a acolhida aos calouros 2017, que foi apresentada no Centro de Convivência do Setor Norte, consiste em proporcionar atrações que contemplem trabalhos artísticos de autores do Amazonas, de modo a atrair a todos os públicos da Universidade, tanto pela diversidade de exposições musicais e visuais quanto pela possibilidade de interação entre estudantes antigos, calouros e docentes.

 

Este ano, além das bandas que compõem a programação musical, foi realizada apresentação de dança contemporânea. Conforme afirma Demmy Ribeiro, professora do Núcleo Universitário de Dança Contemporânea (NUDAC), as aulas de dança são uma importante estratégia que visa a inclusão social, ao impedir situações de vulnerabilidade através de sua vinculação ao Núcleo. “A Arte sensibiliza e contribui para que a compreensão e respeito ao ‘outro’ sejam postas em prática, o que modifica vidas e traça lindas perspectivas”, observa a professora, acerca de algumas das contribuições da Dança à sociedade. O grupo já se apresenta pela segunda vez na Ufam e de forma continuada no Caua.

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